22/06/2026
Olival em sebe no mediterraneo
Quais as principais pragas que o afectam
Nas instalações de olival em sebe ou superintensivo, as principais pragas que afetam a cultura são a mosca-da-azeitona, conhecida cientificamente como Bactrocera oleae, que é reconhecidamente a praga mais importante na bacia do Mediterrâneo e causa prejuízos significativos ao perfurar os frutos e provocar a queda das azeitonas antes da colheita, além de elevar a acidez do azeite produzido. A traça-da-oliveira, Prays oleae, é a segunda praga mais grave, cujas larvas atacam folhas, flores e frutos ao longo de três gerações anuais, reduzindo consideravelmente a produtividade do olival.
Além destas duas pragas principais, destaca-se a cochonilha-preta da oliveira, que se alimenta da seiva da planta e produz uma substância açucarada que favorece o desenvolvimento de fungos negros (fumagina) nas folhas, reduzindo a capacidade fotossintética. A euzófera do olival, Euzophera pinguis, é outra praga relevante que ataca os ramos e a casca, causando a secagem de brotos e ramos secundários, especialmente em áreas de alta densidade. A algodão da oliveira, Euphyllura olivina, é uma praga secundária mas comum em sistemas superintensivos, que excreta substâncias brancas e algodonosas nas folhas, também favorecendo a fumagina e dificultando a fotossíntese.
No sistema superintensivo, as alterações no padrão de crescimento das oliveiras, devido à alta densidade de plantas e à formação de sebe fechada, estimulam a reemergência de pragas secundárias e patógenos invasores, criando um microclima mais úmido e reduzido que favorece o desenvolvimento de insetos. A colheita mecanizada com máquinas straddle também pode ferir os frutos, tornando-os mais vulneráveis à infestação da mosca-da-azeitona. O monitoramento constante e a proteção integrada com insetos benéficos são essenciais para o controle dessas pragas, já que a alta densidade de plantas exige tratamentos mais frequentes e precisos para evitar perdas significativas na produção de azeite.
15/06/2026
Shakespeare já tinha olival plantado há 5 séculos no Reino Unido
Actualmente, são consumidas 70 mil toneladas de azeite por ano no Reino Unido, o que equivale a cerca 1 kg por pessoa. No entanto, o azeite já é produzido internamente há mais de duas décadas, graças a 12 hectares de olivais cultivados no país.
Existem três regiões principais produtoras de azeitona no Reino Unido: Long Sutton (Lincolnshire), localizada no leste do país, na região baixa e soalheira conhecida como The Fens. É o maior e mais setentrional olival do país. As azeitonas são também cultivadas na Ilha de Oxney (Kent), situada no sudeste de Inglaterra. Esta área possui um solo argiloso bem drenado e um clima mais seco. Por fim, as azeitonas são cultivadas na Península de Roseland (Cornwall). Trata-se de um microclima costeiro único, fortemente influenciado pelas correntes temperadas do Atlântico, o que
mantém a área praticamente livre de geadas severas.
No entanto, cinco séculos antes, William Shakespeare (26 de abril de 1564 – 3 de maio de 1616), o dramaturgo, poeta e actor inglês considerado o mais importante escritor de língua inglesa e uma das figuras mais célebres da literatura mundial, plantou um olival na Floresta de Arden, inspirado numa floresta real em Warwickshire, também no Reino Unido.
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08/06/2026
Cada vez mais empresários investem no agronegócio em Portugal e Espanha
Mais população, maior pressão sobre a produção alimentar e menos terra arável: esta é a tríade que ajuda a explicar o crescente interesse dos investidores pelo agronegócio.
Entre 2000 e 2024, o mercado agrícola em Portugal e Espanha refletiu um setor em clara expansão, marcado por valorização consistente e volatilidade relativamente contida. Estes indicadores revelam a maturidade do mercado e a sua atratividade para o capital institucional, que procura ativos resilientes, com
histórico sólido e perspetivas de valorização futura.
A agricultura na Península Ibérica afirma-se, assim, como uma classe de activos estratégica para a diversificação de carteiras de investimento. Segundo a CBRE, empresa que analisa o sector imobiliário, esta àrea tem atraído volumes crescentes de capital, tendo ultrapassado os 4,1 mil milhões de euros em investimento institucional entre 2022 e 2024, e mais de 400 milhões de euros apenas até maio de 2025.
A CBRE identifica centenas de investidores nacionais e internacionais com estratégias de investimento em agribusiness, entre os quais se destacam Fundos Especializados em Agribusiness, Investidores Industriais, Family Offices e Fundos Generalistas. Neste universo, os Investidores Industriais representam uma fatia
relevante do capital, enquanto os Fundos Especializados, os Family Offices e os Fundos Generalistas ganham progressivamente peso, cada um com diferentes tickets de investimento, estruturas de transação e preferências de culturas.
Entre 2021 e 2025, foram transacionados cerca de 6 mil milhões de euros em ativos agrícolas entre Portugal e Espanha, com particular destaque para terras de regadio de elevado valor, sobretudo em zonas como o Alqueva e a Andaluzia. O contexto confirma que este mercado se tornou mais profissionalizado,
com produtos e estratégias adaptados a diferentes perfis de investidor.
A atractividade do setor também se explica pelo seu perfil de risco-retorno. De acordo com o índice NCREIF, que mede o desempenho do setor agrícola nos Estados Unidos, o farmland tem historicamente apresentado retornos competitivos e menor volatilidade do que classes como equities, REITs ou corporate bonds. Esse comportamento reforça a perceção da agricultura como um activo de longo prazo, capaz de combinar estabilidade, rendimento e proteção relativa em ciclos de mercado mais exigentes.
01/06/2026
Boas Leituras!
- Azeite: Portugal no topo da qualidade produz entre 90 e 98% virgem ou virgem extra
- 15º Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra Prémio CA Ovibeja
- Revista norte americana "Frontiers in Nutrition" diz: Azeite reduz em 17% risco de morte por doenças cardiovasculares
- Receita: Bolo de chocolate
News Maio 2026
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25/05/2026
Consumo regular de azeite protege células cerebrais contra danos dos radicais livres
O azeite extravirgem é fonte de polifenóis com acção neuroprotetora, especialmente o oleocantal, o hidroxitirosol e a oleuropeína. Estas substâncias ajudam a combater a inflamação no sistema nervoso e protegem as células cerebrais contra os danos causados pelos radicais livres. Os radicais livres são moléculas ou átomos muito instáveis, com eletrões desemparelhados, que reagem facilmente com outras substâncias do organismo. Em excesso, podem causar stress oxidativo, danificando células, proteínas, lípidos e até o ADN. O corpo produz radicais livres naturalmente, por exemplo no metabolismo normal, mas também podem aumentar com fatores como poluição, tabaco, radiação UV e inflamação. Pesquisas indicam que o consumo regular está associado a diversos benefícios cognitivos como por exemplo:
Memória e foco - o consumo regular de azeite pode melhorar a memória e atenção especialmente após os 55 anos de idade.
Protecção Cerebral - Os polifenois ajudam a proteger os neurónios contra danos dos radicais livres.
Alzheimer - O azeite contribui para proteger a barreira sangue-cérebro, afectada nas fases iniciais da doença.
Envelhecimento - Ajuda a reduzir o declínio cognitivo e o acumular de proteínas tóxicas no cérebro.
18/05/2026
Revista norte americana "Frontiers in Nutrition" diz:
Azeite reduz em 17% risco de morte por doenças cardio vasculares
O azeite extravirgem é considerado um dos alimentos mais protetores para a saúde, especialmente quando consumido regularmente dentro de uma alimentação equilibrada, estão a referir diversos estudos médicos. Rico em gorduras monoinsaturadas e compostos antioxidantes chamados polifenóis, ele atua na redução do colesterol ruim, na proteção das células cerebrais e na diminuição do risco de morte por diversas causas. A chave para aproveitar esses benefícios está na escolha do tipo certo e no uso adequado nas preparações do dia a dia.
Segundo a meta-análise "Olive oil consumption and risk of cardio vascular disease and alll-cause mortality", publicada na revista Frontiers in Nutrition, o consumo regular de azeite está associado a uma redução de 15% no risco de morte por todas as causas e de 17% no risco de morte por doenças cardiovasculares. O estudo analisou 13 pesquisas e concluiu que os benefícios são obtidos com o consumo de até 20 gramas por dia, o equivalente a cerca de duas colheres de sopa.
11/05/2026
15º Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra
Prémio CA Ovibeja
O Júri do 15º Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja reuniu-se este mês em Beja, para seleção dos melhores azeites nas categorias de Frutado Verde Intenso, Frutado Verde Médio, Frutado Verde Ligeiro, Frutado Maduro e Azeites do Hemisfério Sul, refere a Agroportal.
Constituído por, aproximadamente, três dezenas de provadores profissionais, provenientes de cerca de 10 países, o Júri, presidido por José Gouveia, especialista mundial em azeites, vai avaliar cerca de 120 azeites concorrentes. São 12 os países de origem desta gordura vegetal, sendo que este ano concorreram pela primeira vez azeites da Jordânia e Turquia.
A entrega dos prémios vai realizar-se em cerimónia a decorrer na manhã de 2 de maio, a seguir ao colóquio sobre “A Neutralidade Carbónica do Setor do Azeite”, da responsabilidade da ACOS, e que vai ser encerrado pela Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho.
No decorrer da Ovibeja vão estar para prova, aberta aos visitantes, os azeites vencedores de cada categoria, de diversas geografias e de diferentes características.
O concurso do azeite é organizado pela ACOS em parceria com a Casa do Azeite e o patrocínio exclusivo do Crédito Agrícola.
A 42ª Ovibeja, que aguarda a presença de mais de 100 mil visitantes, de 29 de abril a 3 de maio, é organizada pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul.
04/05/2026
Azeite: Portugal no topo da qualidade
produz entre 90 e 98% virgem ou virgem extra
Em algumas estimativas recentes, Portugal destaca-se pela qualidade da sua produção de azeite, com estudos citados a indicar que cerca de 90% a 98% do nosso azeite é classificado como virgem ou virgem extra. É verdade também que os mesmo estudos apresentam a Espanha sozinha a representar perto de 40% a 45% da produção mundial. Além disso, apesar do aumento do número de paises mundiais a iniciarem a produção de azeite em várias geografias, o maior produtor mundial continua fortemente concentrada na bacia do Mediterrâneo, com a Espanha na liderança destacada do setor. Tunísia, Itália, Grécia, Turquia e Portugal completam o grupo dos principais produtores, reforçando o peso desta região no mercado global. Apesar de não figurar no topo do ranking dos maiores em volume, Portugal tem ganho notoriedade pela qualidade do seu azeite e pela elevada percentagem de produção classificada como virgem extra. Estudos recentes apontam Portugal como o país com melhor perfil qualitativo na produção, o que lhe confere uma vantagem competitiva no mercado premium e case study em varias Universidades internacionai. No conjunto, o setor combina escala nos grandes produtores com diferenciação e valor acrescentado nos países focados na excelência.
27/04/2026
Boas Leituras!
- No final da década 200 lagares vão estar inactivos. Só 85 processarão 3,6 milhões de toneladas de azeitona
- Olivum: produção em Portugal cai 10%. Empresários nacionais com grande resiliência
- Poderá outro óleo ser mais saudável do que o azeite virgem/extra? A ciência responde
- Receita: Salada de Ananás com Camarão e Abacate
News Abril 2026
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20/04/2026
Poderá outro óleo ser mais saudável
Do que o azeite virgem/extra? A ciência responde
Nos últimos meses, vários artigos internacionais reabriram um debate aparentemente encerrado: haverá gorduras mais saudáveis do que o azeite extra virgem? Alguns especialistas apontam o óleo de canola — historicamente associado a utilizações industriais — como uma alternativa competitiva do ponto de vista nutricional.
No entanto, uma análise rigorosa da evidência científica permite qualificar consideravelmente esta afirmação.
Tanto o azeite como o óleo de canola partilham uma origem vegetal e uma função essencial: fornecer gorduras saudáveis ao organismo. Ambos contêm uma elevada proporção de ácidos gordos insaturados, considerados benéficos para a saúde cardiovascular.
O óleo de canola (ou óleo de colza, na sua versão moderna para consumo) destaca-se pelo seu teor em ómega-3 e ómega-6, bem como por compostos com potencial efeito redutor do colesterol.
Mas é aí que começa a diferença estrutural.
Embora o azeite virgem extra seja essencialmente sumo de azeitona obtido por meios mecânicos, o óleo de colza requer processos industriais mais complexos e, em muitos casos, refinação química para ser adequado ao consumo humano.