Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais

Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais

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A Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais – N’Golo foi criada no ano de 2005.

A N'Golo tem por missão principal fomentar ações que promovam o acesso ao conhecimento e aos direitos garantidos em lei às comunidades quilombolas do estado de Minas Gerais. A idéia de criar uma organização estadual das comunidades quilombolas adveio dos próprios quilombolas que entenderam ser fundamental sua articulação. O movimento que culminou com a criação da Federação teve início em 2003, qua

Photos from Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais's post 26/03/2026

🚨 NOTA PÚBLICA – NÃO ACEITAMOS RACISMO E MENTIRAS

A Federação N’Golo repudia, com veemência, as falas mentirosas e racistas do Governador de Minas Gerais, que tenta culpar as comunidades quilombolas pelo atraso do Rodoanel.

Não aceitaremos sermos responsabilizados por problemas causados pela falta de planejamento do próprio Estado.

✊🏾 Defendemos o que é direito:
✔ Consulta livre, prévia, informada e de boa-fé (Convenção 169 da OIT)
✔ Respeito aos territórios sagrados
✔ Proteção das comunidades tradicionais e dos recursos naturais

📢 O que está em jogo não é só uma obra, é a vida, a cultura e a dignidade de mais de 130 comunidades tradicionais.

⚖️ Diante das falas racistas e ameaçadoras, a N’Golo adotará todas as medidas legais cabíveis.

❌ Quilombolas não são culpados.
✊🏾 Somos resistência, somos direito!

Photos from Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais's post 08/11/2025

📅 De 04 a 07 de dezembro de 2025
📍 Parque Municipal Américo Renné Giannetti – Belo Horizonte/MG

O Festival Canjerê é uma realização da Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais N'GOLO.

Um grande encontro de celebração, memória e resistência, reunindo comunidades quilombolas, artistas, parceiros e pesquisadores comprometidos com as ancestralidades afro-mineiras.

🌿 Pela cultura, seguimos tecendo caminhos de liberdade, dignidade e futuro.

21/10/2025

A Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais – N’Golo celebra com imensa alegria a certificação da Comunidade Quilombola Família Mariano, localizada nos municípios de Contagem e Passa Tempo, reconhecida oficialmente pela Fundação Cultural Palmares como comunidade remanescente de quilombo.

Essa certificação representa mais do que um documento — é o reconhecimento da história, da resistência e da identidade de um povo que preserva suas raízes e luta diariamente pela valorização de sua cultura e território.

A Federação N’Golo parabeniza a Comunidade Família Mariano por essa importante conquista e reafirma seu compromisso em fortalecer e apoiar cada comunidade quilombola mineira em sua caminhada por direitos, visibilidade e dignidade.

✊🏿 Seguimos juntos na luta por reconhecimento, território e liberdade!

14/10/2025

🎉 VEM AÍ O 5º FESTIVAL CANJERÊ! 🎶✨
Cultura que resiste, o povo que avança!

De 04 a 07 de dezembro, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em Belo Horizonte, será palco de mais uma grande celebração da cultura quilombola e popular!

🪶 Artesanato | Culinária | Shows musicais | Debates | Produtos quilombolas | Oficinas | Exposições | Grupos culturais | Cortejo

🌍 Tema: “Quilombos contra os impactos da mineração: direito ao bem viver.”

💫 INSCRIÇÕES ABERTAS PARA EXPOSITORES!
Serão 100 vagas, com 2 pessoas por barraca.
Os interessados devem se inscrever pelo link: 👉

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScJ3LE0z1-SBlnFn8FIFVvoD-T1K7730rxYh3rK51qeribLew/viewform?usp=header

📍 Local: Parque Municipal Américo Renné Giannetti – Av. Afonso Pena, 1377 – Centro, BH
🎟️ Entrada gratuita!

11/10/2025

Por nenhum direito a menos ✊🏾✊🏾✊🏾

Photos from Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais's post 03/09/2025

A Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais - N’Golo informa, com satisfação, que o Tribunal Regional Federal da 6ª Região deferiu antecipação de tutela recursal para a suspensão da penhora incidente sobre imóvel integrante do território da comunidade quilombola Puris-Calindo.

Na ação de execução fiscal, o fazendeiro indicou para penhora a parte do imóvel ocupada pela comunidade quilombola para pagamento de dívida com a União.

O fazendeiro pretendia pagar a sua dívida com o leilão judicial de área ocupada pela comunidade quilombola.

O TRF6 suspendeu a penhora por considerar que é impenhorável o território quilombola e que não é permitida a remoção compulsória da comunidade quilombola de seu território.

Viva a N’Golo!
Viva a comunidade quilombola Puris-Calindo!

Photos from Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais's post 03/09/2025

Por nenhum direito a menos ✊🏾✊🏾✊🏾

Photos from Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais's post 28/08/2025

✊🏾A Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais - N’Golo informa que foi deferida medida liminar para proibir o Estado de Minas Gerais de deliberar sobre a licença ambiental da Atlas Litio até a realização da consulta livre, prévia, informada e de boa-fé da comunidade quilombola de Giral e Malhada Preta. Seguimos na luta pelo respeito aos direitos quilombolas!

Photos from Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais's post 31/07/2025

Nota informativa

A Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais – N’Golo e a Rede Luiz Gama de Advogados em Defesa dos Direitos Quilombolas repudiam, com veemência, o comportamento da CSN Mineração S/A e as manifestações do Diretor da Mineradora, Sr. Otto Levy, na entrevista publicada no Jornal “O Tempo” do dia 23/07/2025. Esta nota explicativa tem a finalidade de desmentir as informações falsas divulgadas pela CSN Mineração S/A, inclusive na entrevista acima indicada, sobre os direitos quilombolas, especialmente sobre o direito à propriedade coletiva do território quilombola e o processo de regularização fundiária.

A CSN Mineração S/A, em conluio com o Estado de Minas Gerais, instaurou um verdadeiro regime de terror contra os quilombolas de Santa Quitéria, com o intuito de remover compulsoriamente os membros da comunidade quilombola de seu território para a construção de uma Pilha de Rejeito. No dia 15/07/2025, a mineradora mandou seus seguranças acompanharem um oficial de justiça para retirar, compulsoriamente, um quilombola de sua casa e de seu terreno, em cumprimento a uma decisão judicial proferida em ação de desapropriação movida pela mineradora.

O regime de terror inclui a expulsão dos quilombolas de suas casas para serem jogados, literalmente, na rua como coisas sem valor e sem dignidade; o uso de drones para vigiar os moradores da comunidade quilombola de Santa Quitéria; a passagem constante de caminhonetes da mineradora pelas estradas existentes no território quilombola com o intuito de intimidar os quilombolas; a pressão para que os quilombolas não constituam uma advogada que contraria os interesses da mineradora, dentre outras violações de direitos humanos e fundamentais dos quilombolas de Santa Quitéria.

A comunidade quilombola de Santa Quitéria vive no local desde a primeira metade do século XVIII, já tendo sido localizada, nos arquivos paroquiais, certidão de batismo, datada de 13/03/1731, de Antônio, filho de Rosa e escrava de Manoel Moreira. Há provas inquestionáveis que o quilombo de Santa Quitéria existe desde, pelo menos, 1731, sendo formado pelos descendentes dos africanos escravizados na região, especialmente do troco da família Soares.

A partir da tentativa de remoção compulsória promovida pela CSN Mineração S/A, a comunidade quilombola de Santa Quitéria se mobilizou para exigir do Estado brasileiro o respeito aos direitos quilombolas previstos da Constituição brasileira (artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) e na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT, especialmente o direito de permanecerem e de não serem removidos compulsoriamente de seu território tradicional.

A comunidade de Santa Quitéria foi, é e sempre será uma comunidade quilombola. A Fundação Cultural Palmares reconheceu Santa Quitéria como quilombola, por meio da Portaria FCP nº 187, de 16 de julho de 2025, em virtude da autoatribuição da identidade quilombola por parte de seus moradores e das provas da ancestralidade negra, das relações territoriais específicas e da história de resistência à opressão sofrida.

O reconhecimento da Fundação Cultural Palmares fez com que o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais reconsiderasse sua decisão de retirar os quilombolas de suas casas. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais reconheceu que a CSN Mineração S/A pretende violar da comunidade quilombola de Santa Quitéria de permanecer em seu território tradicional.

A partir da certificação como quilombola da comunidade de Santa Quitéria, a CSN Mineração S/A incluiu um novo elemento no seu regime de terror: a difusão de informações falsas sobre os direitos quilombolas com o intuito de enganar os quilombolas de Santa Quitéria a renunciarem a sua identidade quilombola e, consequentemente, aos direitos a eles reconhecidos na legislação brasileira.

A entrevista do Sr. Otto Levy ao jornal “O Tempo” é parte da estratégia da mineradora de difundir informações falsas sobre os direitos quilombolas. Ela se soma a proliferação de informações falsas em grupos de WhatsApp de moradores da cidade de Congonhas. Essas informações falsas difundem a ideia de que a certificação quilombola acarretará a expropriação das terras pelo governo; que os quilombolas irão perder suas casas; que os filhos dos quilombolas não terão direito a herança, dentre outras mentiras divulgadas em proporção industrial e financiadas pela mineradora.

No caso da entrevista do Sr. Otto Levy, é mentirosa a afirmação de que o reconhecimento como comunidade quilombola “coloca uma série de limitações em relação às propriedades existentes. Seja de negociação, seja mesmo posse em si daquilo”. O representante da mineradora tenta confundir dois institutos jurídicos, que são inconfundíveis: propriedade e posse.

A propriedade imobiliária é um direito que decorre de um título aquisitivo registrado no cartório de registro de imóveis, que legitima o uso da coisa por parte de seu proprietário. A propriedade é um direito abstrato que legitima o proprietário a usar o imóvel de acordo com a sua vontade, por ter adquirido o referido bem imóvel de acordo com as regras da legislação em vigor.

A posse imobiliária é um direito que decorre do fato de uma pessoa/comunidade fazer uso de um bem imóvel, protegendo o direito a posse de forma autônoma em relação à propriedade. A posse é um direito concreto que assegura que o possuidor possa continuar usando o bem imóvel contra terceiros, inclusive contra o proprietário.

As comunidades quilombolas tem direito à propriedade coletiva de seu território, nos termos do artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Isso significa que o Estado brasileiro deve emitir um título coletivo de propriedade para todo o território quilombola e registrá-lo no cartório de registro de imóveis, legitimando, assim, que a comunidade quilombola possa definir como o seu território deverá ser usado para a satisfação dos interesses da comunidade, sem qualquer forma de ingerência do Estado.

A posse dos imóveis, que farão parte do território quilombola, será definida de acordo com as regras tradicionais reconhecidas pela própria comunidade quilombola. No território quilombola, os imóveis serão objeto de posse individual/familiar ou comunitária, a depender das formas de uso reconhecidas pela comunidade.

Para não se ter qualquer dúvida: as posses individuais dos quilombolas hoje existentes estarão protegidas e serão respeitadas com a regularização fundiária dos territórios quilombolas.

Isso significa que as casas quilombolas serão objeto de posse individual/familiar e nenhuma família quilombola terá que sair de suas terras. A certificação quilombola e a regularização fundiária é uma proteção dos direitos possessórios das famílias quilombolas.

É preciso sempre lembrar que quem tentou expulsar os quilombolas de suas casas é a mineradora. A certificação como quilombola impediu que a mineradora expulsasse os quilombolas de suas casas. Isso é um fato!

22/07/2025

A Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais - N’Golo informa, com enorme satisfação, que o Desembargador Octávio de Almeida Neves suspendeu a imissão da CSN na posse de imóveis integrantes do território da comunidade quilombola de Santa Quitéria.

O Desembargador ordenou, ainda, a remessa do processo para a Justiça Federal, reconhecendo que compete a Justiça Federal processar e julgar o feito.

Parabenizo a comunidade quilombola de Santa Quitéria, especialista aos quilombolas JOÃO BATISTA DE PAULA e MARIA GERALDA DE PAULA, por esta importante vitória!

Ganhamos uma batalha, mas a guerra continua até a conclusão da regularização fundiária de todo o território da comunidade quilombola de Santa Quitéria!

09/07/2025

🎉 Vem aí a 16ª Troca de Saberes! 🌿
📅 Neste final de semana
🌱 Um encontro de luta, partilha e resistência dos povos do campo, das águas e das florestas!

✨ E atenção, povo quilombola!
Estaremos juntos na:

🖤 Tenda dos Quilombos
📍 Tema: Luta Quilombola na Zona da Mata Mineira
📆 Dia 12/07 UFV
🕘 Das 9h às 11h30 (gramado escola)
🕝 E das 13h30 às 16h30 ( departamento de educação)

📌 Traga:
📸 Fotos do seu quilombo
🎏 Elementos e bandeiras de luta
🎶 Muita disposição pra cantar, conversar e resistir!

🤝 Chegue junto, vamos retomar o que é nosso!
Rumo ao nosso bem viver quilombola! ✊🏿✨

Rede de Saberes dos Povos Quilombolas - Sapoqui

09/06/2025

COQUIVALE NA ESTRADA

A COQUIVALE, no intuito de avaliar seu trabalho enquanto Comissão Regional da Federação Quilombola do Estado de Minas Gerais N´golo, no sentido de escuta e planejamentos. Realizou hoje, 07/06, na cidade de Berilo/MG a primeira reunião itinerante com lideranças quilombolas dos municípios, a intenção da COQUIVALE é ouvir cada comunidade quilombola por município e depois realizar o Terceiro Encontro das Comunidades Quilombolas do Vale do Jequitinhonha.

Além dos Diretores da COQUIVALE, Rosária e Adão, estiveram também as lideranças das comunidades: Lagoa Ezequiel, Santo Izidoro, Água Limpa de Baixo, Água Limpa de Cima, Roça Grande, Ribeirão, Alto Caititu e Mocó dos Pretos, Lagoinha, Caititu do Meio, Cruzeiro, Barra e Sanim e Estiva.
Foi uma reunião necessária e positiva, esses momentos nos fortalecem enquanto indivíduos, mas principalmente coletivamente.

Agradecemos a parceria e apoio da Prefeitura Municipal de Berilo, através da Secretaria Municipal de Cultura.

Juntos Somos Mais Fortes.

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