Editora Garbha-Lux

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A Editora Garbha-Lux faz publicações sobre os temas centrais dos estudos e investigações do Instituto Garbha.

Os temas do Instituto Garbha são, prioritariamente, o budismo mahayana (Yogacara) da Índia e o budismo tibetano (Kadampa-Jonang-Gelugpa), o gnosticismo cristão (a tradição dos Ophitas e suas decorrências) e o gnosticismo islâmico (com destaque à tradição do ismailismo). A palavra garbha, em sânscrito, significa “semente” ou “gérmen”. As publicações serão “sementes” que poderão gerar uma nova mente

18/06/2026

Um agradecimento especial ao mais novo superfãs! 💎 Gilson Nayrdo Barbosa

17/06/2026

🌱 Semente de Luz
No estoicismo, a ética está profundamente ligada à natureza humana e à presença do Logos.
Um dos destaques do livro “Gnosis de Tiago” é a influência dessa perspectiva na obra atribuída a ele.
“O Logos é a Vida primária do kosmos. No estoicismo o Logos é uma divina força cósmica e a característica essencial da alma humana como indica Matt. Já Brad Inwood, tendo Crisipo como apoio, conclui que as retas ações humanas surgem a partir de um impulso da Lei da Natureza, o poder de Zeus, que está vivo na alma humana. Esse impulso que vem da morada da luz do Logos no coração do homem é o que dará a reta motivação para o agir ético.”
(Gnosis e Apokalypsis de Tiago, p. 100)

Você sabia que Tiago, discípulo de Jesus, também foi um filósofo estoico?

15/06/2026

Tiago, o Justo, é uma das figuras centrais das tradições judaico-cristãs e dos escritos gnósticos atribuídos ao cristianismo primitivo. É associado aos essênios de Qumran e descrito como um asceta de grande retidão. Segundo as referências apresentadas na obra, não bebia vinho, não comia carne e dedicava-se à meditação.

Em “Gnosis e Apokalypsis de Tiago”, Alberto Brum apresenta um estudo a partir de fontes judaico-cristãs, nazarenas, ebionitas e gnósticas. O autor também analisa os escritos atribuídos a ele, incluindo a “Epístola de Tiago”, presente no “Novo Testamento”, o “Apócrifo de Tiago” e o “Primeiro Apocalipse de Tiago e o “Segundo Apocalipse de Tiago”, preservados entre os textos descobertos em Nag Hammadi, no Egito, em 1945.

“No grupo dos primeiros gnósticos cristãos, formado pelos discípulos de Jesus que participaram do círculo interno na Galileia (a escola dos Ophitas), criado após Jesus ter saído da comunidade de Qumran, estavam Tiago, Salomé, José de Arimateia, João, Madalena, Marta, Tomé, Mathias (Mateus), Simão (o Mago), Filipe, Bartolomeu, Levi e Maria (mãe). No Novo Testamento canônico estão textos atribuídos a Mateus, João e Tiago (a Epístola). Mas com os tratados de Nag Hammadi (Egito, 1945) surgirá um “novo Tiago”, com o seu Apócrifo, onde temos instruções gnósticas transmitidas a ele pelo mestre nazareno, e também seus dois apocalipses.”

📖 (Gnosis e Apokalypsis de Tiago, p.10)
Conheça mais, acessando o nosso site.

12/06/2026

Preservada nos antigos Atos de Tomé, “ A Canção Nupcial da Sabedoria” é um dos mais belos poemas simbólicos do cristianismo siríaco primitivo. Seus versos descrevem uma Câmara Nupcial repleta de luz, perfumes e beleza. O texto traz, por trás da linguagem do casamento e da celebração, um dos grandes temas da tradição mística: a união entre o humano e o divino.

“Sua Câmara Nupcial brilha com Luz, exalando o aroma de
bálsamo e de doces ervas,
Espalhando o suave perfume da mirra, das folhagens
aromáticas e de multidões de flores perfumadas.
Dentro da Câmara o perfume é espalhado com ramos de
murta e suas Portas são formosamente
emolduradas.
Os Padrinhos da noiva estão reunidos em torno dela, os Sete que ela havia convidado.”
📖 Bardesanes e os Hinos de Tomé. (p. 320)

Para você, quais dos simbolismos presentes no texto é o seu preferido?

09/06/2026

O Hino da Pérola vem da tradição de Tomé e faz parte dos Atos de Tomé, obra à qual Bardesanes teve acesso. Conhecido por diferentes títulos (O Hino da Pérola, O Hino da Veste de Glória e O Hino da Alma), o texto atravessou séculos e inspirou diversos pensadores.

A parábola utiliza metáforas, como a Serpente de respiração ruidosa, que simboliza a mente perturbada, os desafios e esquecimentos que encontramos em nossa jornada espiritual.

Abaixo, um trecho das observações de G.R.S. Mead e Alberto Brum sobre a simbologia presentes no texto:

“A mente ruidosa encarnada é barulhenta devido às paixões e às contaminações; ao se aquietar torna possível perceber a Gnosis. Essa Pérola é ‘única’ e se encontra no meio do Oceano. Na tradição budista é referida a necessidade de aquietar a mente (shamata), repleta de kleshas (estados mentais, ou emoções, perturbadores) do oceano do samsara. Brum: Mead presume que a Serpente represente as paixões que são inerentes à essência elemental”

📖 Trecho de Bardesanes e os Hinos de Tomé. (p. 275)

Para saber mais, basta acessar o link da bio.

04/06/2026

Na visão gnóstica de Corpus Christi, Cristo não apenas se manifesta externamente, mas também habita no interior de cada ser humano, conduzindo a alma em sua jornada de despertar, transformação e retorno à sua origem divina.

No vídeo, Alaya Dullius, coautora do livro “A Gnosis de João” e criadora do canal Apókrifa, explica um pouco dessa perspectiva.

Segue um trecho do livro:

“Muitos textos gnósticos demonstram que, para eles, era natural a ideia de que nascemos novamente após a morte, em novos corpos. Encontramos isto com clareza tanto em ‘Pistis Sophia’ como no próprio Apócrifo de João, bem como no próprio Novo Testamento.

Mateus 17:10-13: Jesus declara que João Batista é Elias, que voltou, mas não foi reconhecido. ‘Mas os discípulos o interrogaram: Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? Então, Jesus respondeu: De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas.

Eu, porém, vos declaro que Elias já veio, e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles. Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.’”

📖 (A Gnosis de João, p. 194)

E para você, qual é o verdadeiro significado de Corpus Christi?

Photos from Editora Garbha-Lux's post 03/06/2026

Quem foi o filósofo estoico Cleomedes? Pouco conhecido, este filósofo do séc. II d.C. tratou de astronomia e cosmologia, influenciado por Posidônio e Platão.
"Há Algo que acolhe e emana o kosmos."
"O kosmos finito surge no vazio incorpóreo."
"O Vazio não tem qualidades, pois é incorpóreo."
"O kosmos é limitado e administrado pela Natureza (a Physis metafísica)."
Cleomedes dizia que o Vazio incorpóreo (infinito) e o kosmos corpóreo (finito) coexistem.
Foi homenageado pelos astrônomos com o nome de uma das crateras lunares.
Bardesanes pode ser um outro nome pelo qual era conhecido.
Para saber mais: https://www.youtube.com/watch?v=nYyVhdC10SE&t=2669s

02/06/2026

A Editora Garbha-Lux é guiada pelos valores da Compaixão, Sabedoria, Ética e Verdade.

A palavra “garbha”, em sânscrito, significa “semente” ou “gérmen”, e a palavra “lux”, em latim, significa “luz”. As publicações da editora são sementes que podem contribuir para uma nova visão de mundo, aberta ao diálogo entre as tradições e à busca do conhecimento. Os textos buscam ser raios de luz no processo de transformação da mente e da alma.

Suas publicações abordam os temas centrais dos estudos e investigações do Núcleo Lux-Dzyu e do Instituto Garbha, com destaque para o gnosticismo cristão, especialmente a tradição dos Ofitas, os discípulos de Jesus, e seus desdobramentos, a ética e as tradições orientais dos grandes rishis da Índia Antiga, inclusive Sidharta Gautama, e da Escola Vedanta.

Guiada por seus valores, a Editora Garbha-Lux dedica-se à publicação de obras que promovem o encontro entre diferentes tradições de sabedoria.

29/05/2026

Uma introdução à tradição filosófica da Vedanta Advaita e às obras de Shankara:
o livro “Atma-Yoga” apresenta um dos momentos centrais da tradição advaita (não dualista), que se origina na filosofia metafísica dos Upanishads. Sistematizada por Badarayana (Vyasa), essa visão ganhou força com a escola de Shankara.

Sua perspectiva é a mesma que está presente no shaivismo advaita da Caxemira (ou shivaísmo), no sistema Kalachakra, no budismo mahayana Yogacara de Asanga e na visão shentong-advaita do budismo tibetano Jonang-Zhalu de Dolpopa e Buston.

Essa filosofia também se encontra no neoplatonismo e nas Estâncias de Dzyan, presentes em “A Doutrina Secreta”, de Helena Blavatsky. Na obra, tem-se a visão sobre o “Ātman” segundo Blavatsky:

“Em seus artigos e livros, referiu-se inúmeras vezes ao termo Ātman, sendo que, na abordagem sobre os “sete princípios do homem”, o Ātman é o sétimo e o mais elevado dos princípios que constituem o “homem no mundo”. Houve algumas variações no modo de apresentar esta classificação, mas sempre o Ātman era a única tradução para o sétimo princípio.”
📖 (Ātma-Yoga – Shankara, a Vedanta Advaita e o Ātmabodha, p. 146)

Para saber mais, entre no nosso site.

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