Entre Nós - Mães e Pais

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Tamira Viana, mãe, psicóloga e educadora certificada em disciplina positiva pela PDA. Psicoterapia

13/04/2026

Me chama no direct para agendar o seu horário!

05/10/2025

Isso me parece tão óbvio, mas sei que ainda não é claro para quem veio da educação tradicional e está tentando fazer diferente.

Quando punimos os erros estamos dizendo para as crianças e adolescentes que eles erraram, porém num enredo que foca no que aconteceu e não ensina para eles o que e como podem fazer melhor no futuro.

Quando focamos em ensinar, isso pode sim dar mais "trabalho" do que simplesmente castigar, tirar o celular, proibir de ir na casa do amigo ou qualquer outra punição. Mas isso é EDUCAR: ensinar, orientar, ajudar a criança e o adolescente a fazer diferente frente àquelas circunstâncias.

Vejam, se eu paro para compreender o que levou a criança àquele comportamento, posso atuar nas raízes e ainda direcionar para o caminho que considero mais adequado. Posso treinar com ela se ela ainda tem dificuldades com determinado comportamento, posso acolher as emoções que estavam difíceis de lidar e ensinar como podem lidar com elas, posso explicar e convidar à colaboração mostrando a importância disso para todos. E assim ensinar habilidades para a vida toda.

Percebem a diferença?
Todos nós erramos e vamos continuar errando. Ensinar é muito mais efetivo do que punir para que determinados erros não se repitam.

17/09/2025

Amo processo terapêutico que promove esse encontro.

Que ensina à adulta que agora só ela pode cuidar e ofertar para a criança que foi o que ela precisava: ser ouvida, vista e profundamente compreendida e considerada. Ter seus limites respeitados e sua sensibilidade cuidada com delicadeza.

Essa carinha séria da criança que fui me traz a sensação de toda a angústia que ela carregava, mesmo tão nova.

E é maravilhoso, hoje, poder reconhecer os seus esforços e acolher o seu sentir sem restrições ou críticas.

Visitar e cuidar da criança que mora dentro da gente é das vivências mais profundas e bonitas que conheço.

Você já experimentou?

11/08/2025

Quais são as pessoas que você pode contar?
Quais são as pessoas que te fazem sentir segura e amparada?
Quais as crenças sobre a vida te ajudam a seguir em frente?
Quais objetivos estão no seu radar?
O que você precisa pra cuidar melhor de você enquanto atravessa as dificuldades?

Reflita!

14/07/2025

Eu começo!
Hoje seria outono, depois de um domingo primaveril de casamento do meu primo 😂

08/07/2025

Minimizar qualquer dor ou sentimento que alguém relate - no processo terapêutico tudo importa e nada é exagero.

Ter uma postura neutra
Na faculdade aprendemos que existe neutralidade e que precisamos persegui-la, mas isso é muito equivocado. A forma como eu conduzo/apoio um processo terapêutico leva a minha assinatura. É impossível desvincular minhas intervenções de quem eu sou e do que sei - com toda responsabilidade que isso traz.

Ter uma expressão facial impassível, estática ou cara de paisagem.
Eu reajo através do meu rosto e meu corpo àquilo que meu paciente traz e muitas vezes essas expressões são intervenções por si só. Estou ali, inteira e presente.

Não me envolver
Tudo que meu paciente traz me afeta como humana que sou. E isso faz parte do processo. O que nós, psicólogos, precisamos fazer é cuidar da gente mesmo pra estar disponível emocionalmente e ao mesmo tempo não sucumbir a toda dor que experienciamos junto com o paciente.

Legenda:
O que eu NÃO faço como psicóloga.

Photos from Entre Nós - Mães e Pais's post 07/07/2025

Muitas vezes essa sobrecarga toda vira raiva, muita raiva, o que é super legítimo.

A questão é não jogar a raiva para cima das crianças, afinal são só crianças tentando ser amadas e pertencer. Não é culpa delas.

Photos from Entre Nós - Mães e Pais's post 04/07/2025

Leia e Reflita.

Photos from Entre Nós - Mães e Pais's post 04/07/2025

Leia e reflita.

02/07/2025

Um dos trabalhos que fazemos na psicoterapia e no tratamento de traumas tem a ver com a saída do estado de alerta constante para poder perceber as maravilhas do mundo e das relações.

E nossos sentidos são as portas de entrada, tanto para as ameaças, quanto para a beleza.
Aguçar nossos sentidos tem a ver com estarmos mais presentes nas experiências, mais conectados com nossas sensações e abertos à contemplação.

Usar, intencionalmente, os olhos, os ouvidos, a pele, o olfato, o paladar... para perceber e "saborear" aquilo que a natureza, a vida e as pessoas (porquê não as pessoas?) nos apresentam de belo e reconfortante.

Que você possa resgatar - ou aprimorar - a incrível capacidade de maravilhar-se.

Se precisar de ajuda, agende sua terapia.

30/06/2025

Escutei essa frase num pequeno debate sobre a importância de não rotular as crianças.

Os rótulos não são necessariamente mentiras ou estão "errados" sobre as crianças (apesar de carregarem grande julgamento a partir do repertório de quem rotula), mas eles definitivamente são INCOMPLETOS.

Ninguém é uma coisa só. As crianças também não, inclusive com um potencial em aberto para ser muitas. O que os rótulos fazem é limitar, dar às crianças uma caixinha pra ela entrar dentro e não sair mais.

Suponhamos que uma criança pode ser "lerda", ou melhor, ter rítmo mais lento em determinadas circunstâncias, assim como ser super ágil em outras. Mas ao rotular tiramos essa possibilidade. Definimos: lerda. Ponto final.

Então quando sugerimos não rotular, tem a ver com isso: não limitar. As crianças acreditam piamente no que seus cuidadores falam e com os rótulos não é diferente.
Além de acreditar, precisam atender essa expectativa, sendo ela boa ou ruim: "se dizem que sou lerdo, então preciso ser pois é o que esperam de mim".

Então vamos combinar de ter cuidado para não rotular nossas crianças?

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