Andrey Antunes

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Andrey Antunes 20/09/2023

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Photos from Andrey Antunes's post 11/08/2023

❗️❗️Atenção professor! Salva esse aqui👇
Toda vez que iniciamos a criação de um material instrucional (curso, aula, treinamento ou instrução) devemos prestar atenção a três princípios para nortear o nosso trabalho: a seleção de referências, a adaptação da comunicação e a escolha do método.
1. Referências: é preciso estar atento à atualização das fontes selecionadas (um estudo dos anos 90 pode dizer que comer ovo é prejudicial à saúde) e, principalmente, ao seu enviesamento, para que a busca por um alinhamento à determinada ideia não acabe por ocultar fatos relevantes ao aluno.
2. Comunicação: a utilização constante de termos complexos apenas afaga o ego do professor e afasta os questionamentos dos alunos, não por ter abordado completamente o conteúdo, mas, simplesmente, por ter rompido qualquer elo de compreensão que possa haver em seu discurso. Da mesma forma, a linguagem simplista em excesso não saberá diferenciar conceitos aprofundados a um público que já tenha contato prévio com o assunto.
3. Método: existe uma maneira mais eficaz para o ensino de cada habilidade (seja ela cognitiva, afetiva, artística, psicomotora ou o que for) para cada grupo de alunos. Ao professor comprometivo com o ensino, não cabe a mera experimentação, mas a aplicação das práticas que ajudem seus alunos a melhor se desenvolver. A vaidade de inovar precede ao descaso com o possível erro, portanto, somente faça a sala de laboratório se houver tempo para correção de curso e, principalmente, com o consentimento dos envolvidos.

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07/08/2023

Nenhum material é capaz de substituir a função de um livro no ensino. Aquele bom e velho livro de papel, com conteúdo selecionado por especialistas nas diversas matérias, com assuntos cuidadosamente elencados em sequência didática, abordando conceitos, extrapolando fatos e assuntos correlacionados, com exercícios de fixação de conhecimento em ordem progressiva de dificuldade. Aqueles que usamos marca-texto para destacar conceitos mais relevantes (ou aqueles que o professor disse que cairia na prova), que fazemos orelhas nas páginas que devemos estudar na semana, que colamos post-it para achar a página que nos interessa mais facilmente. Acima de tudo, aqueles livros que, praticamente, se bastam para matérias. Por intermédio deles nos tornamos íntimos de mestres cujo conhecimento era como definitivo: Melhem Adas, Gelson Iezzi, Luiz Koshiba, Ramalho e (tão poucos) outros.
Neles o assunto é completo, não mastigado. Não foca em um mero concurso, uma prova específica, mas em uma compreensão ampla que visa quase esgotar todas as possibilidades conceituais do que se pretender estudar e preparar o raciocínio básico para as questões sejam elas como forem.
Isso não existe nas apostilas (que a definição gramatical do objeto já diria sua função), nos módulos. Não existirá nos e-books montados por secretarias a toque de caixa. Não seriam viáveis em vídeo aulas. Isso é factual.
Mas, ante a tentativas infundadas de inovação que podem contribuir com a redução da qualidade referencial e restrição do repertório de nossos alunos, enquanto agravados por nosso espírito reivindicatório de retomada do "ensino que funciona", convém, também, nos indagar: o que estamos fazendo ao reduzir o conteúdo a slides e listas de exercício que caibam na formatação de um Power Point e sejam carregados no site da escola?

01/08/2023

Sempre fui bom com textos, argumentos e compreensões subjetivas. Redações ou seminários nunca me assustaram, mas me colocavam em um lugar confortável, em que podia expor ideias e uma certa compreensão do mundo. Muito mais confortável que as práticas roteirizadas de matemática, física ou química. Não que fosse mau aluno dessas, mas a abstração, na época de escola, nunca me atraiu e, assim, pareceia fazer muito mais sentido o exercício crítico de compreender o mundo, os humanos e, mais ainda, tentar convencer sobre os pontos de vista.
Sim, eu era idealista. Não me atraía tanto os ofícios ou resultados quanto o impacto real que podia gerar no mundo. Queria ser parte da solução daquilo que lia e via como problemas do mundo, sendo esse o motivo que escolhi servir. Meu conforto e juventude não eram tão importantes quanto a busca por essa mudança.
E, em um dia desses que o destino escolhe para ser nossa inflexão, percebi que, para praticar o ofício que me traria à plenitude desse sentido, teria que seguir a Engenharia. Exatas. Contrariando totalmente o que acreditava ser minha vocação ou, ao menos, inclinação natural pelas humanas. Mas, se era o único jeito e não é de meu feitio fugir, tomei a decisão que iria me obrigar a estudar duas vezes mais, mesmo me entediando com os assuntos e, acima de tudo, aceitar que não teria chances de ser o melhor, talvez nem mesmo fosse bom o suficiente em todos os momentos. Porém, não tinha outro jeito. E assim digo: foi a decisão profissional mais feliz e acertada que tomei. Somente pela engenharia (e depois pela matemática) pude atingir os objetivos que tinha idealizado na minha juventude. Somente me expondo aos cálculos pude compreender que os desafios existem, mas o trabalho duro os supera. Somente aceitando que não teria chances de ser o melhor (ou mesmo bom) acolhi a humildade de reconhecer meus mestres acadêmicos e práticos.
E, por fim, compreendi que a dita vocação não tem a ver com afinidade ou dom inato para realizar algo sem esforço, mas com aquilo que escolhemos por nossa missão de vida, pela qual faremos todo e qualquer sacrifício para cumprir.

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