23/05/2026
Entre os dias 19 e 22 de maio, o projeto Vidas e Vozes Kadiwéu esteve nas aldeias Tomázia, Alves de Barros e Campina com atividades de educação ambiental nas escolas do território. Foram dias de conversa sobre fauna pantaneira, monitoramento de animais e os efeitos do fogo sobre a vida silvestre, em encontros conduzidos por Diego Viana, coordenador de biodiversidade do projeto, e pela bióloga Mariza Silva.
As atividades também fizeram parte da Semana Nacional da Biodiversidade, mobilização organizada pelo ConservAção Brasil que acontece de 18 a 24 de maio em diferentes regiões do país. A iniciativa convida pessoas, escolas, grupos e instituições a registrarem a biodiversidade brasileira pelo aplicativo iNaturalist, criando uma rede coletiva de observações da fauna e da flora nos territórios. Os registros podem ser acompanhados pela própria plataforma ao longo da semana.
Durante os encontros, Diego apresentou o trabalho de monitoramento de fauna realizado em aldeias Kadiwéu e compartilhou algumas imagens de espécies já registradas. Mariza falou sobre o projeto, os resultados alcançados até aqui, as próximas ações previstas e como as comunidades podem participar das atividades.
Entre uma aldeia e outra, encontramos animais incríveis como tamanduá-bandeira, siriema, arara-vermelha e tatu-mirim pelo caminho. Nosso agradecimento aos professores, coordenadores e estudantes que participaram das atividades e nos receberam durante essa semana no território Kadiwéu!!
O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do em parceria com a , através do Programa Petrobras Socioambiental.
📸 Alicce Rodrigues
21/05/2026
Os grafismos do povo Ejiwajegi Kadiwéu atravessam gerações desde a chegada de seus ancestrais Guaicurus. Essa linguagem visual permanece viva até hoje nas cerâmicas, nos corpos, nos tecidos e nas pinturas tradicionais.
Os Kadiwéu vivem na Terra Indígena Kadiwéu, em Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e são reconhecidos nacional e internacionalmente pela complexidade e continuidade de seus grafismos.
Os elementos estéticos do godidigo registram conhecimentos transmitidos há gerações nesses territórios. Devemos documentar essas práticas para garantir que eles não se percam.
Quando esse conhecimento circula, ajudamos a proteger a identidade de um povo que nunca parou de criar. Compartilhe esse post.
O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do @institutoterrabrasilis em parceria com a @petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.
13/05/2026
Quem olha uma fotografia do Lavrado pela primeira vez, talvez nem associe aquela paisagem à Amazônia.
Em Roraima, campos nativos e a vegetação aberta ocupam uma extensa e importante parte do estado, formando territórios indígenas onde comunidades desenvolvem há décadas experiências ligadas à pecuária sustentável.
A criação de gado desenvolvida por comunidades indígenas no Lavrado é única e nasceu dentro de um processo histórico de disputa territorial e organização política. Em muitas comunidades, ela participa da alimentação local, da circulação de renda, da retomada e da demarcação e da permanência das famílias em suas terras.
Nas TIs Raposa Serra do Sol e São Marcos, esse processo ocorre em campos naturais, sem abertura de novas áreas de desmatamento.
Nós atuamos em parceria com organizações indígenas de Roraima a partir de demandas construídas pelas próprias comunidades e lideranças. Hoje, esse trabalho também envolve ações de prevenção e monitoramento de incêndios, diante dos impactos da crise climática no Lavrado.
👉🏼 O programa Bem Viver de Pecuária Indígena Sustentável é realizado pelo Conselho Indígena de Roraima e Instituto de Educação do Brasil, com parceria do Instituto Terra Brasilis, Operação Amazônia Nativa (OPAN), e apoio da DANIDA (Embaixada da Dinamarca).
10/05/2026
Neste Dia das Mães, o projeto Vidas e Vozes Kadiwéu homenageia mulheres indígenas que seguem cuidando, ensinando e sustentando suas famílias e comunidades com força, sabedoria e resistência.
A maternidade indígena é atravessada por desafios que começam antes do nascimento de uma criança. Para muitas mulheres, a descoberta da gestação vem acompanhada da preocupação com a distância até o atendimento de saúde, com a dificuldade de garantir um pré-natal contínuo e com a insegurança de precisar sair do território para realizar exames, consultas ou até mesmo o parto, onde nem sempre é possivel contar com o auxilio de uma parteira local.
Em diferentes regiões do Brasil, mulheres indígenas convivem com barreiras geográficas, estruturas de atendimento insuficientes e um sistema de saúde que, muitas vezes, ainda não está preparado para acolher suas línguas, costumes e formas próprias de cuidado.
Mas a maternidade indígena também é território de memória, transmissão e continuidade. São elas, parteiras, mães, avós e outras mulheres da comunidade que compartilham experiências sobre gestação, parto, alimentação e criação dos filhos, preservando práticas que seguem vivas na realidade de muitos povos indígenas até hoje.
Falar sobre maternidade indígena é reconhecer que toda mulher tem o direito de gestar com segurança, respeito e acesso digno à saúde, sem precisar deixar sua identidade, sua cultura e sua história do lado de fora.
Feliz dia das mães!
O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do @institutoterrabrasilis em parceria com a @petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
08/05/2026
🥽🐝 A quantidade de crianças felizes usando óculos de realidade virtual para caminhar pela Mata Atlântica e ver abelhas talvez seja uma das cenas mais bonitas que esse projeto já nos proporcionou!
No Hachimitsu Matsuri, festival dedicado às abelhas nativas em São Paulo, o público percorreu trilhas, ouviu rios, cachoeiras e sons da floresta na experiência imersiva do projeto Abelhas do Rio Doce.
Na sala ao lado, exibimos Na Imensidão do Pequeno, documentário que acompanha o trabalho de pesquisadores com abelhas nativas da Mata Atlântica e espécies raras e ameaçadas, como a uruçu-capixaba (Melipona capixaba). Depois da sessão, aconteceu um bate-papo com Reinaldo Lourival, diretor executivo do Instituto Terra Brasilis, e Helder Resende, professor e coordenador do Laboratório de Genética e Conservação de Abelhas (LaBee).
Uma foto de bastidores do filme também participou do concurso de fotografia do festival. A imagem, registrada por Manu Komiyama, diretora de fotografia do documentário, mostra uma abelha uruçu-capixaba em uma caixa utilizada na multiplicação da espécie e na devolução de colônias à natureza, em áreas protegidas.
Agradecemos aos organizadores do Hachimitsu Matsuri pelo convite, ao público pelas trocas ao longo da tarde e à Octaera pelo desenvolvimento e condução impecável da experiência imersiva.
💚 Essas são produções da Ecoteca Digital do em parceria com e , com apoio do e do Projeto Biodiversidade Rio Doce.
📷 e
04/05/2026
Muito antes da seca se intensificar, os brigadistas pantaneiros já estão em campo.
Por meio da queima prescrita, os brigadistas florestais utilizam diversas técnicas que compõem o Manejo Integrado do Fogo (MIF) para a gestão do combustível na paisagem, criando barreiras naturais que protegem a biodiversidade e a cultura de um povo.
Esse trabalho se constrói na sobreposição entre o saber tradicional Kadiwéu, a formação técnica e o uso de tecnologias de ponta. Trata-se de uma parceria entre o Prevfogo/IBAMA, a ABINK (Associação de Brigadistas Indígenas Kadiwéu) e o Instituto Terra Brasilis.
Arraste para o lado e conheça a importância da atuação dos combatentes dentro do território.
O Projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do em parceria com a , através do Programa Petrobras Socioambiental.
29/04/2026
No dia 1º de maio, temos um encontro para prestigiar algumas das maiores trabalhadoras da natureza. 🐝
As abelhas nativas seguem em atividade todos os dias, visitando flores e espalhando pólen. Pequenas no tamanho, imensas na tarefa cotidiana de polinizar e manter a floresta em movimento. Um trabalho antigo, preciso e essencial para a continuidade de todas as vidas.
Na próxima sexta-feira, levamos essa conversa ao , em São Paulo, com a exibição do documentário Na Imensidão do Pequeno e a experiência imersiva do projeto Abelhas do Rio Doce desenvolvida pela .
📍Pavilhão Japonês, Parque Ibirapuera. Salão Superior, 12h às 14h
💚 Esperamos vocês!
Produções da Ecoteca Digital do em parceria com e , com apoio do e do Projeto Biodiversidade Rio Doce.
27/04/2026
O monitoramento de fauna na Terra Indígena Kadiwéu revela dados fundamentais sobre a resiliência do Pantanal. Entre as espécies registradas, a anta (Tapirus terrestris) apresenta o maior número de ocorrências, com mais de 400 registros ao longo do território.
Classificada como Vulnerável (VU) pela Lista Vermelha da IUCN, a espécie enfrenta pressões associadas à fragmentação de habitats e à caça. No Pantanal, eventos recentes de incêndios e períodos prolongados de seca intensificam essas ameaças, alterando a dinâmica da paisagem e a disponibilidade de recursos.
Mesmo diante dessas condições, registros da espécie em áreas impactadas, como os territórios Kadiwéu, indicam permanência e continuidade de processos ecológicos. O monitoramento no Projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é realizado com o apoio da Brigada Kadiwéu, integrando conhecimento territorial e coleta de dados em campo com o médico veterinário Diego Viana, do Instituto Terra Brasilis.
As informações geradas subsidiam estratégias de conservação e a produção de materiais de educação ambiental voltados às comunidades locais.
Esta collab com o Documenta Pantanal reforça a importância de documentar a funcionalidade ecológica de um território onde a conservação e as vivências indígenas caminham juntas.
O projeto Vidas e Vozes Kadiwéu é uma realização do Terra Brasilis em parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.