06/04/2016
[Lição 2 Terça] - 05/04
COMO TUDO COMEÇOU
A preparação do caminho (Mt 3:7-10; 4:1, 19). Ao analisar a vida e o ministério de Cristo, não podemos deixar de notar a grande obra realizada por João Batista, Seu precursor. “Arrependam-se, porque o reino dos Céus está próximo”, ele pregava. “Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para Ele” (Mt 3:2, 3).
João Batista não era um pregador sem rumo nem direção. Seu ministério trouxe nova luz para a religião judaica. Alguns acreditavam que ele fosse uma reencarnação do profeta Elias. Outros, o viam como um tipo de libertador da opressão romana.
No entanto, nenhum grupo estava mais interessado nesse novo pregador do que os fariseus e saduceus – os líderes religiosos da época. Sua intriga os levou a enviar espias para saber quem era esse homem. Alguém que se vestia com peles de camelo, pregava um evangelho “de fogo” e era ousado para declarar que todos, incluindo os líderes religiosos, deveriam se arrepender, certamente, era uma pessoa que despertava a curiosidade.
A profecia do Antigo Testamento se torna viva no Novo Testamento: vez após vez, Jesus, Paulo, Pedro e João citaram o Antigo Testamento para ajudar a validar, explicar ou mesmo provar o significado do que estava acontecendo no Novo Testamento.
As tentações (Mt 4:1; 6:13). Imediatamente após ser batizado por João Batista, Jesus “foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt 4:1). Ele passou quarenta dias e quarenta noites jejuando e orando. Cristo teve que enfrentar essas tentações pelo menos por quatro razões: “1) Era impossível que alguém que tivesse vindo exatamente para derrotar o reino de Satanás não fosse atacado pelo inimigo; 2) para prová-Lo; 3) para prepará-Lo a fim de que pudesse, também, socorrer os que são tentados; e 4) para nos servir de exemplo quando somos tentados.”*
Por outro lado, Ele ensinou Seus discípulos a orar: “Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” (Mt 6:13).
Embora esses dois conceitos pareçam opostos, é importante compreender que Deus não é o autor das tentações que por vezes nos assolam. Elas são artimanhas do inimigo. E mais, Deus somente permite que nos sobrevenham provações que somos capazes de suportar com Sua ajuda (Jó 1:8-12; 1Co 10:13).
A experiência no deserto (Is 43:2; Mt 4:2, 3; 2Tm 3:12). Muitas vezes, a vida pode nos surpreender com as bênçãos derramadas por Deus. Somos gratos pelo amor e cuidado de nossa família, apreciamos ouvir dos milagres em resposta às nossas orações. Ficamos maravilhados com Seu poder em nos capacitar para ser bons alunos na faculdade, vemos Sua mão ajudadora quando temos dinheiro suficiente para pagar nossas contas em tempo, etc. Mas a vida também nos reserva experiências difíceis e imprevisíveis.
O que você faz quando você ou alguém que você ama recebe um diagnóstico médico arrasador? Como manter a fé quando Deus parece estar em silêncio em relação a um problema a respeito do qual você tem orado e lutado por anos? O que você faz quando parece que todos ao seu redor estão sendo abençoados, menos você? Como permanecer fiel a Deus quando você mal consegue pagar seus compromissos financeiros? Durante as tentações no deserto, Cristo confiou em Seu Pai e dEle dependeu (Mt 4:1-10).
Chamados a abandonar tudo (Mt 4:18-22). Deus pode usar diferentes maneiras para nos chamar. Pode ser por meio de uma convicção pessoal, um evento, das orações de familiares, suplicando que o Espírito Santo nos convença, por meio de um sermão, uma música, ou de diversos outros modos.
Independentemente da maneira, a resposta sempre exigirá que abandonemos algo que nos seja muito próximo ou querido. Alguns precisarão deixar amigos, talvez pessoas de má influência na vida, outros, oportunidades de negócios que não se harmonizam com os princípios da nova fé, e ainda outros precisarão de uma mudança de aparência ou de guarda-roupas.
Imagine a experiência dos discípulos. Jesus era um novo pregador na Judeia e não fazia parte do grupo seleto dos líderes religiosos. Não tinha sobrenome famoso nem era reconhecido em Sua comunidade. Ele estava simplesmente andando pelo mar da Galileia quando chamou Seus primeiros discípulos para segui-Lo (Mt 4:18-22).
Eles não questionaram se suas necessidades físicas seriam supridas, se receberiam salário, ou onde seriam levados a trabalhar. Eles simplesmente depositaram sua confiança em um estranho.
Jesus não nos chama para uma vida de fracassos. Ele tem um plano especial para cada um de nós (Jr 29:11-13). Precisamos somente aceitar Seu chamado e confiar em Sua direção.
PENSE NISTO
• Como você reage quando enfrenta desafios e tentações em seu “deserto”?
• Qual é a importância de deixar tudo, quando somos chamados para seguir Jesus?
• Quais são algumas maneiras pelas quais podemos usar a Bíblia para nos ajudar a resistir às tentações que enfrentamos?
MÃOS À BÍBLIA
4. Leia Mateus 4:1-12. Por que Jesus teve que passar por essa situação? O que essa história tem que ver com nossa salvação? Como Jesus resistiu tentações tão poderosas, sob circunstâncias tão difíceis, e o que isso nos diz a respeito de como resistir às tentações?
Mateus 4:1 inicia com o que parece ser uma ideia estranha: foi o Espírito que levou Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo. Por que, então, o Espírito Santo conduziria Jesus dessa forma? A chave se encontra no capítulo anterior, quando Jesus foi a João para ser batizado. Vendo a resistência de João, Jesus disse: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mt 3:15). Embora não tivesse pecado, Jesus teve que ser batizado para cumprir toda a justiça, isto é, fazer o que era necessário a fim de ser um exemplo perfeito para os seres humanos e ser o representante perfeito deles.