Paula Santos: Terapeuta

Paula Santos: Terapeuta

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Eu ajudo às pessoas por meio de sessões de Terapias particulares e em grupo, oficinas de educação sexual para prevenção da violência sexual contra crianças.

Photos from Paula Santos: Terapeuta's post 12/06/2026

A escola é o lugar onde as crianças passam uma boa parte do tempo. E ensinar é uma das profissões mais desafiadoras que existem.

Todos os dias, professores entram em sala de aula com a missão de transmitir conhecimento, gerir diferentes comportamentos, lidar com realidades familiares complexas e contribuir para a formação de futuras gerações.

Diariamente recebo mensagens de pais preocupados com o conteúdo que os seus filhos aprendem na escola, mas quando questiono, o verdadeiro incômodo está na forma como estas aulas são ministradas.

Quando falamos de sexualidade, corpo, puberdade, consentimento, prevenção da violência sexual e desenvolvimento emocional, muitos profissionais não receberam formação específica para abordar estes temas durante a sua formação inicial. E isso não é uma falha individual; é um desafio que precisa de ser enfrentado colectivamente.

A forma como um adulto responde a uma pergunta pode influenciar a forma como uma criança vê o próprio corpo, procura ajuda diante de um abuso ou desenvolve a sua autoestima.

Educação sexual preventiva não é incentivar comportamentos se***is.

É promover saúde, segurança, autocuidado, respeito, limites e proteção.

Investir na formação dos professores é investir numa escola mais humana, mais preparada e mais segura para todos.

Porque educar também é proteger.

🏫 O projecto Sexualidade Consciente disponibiliza:

📚 Formação para professores e equipas pedagógicas
🧠 Capacitação em educação sexual e emocional preventiva
🛡 Prevenção da violência sexual em contexto escolar
👨‍👩‍👧‍👦 Palestras para estudantes, pais e encarregados de educação

A sua escola está preparada para esta conversa?

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Sexualidade Consciente
Educar para Proteger 💜

12/06/2026

Escolhido não tem escolha... ✍️🏾

26/05/2026
20/05/2026

Há notícias que não deveriam existir.
Não deveriam ser manchete.
Não deveriam fazer parte da realidade de nenhuma criança.
Mas infelizmente fazem.

Uma criança de 3 anos ainda está a aprender a falar corretamente, a brincar sem medo, a descobrir o mundo com inocência. E mesmo assim, há infâncias a serem marcadas por experiências que nenhuma mente infantil consegue compreender.

O mais doloroso nestes casos é perceber que muitas vezes o trauma nasce em ambientes aparentemente normais, silenciosos e difíceis de imaginar. E quando a sociedade evita falar sobre prevenção, protecção infantil e educação sexual preventiva, continuamos a criar espaço para que situações assim se repitam.

Precisamos entender que proteger crianças também passa por diálogo, atenção emocional, criação de ambientes seguros e desenvolvimento da confiança para que elas possam ser ouvidas sem medo.

Porque uma criança abusada nem sempre consegue explicar o que aconteceu.
Mas o silêncio do trauma acompanha-a por muitos anos.

Que esta notícia não seja apenas mais uma publicação para gerar revolta momentânea.
Que seja um choque de realidade sobre a urgência de proteger a infância com mais responsabilidade, humanidade e consciência colectiva.

O silêncio nunca protegeu crianças.
O silêncio apenas prolonga a dor das vítimas.

Icolo e Bengo:

Menor de 3 anos obrigada a lamber as partes íntimas da empregada doméstica

Uma empregada doméstica, de 37 anos, foi detida, por alegado envolvimento em actos impróprios contra uma criança de três anos, do s**o feminino, no Zango 0, município do Calumbo, província de Icolo e Bengo, obrigando a menor a lamber os seus órgãos genitais. O caso foi denunciado pela mãe da menor, após notar comportamentos incomuns apresentados pela filha dentro de casa.

De acordo com informações prestadas pela progenitora, a criança terá relatado situações consideradas inadequadas para a sua idade, apontando a empregada como responsável pelos actos. As autoridades competentes já acompanham o caso e decorrem diligências para o esclarecimento dos factos e eventual responsabilização da suspeita, nos termos da lei.

Saiba mais em www.tvzimbo.ao

15/05/2026

FÉ SEM OBRA É MORTA – UMA CRIANÇA NÃO PRECISA APENAS DE CULTOS, CORAIS E VERSÍCULOS DECORADOS. ELA PRECISA DE PROTECÇÃO!

Precisamos falar a mesma língua, fazer a mesma oração e assumir a mesma responsabilidade diante de Deus: proteger as nossas crianças.

Enquanto muitos pais falam emocionados que “os filhos são herança de Deus”, milhares de crianças continuam a crescer sem protecção, sem orientação e sem coragem para denunciar o ab4so que vivem em silêncio.

E a verdade que ninguém gosta de encarar é esta:
o perigo nem sempre está “lá fora”.

Às vezes está dentro da família.
Dentro da escola.
E, sim…também dentro da própria igreja.

Durante muito tempo, falar sobre sexualidade, ab4so s3xual e protecção infantil dentro das igrejas foi tratado como vergonha, rebeldia ou falta de espiritualidade.

Muitas igrejas ainda preferem proteger a reputação do templo do que proteger a criança ferida dentro dele.

Silenciam denúncias.
Mandam a vítima “orar mais”.
Pedem para “não expor o ab4sador”.
Confundem perdão com encobrimento.
E deixam crianças traumatizadas carregando dores que nunca deveriam carregar.

Há crianças que sabem decorar versículos, aprendem que têm de respeitar os adultos…
mas não sabem que podem dizer NÃO.

Sabem cantar no coral…
mas não sabem identificar toques ab4sivos.

Sabem ajoelhar para orar…
mas não sabem pedir socorro.

Protecção infantil também é evangelho.
Também é ministério.
Também é responsabilidade espiritual.

Chegou a hora das igrejas pararem de fugir desse assunto. Chegou a hora dos pais deixarem o medo e o tabu.Chegou a hora das escolas e famílias trabalharem juntas.

Porque um envagelho que não consegue proteger crianças perdeu o verdadeiro sentido do amor que se prega.

Toda criança deveria crescer ouvindo:
“Deus protege o teu corpo.”
“Tu podes pedir ajuda.”
“Nós vamos acreditar em ti.”
“A culpa nunca será tua.”

E talvez um dia Deus não pergunte apenas quantas vezes levaste o teu filho à igreja… mas quantas vezes o protegeste do perigo que estava mesmo ao lado dele.

O silêncio protege o abusador.
Mas a verdade, a educação e a Fé salvam.

Photos from Paula Santos: Terapeuta's post 14/05/2026

Todos os dias, milhares de crianças, adolescentes e mulheres carregam dores que nunca conseguiram contar.
Não porque não sentiram medo.
Mas porque foram ensinadas a calar-se.

O silêncio dentro das famílias, das escolas, das igrejas e da sociedade tem protegido abusadores durante gerações. Enquanto a vítima luta para sobreviver emocionalmente, muitas vezes o agressor continua livre, respeitado e até defendido.

Quando uma criança não é ouvida, outras crianças ficam em risco.
Quando os adultos ignoram sinais, o trauma cresce em silêncio.
Quando a sociedade transforma abuso em “brincadeira”, “normal”, ou culpa a vítima, estamos a criar terreno fértil para que a violência continue.

O abuso sexual não começa no toque.
Começa no silêncio.
Na falta de educação sexual preventiva.
Na ausência de diálogo entre pais e filhos.
Na normalização da hipersexualização infanto-juvenil.
Na cultura de proteger a imagem do adulto em vez da segurança da criança.

Precisamos parar de tratar prevenção como exagero.
Educar é prevenir.
Conversar é proteger.
Ouvir uma criança é salvar.

Porque o silêncio protege o abusador…
e multiplica as vítimas.

Se acreditas na importância da educação sexual na prevenção da violência contra crianças, peço o teu voto na categoria Educação dos prémios TIGRA NOVA GARRA 6ª Edição.
Clica no LINK: https://youtu.be/RlvntoNebKY?si=io1eVQiALvS0iwDH assista ao vídeo, deixe o seu like e comentário. Cada voto é uma voz na luta pela proteção das nossas crianças. 🌞

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08/05/2026

“Meu corpo, minhas regras” não significa viver sem responsabilidade.
Significa compreender que o corpo é parte da nossa identidade, da nossa dignidade e das consequências das nossas escolhas.

Durante a palestra com os adolescentes, falámos sobre algo importante:
o corpo não foi feito para ser tratado como objeto, brincadeira ou ferramenta de pressão social.

O meu corpo conta a minha história.
O meu corpo comunica quem eu sou, os meus valores, os meus limites e a forma como me posiciono no mundo.

Vivemos numa geração que muitas vezes confundiu liberdade com ausência de limites.
Mas maturidade emocional é entender que toda escolha feita com o corpo também afecta a mente, as emoções, a autoestima, os relacionamentos e até o futuro.

O corpo não é apenas “meu”.
Ele carrega identidade, responsabilidade, saúde emocional e consequências.

Educar adolescentes não é controlar corpos.
É ensinar consciência, respeito, autocuidado e valor próprio.

Porque quando um jovem entende o valor do próprio corpo, aprende também a respeitar o corpo, os limites e a dignidade do outro.

Educação Sexual nas escolas também é sobre isso.

Photos from Paula Santos: Terapeuta's post 07/05/2026

A banalização do ab*s0 s3xu@l em Angola: um problema psicológico e cultural

A resposta social em casos mediáticos mostra algo profundo:

Angola ainda vive num ciclo de normalização da vi0l3nci@ s3xu@l, sustentado por quatro pilares psicológicos e culturais:

1️⃣ Cultura do silêncio

Desde pequenas, crianças são ensinadas a respeitar adultos sem questionar.

Isso cria terreno fértil para que o ab*s0 seja escondido, negado ou reinterpretado como brincadeira, disciplina ou mal-entendido.

2️⃣ Idolatria pública

Quando a pessoa acusada é famosa, popular ou engraçada, o país tende a proteger a figura, não a criança.

A isso chamamos de dissonância cognitiva colectiva: é mais fácil negar o cr!m3 do que aceitar que alguém querido pode ser abusad0r.

3️⃣ Culpabilização da vítima

Comentários como:
Por que só falou agora?
Ela gostou por isso ficou calada
ou essas miúdas andam muito acesas

são mecanismos sociais que traumatizam ainda mais a vítima e a silenciam para sempre.

4️⃣ Ambivalência moral

Angola reage com mais indignação a fofocas de celebridades do que à dor de crianças.

Isso é dessensibilização moral:
quando o contacto repetido com vi0l3nci@ e injustiça faz o povo achar tudo “normal”.

Já chega de tratar traumas infantis com leveza.

Quando uma sociedade perde a capacidade de se indignar com a dor das suas crianças, alguma coisa está profundamente errada.

Pensar Angola também é pensar na protecção da infância, na escuta, na responsabilidade colectiva e na coragem de quebrar o silêncio.

Porque o futuro de um país mede-se pela forma como protege as suas crianças.

A consciência colectiva precisa despertar.

Ass. Paula dos Santos | Sexóloga e Master ESEPAS

26/04/2026

📢 Pedóf1l0 ≠ Abus4dor: vamos perceber a diferença

Nem sempre quem abus4 é pedóf1l0.
E nem todo pedóf1l0 chega a abus4r.

👉 Pedofili4 é uma condição psicológica: atração sexu4l persistente por crianç4s.
👉 Abus0 sexu4l inf4nt1l é uma acção criminosa: quando alguém pratica actos sexu4is com uma criança.

⚠️ O perigo está aqui:
Muitos abus4dores não têm preferência exclusiva por crianç4s.
Eles abus4m por oportunidade, poder, manipulação ou controlo.

E isso muda tudo.

Porque o risco não está apenas “no estranho”
está também em quem está bem próximo, confiável, familiar.

🔴 A criança não precisa reconhecer um “monstro” homem de capa preta com cicatriz na cara NÃO 🙌🏿
precisa reconhecer limites, toques seguros e inseguros, e ter voz para falar e pedir ajuda.

🟡 O silêncio protege o abusador.
🟢 A educação protege a criança.

💬 Falar sobre isso não é incentivar.
É prevenir.

30/03/2026

Há coisas que toda criança devia aprender cedo… mas que muitos adultos ainda evitam ensinar.

O corpo é dela.
A voz também.
E o direito de dizer “não” não depende da idade.

Ensinar uma criança sobre limites não é “tirar a inocência”.
É proteger a inocência num mundo onde o silêncio ainda machuca mais do que a verdade.

Crianças não foram feitas para guardar segredos que doem.
Nem para aceitar toques que confundem.
Nem para obedecer quando o coração diz que algo está errado.

Quando ensinamos, estamos a dar algo maior do que palavras:
Estamos a dar consciência, coragem e proteção.

Porque uma criança informada não é uma criança “esperta demais”…
É uma criança menos vulnerável.

🚦 Fale. Ensine. Proteja.
O silêncio nunca foi sinónimo de segurança.

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