12/11/2019
PARABÉNS, Centro Hospitalar de Leiria, pela arrojada campanha de divulgação de Mitos sobre os Cuidados Paliativos.
URGENTE esclarecer e desmistificar mitos, mentiras e preconceitos.
Aqui vão os 3 primeiros mitos...
08/11/2019
Venham daí! Dia 13 novembro, no Espaço Bento Martins, em Carnide, tertúlia informal sobre a Humanização em Saúde.
Eu e o Mario Madrigal vamos partilhar mesa na comunicação sobre o tema "Testamento Vital e Educação para a Morte". Obrigada, Floriane Silvestri, pelo convite!
05/09/2019
Capítulo 10, último capítulo da "PEREGRINAÇÃO - Uma História em 10 Andamentos do Monitor-Mor de Percussão dos TocáRufar".
Vão à página TocáRufar e conheçam toda a história do Flávio Santos num texto-resposta do Flávio à entrevista de Paula Calheiros Pato).
Não percam o Prefácio e os 10 Capítulos desta história mais que real (publicações iniciadas em 15 de agosto).
Capítulo 10
FOI O DESTINO.
Quando me perguntaste, Paula, o que me levou ao TocáRufar, acho que foi o destino.
O facto de me ter mantido ao longo destes 23 anos e, sobretudo, no início, deve-se ao facto de me ter sentido útil, protegido, valorizado.
Sempre me souberam ouvir, ensinar, criticar, mas ao mesmo tempo achei que devido ao meu passado, a minha missão seria e será tentar junto das crianças, sobretudo entre os 7 e os 10 anos, que foi uma fase onde tive mais dificuldade em me exprimir e onde sofri mais, fazê-las perceber que têm potencial e que podem ser tudo aquilo que quiserem, desde que sejam honestas, humildes e amigas do próximo. Que possam partilhar as suas frustrações e os seus sonhos e desejos e que vejam em mim um potenciador dessas ambições e um porto seguro no que diz respeito às emoções que querem transmitir.
Costumo dizer que não tenho maus alunos, tenho alunos que ainda não descobriram o seu potencial. E é minha função indicar-lhes esse caminho para que consigam, como eu, ultrapassar todas as dificuldades e ser um elemento ativo numa sociedade que cada vez valoriza menos estas questões.
Através do Tocá Rufar, consegui estar em contacto com culturas de todo o mundo, percebi que todos temos problemas similares, mas que é possível resolver através da entreajuda.
Percebi que o meu lugar é entre as crianças, e que não custa tentar fazer delas um ser humano melhor.
Percebi também que o perdão é algo que deve estar nas nossas mentes, por mais mal que nos tenham feito e que não devemos fazer aos outros aquilo que não gostávamos que nos fizessem a nós.
Aprendi que partilhar é uma ato de ternura e o que semeares hoje, colherás num futuro próximo. É o que todos os dias ensino à minha filha Laura.
Aprendi que independentemente da raça, religião ou classe social, todos devem ter a mesma oportunidade de serem felizes e vingarem na vida.
Os mais desfavorecidos terão um percurso maior para lá chegar, mas a minha função é dar-lhes ferramentas para lá chegarem, da mesma forma que as tive aos 12 anos.
No Tocá Rufar aprendi a ser um ser humano melhor.
FIM
(… e a vida continua…)
PEREGRINAÇÃO - Uma História em 10 Andamentos
do Monitor-Mor de Percussão dos TocáRufar
(Texto-resposta de Flávio Santos à entrevista de Paula Calheiros Pato, em 10 capítulos)
03/06/2019
A boa notícia é que o Tempo está lá.
A outra notícia é que não é o Tempo que voa, somos nós que voamos nele.
A má notícia é que só percebemos isso quando chegamos ao fim do Tempo.
28/02/2019
O QUE DESCOBRI COM UM POMBO
QUE ESPATIFOU OS CORNOS
CONTRA UMA PAREDE DE VIDRO
Não garanto, mas quase que juro: o pombo vinha lançado,
olhos esbulhagados, na direção da minha sandes de carne assada.
Cruzámos olhares através do muro de Berlim transparente (transparente como são hoje todos os muros modernos, transparentes, a fingirem que não estão lá, de modo a fazerem-nos acreditar na possibilidade de que podemos passar livremente para o outro lado, transparentes e muito limpos, tão limpos que limpam até a visão da m***a daquilo que está para além deles).
Vi o barulho do embate no pescoço torcido pelo murro
que o muro de vidro lhe aplicou, com a hipocrisia enorme
que é a dos muros transparentes.
Atordoado para o resto da sua vida, o pombo - como todos aqueles que esbarram contra muros de engano, muros espalhados por aí fora e dentro de nós próprios - deixou-se escorregar até ao chão e deixou-se rastejar para debaixo
do estrado da esplanada.
Espreitei…
Quando cruzámos de novo olhares, disse-lhe baixinho “que saísse dali, que o muro não chegava ao céu, que tinha pouco mais de 1,90 metros e que ele sim, tinha asas para chegar até além céu e ainda a possibilidade de c***r de alto em cima do cabrão do muro de vidro!”.
O pombo baixou o olhar - como todos aqueles que deixam de querer ver para além dos 1,90 metros - e ficou lá escondido, no meio do lixo escondido debaixo do estrado da esplanada, feito rato com p***s, a sonhar que um dia tinha sido um pombo a voar.
21/02/2019
“O QUE É QUE TU FAZES DURANTE TANTO TEMPO
NA CASA DE BANHO,
PAULA?”
(resposta à pergunta de uma amiga minha)
Há tempos fizeste-me esta pergunta, Lili. Na altura, jantávamos num restaurante do Bairro Alto e, como sempre, no final da refeição - mesmo às vezes não esperando pelo final da vossa - zarpo para a casa de banho e lá fico durante tempo (i)moralmente inaceitável.
Nesse dia convidei-te a vires comigo, oferecendo-te assim a oportunidade de visualizares todo o processo. Não aceitaste e hoje acho que fizeste muito bem.
Para além das minhas tentativas de reposição do contorno do batôn, do sublinhado dos olhos e dos exercícios básicos de higienização - com destaque para a minha obsessiva compulsão de escovarfiodentalizarescovilhar dentes e língua - não verias nunca o essencial.
A casa de banho - seja a da minha casa, a de um hotel, a de um restaurante, a da casa de amigos, ou qualquer outra que queiram imaginar, é o meu espaço de eleição.
E muito provavelmente, depois de me lerem, passará também a ser o vosso…
A casa de banho é um local sagrado, o teu rio Benares, onde até Deus (se andar por aí) está proibido de entrar enquanto lá estiveres.
A casa de banho permite-te encontrares-te a sós e mais contigo do que qualquer outro lugar no Mundo. Esquece as cenas meditativo-terapêuticas new-age. Esquece o deserto… há sempre um Principezinho em forma de lacrau, a mirar-te por detrás de cada grão de areia…
A casa de banho é o lugar incontestável que te permite fugir ou fazer um intervalo da presença ou interação humana, sem dares nas vistas: quando anuncias (podem achar deselegante, mas eu acho muito eficaz) com o teu mais saudável sorriso “Vou à casa de banho!”, podes ter a certeza que ninguém te vai perguntar “Logo agora? Mas porquê, o que é que se passa? Tás aflito?”.
No espelho da casa de banho vês toda a tua vida:
vês o Tempo que se revela no corpo que se atira, cada vez mais, para os braços da força da gravidade.
Vês, em rugas que vão surgindo no que já foi uma planície tão lisa, a geografia de todos os teus territórios de amor e de ódio, de tristeza e de alegria, de possibilidades que tornaste impossíveis e versa-vice.
E no espelho, vês também todas as pessoas que foste
e já nem te lembravas da sua existência em ti.
Na casa de banho podes rezar e agradecer, com a tua melhor e mais honesta fé - que não é, certamente, a das religiões - ao facto das tuas células não terem decidido jogar à roleta russa e brindarem-te com um cancro, com um AVC, com uma embolia ou com outros mimos do género.
Na casa de banho, por mais porcaria que faças, tens sempre a possibilidade de puxar o autoclismo, trocar as toalhas e desinfetar as superfícies lisas e propícias à asseptização com Ajax Limpa-Almas, Dá Brilho e Purifica.
A casa de banho é o meu local de eleição porque acredito que aí, talvez um dia, possa encontrar o Céu na m***a.
Até lá, beijinhos a todos!
E entretanto, vou à casa de banho…
25/10/2018
Sim, é de uma funerária. Sim, são workshops sobre temas muito difíceis e tramados. Não, não dá azar frequentá-los. Sim, frequentei um, em tempos, gostei e aprendi muito. Sim, são gratuitos. E sim, vou participar em mais dois destes. Inscrevam-se. Aprender ajuda e muito.
28/05/2018
SERÁ QUE A REVOLUÇÃO SEXUAL NOS PÔS A FORNICAR DESVAIRADAMENTE, À ESQUERDA E À DIREITA? A MIM NÃO. E A VOCÊS?
Uma das coisas que me faz feliz por ter nascido no século XX, além da revolução sexual, foi o direito das mulheres a votarem, a legalização do casamento gay, o facto de nenhum filho poder ser considerado ilegítimo, entre muitas outras coisas.
Faz-me feliz tudo o que me ofereça um leque de opções que me dê a possibilidade e a liberdade de poder decidir sobre o que melhor se adapta às minhas necessidades e que respeita os meus valores, sem desrespeitar os valores dos outros.
O direito à Eutanásia é um deles.
Acredito que “viver é um direito, mas não é uma obrigação”, como disse Ramón Sanpedro, o galego que sofreu um acidente que o deixou tetraplégico, preso a uma cama por 28 anos e que durante todos esses anos lutou pelo direito de decidir sobre a sua própria vida.
A despenalização da Eutanásia não me obriga a optar por ela. Ter o direito à eutanásia é ter liberdade para decidir sobre a minha vida. E isso implica poder decidir também sobre a minha morte.
Ter o direito à Eutanásia é ter o direito a viver e morrer com dignidade no meu conceito de viver e morrer com dignidade, que poderá não ser igual ao vosso mas que é tão válido como o vosso. Nada nem ninguém pode avaliar o meu grau de sofrimento, porque não há uma escala geral. Há a escala de cada pessoa, e essa é única.
Defendo o direito à Eutanásia porque não concebo que no séc. XXI se faça a apologia do sofrimento - seja ele físico ou emocional ou existencial - como forma de entrar no céu ou dar sentido à vida.
Defendo o direito à Eutanásia porque, tal como dizia alguém num dos vídeos da exposição “7 Mil Milhões de Outros”, “o meu maior medo é desejar morrer e não poder fazê-lo”.
Defendo o direito à Eutanásia porque um dia que deseje morrer e não possa fazê-lo pelas minhas mãos, não quero ter de pedir a quem mais amo - ao meu marido, aos meus filhos, a um irmão - que, por amor, me libertem do sofrimento.
Defendo o direito à Eutanásia porque defendo a necessidade de regular uma situação que já existe como prática clandestina (tal como acontecia com o ab**to), precisamente para evitar abusos e reduzir os seus danos.
Há Cuidados que podem ser a solução para nos ajudar a não querer morrer, porque sabem como aliviar a dor física e o sofrimento moral. Mas se eu considerar que o meu sofrimento, mesmo que minorado, ultrapassa a minha vontade de viver, então a minha vontade de morrer deve ser respeitada.
Defendo o direito à Eutanásia porque a sua despenalização não a torna obrigatória para ninguém. E não entra em conflito nem exclui – como muitos querem fazer crer - o acesso aos Cuidados Paliativos, e a sua despenalização não significa menor investimento nesse tipo de cuidados.
Defendo o direito à Eutanásia como último recurso, mas quero o direito de ter disponível esse recurso para decidir sobre a minha vida.
E o que é que o título deste post tem a ver com o direito à eutanásia? Tem a ver com a eutanásia na medida em que não é o facto de termos direito a qualquer coisa que aumenta a prática dessa coisa ou abre porta a abusos. O que abre portas a abusos é a ignorância, a falta de esclarecimento, a discussão estéril e o discurso manipulador dos eternos falsos defensores das verdades e interesses supremos (de quem?) que, esses sim, nos fornicam desvairadamente à esquerda e à direita.
19/05/2018
Não percam! Velhas mais Bonitonas não há! Muitos e merecidos PARABÉNS, Maria Seruya!
ESTÁ A CHEGAR O GRANDE DIA DAS VELHAS BONITONAS!!!
E é já este próximo Domingo a exposição "Velhas Bonitonas", na Antiga Carpintaria do Museu da Carris, entre as 17h30 e as 22h00.
Vamos lá BONITONAS, queremos ver-vos a todas ao vivo e celebrar essa força que só a experiência de vida nos sabe dar!!!
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Inauguração: 20 de Maio entre as 17h30 e as 22h
Em exibição até 5 de Junho, de segunda a Sábado das 11h às 18h
Local: Antiga Carpintaria do Museu da Carris
Morada: Rua 1º de Maio, 101 - 103 , 1300-472 Lisboa
19/05/2018
Estas mulheres não são velhas, são Bonitonas
Para retratar a liberdade de espírito e a força da velhice feminina, uma artista pinta Velhas Bonitonas. Quanto menos os complexos e quanto mais as ...