18/06/2026
Antes de falar do nosso trabalho, somos duas pessoas reais com histórias, raízes e paixões que moldaram tudo que fazemos aqui.
Somos Simone e Nathara: professoras dos anos iniciais, pedagogas, apaixonadas pelo chão da escola e pela educação antirracista que praticamos todos os dias, com nome e com intenção.
Não chegamos até aqui por acidente. Chegamos pelo que vivemos dentro de sala de aula, pelo que carregamos na história das nossas famílias e pelo que acreditamos que a educação pode fazer por cada criança.
Salvem esse post para guardar um pouco de quem somos.
E se quiserem nos contar um pouco de quem vocês são também, a gente adora ler nos comentários.
📌 Sigam para acompanhar tudo que vem por aí.
16/06/2026
Às vezes a gente muda por dentro antes de conseguir mostrar pro mundo.
Por aqui, foram anos de livros escolhidos com intenção, rodas de conversa que a gente não deixou passar em branco, e silêncios que pesavam mais do que qualquer palavra.
A mudança não veio de uma virada de chave. Veio do acúmulo.
E quando a gente finalmente olhou pra tudo isso junto, entendeu: era hora de parar de fazer quietinho.
Professoras seguras, crianças representadas.
É isso que a gente sempre foi. Agora a gente tem coragem de dizer.
🌱 Sigam para acompanhar essa história.
09/06/2026
Você conhece a manicuera?
É o caldo sagrado da mandioca, a bebida que o pajé Maíra ensinou a preparar quando trouxe a planta ao Povo Tembé do Pará e do Maranhão.
Não é só alimento. É memória. É o fio que conecta geração a geração.
A mandioca que você come hoje tem uma história de fé, de saber ancestral e de respeito ao que a terra oferece.
Leva essa pergunta para a turma amanhã 👇
"Que alimento da sua família tem uma história por trás?"
Comenta MANICUERA se quer receber mais palavras assim toda terça.
02/06/2026
O livro didático ensina que felicidade é ter muito.
Os Guarani ensinam diferente.
Teko Porã [ te-ko po-rã ] é o conceito de Bem Viver, estar em equilíbrio com a natureza, com os outros e com o próprio espírito.
Não é uma utopia. É uma filosofia praticada há séculos por povos que entenderam que prosperar não significa acumular.
Leva essa pergunta para a turma amanhã 👇
"Como seria o Bem Viver da sua turma?"
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29/05/2026
Cacique Raoni tem 93 anos e está internado na UTI.
Ailton Krenak foi o primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras. Sonia Guajajara foi a primeira ministra indígena do Brasil. Daniel Munduruku tem mais de 62 livros publicados.
Essas vozes existem. Mas a maioria das crianças brasileiras ainda não as conhece dentro da escola.
A Comunidade EducaPrô passou esse trimestre inteiro construindo um projeto sobre isso. Baseado na obra de Daniel Munduruku, com 3 módulos, 6 disciplinas e 65 páginas de planejamento pronto para você adaptar à sua turma.
Fio da Memória: Identidade e Raízes dos Povos Originários está disponível agora como projeto avulso.
R$ 79 por 72 HORAS. Comenta "QUERO" ou clica no link da bio.
27/05/2026
Apagamos as luzes. Colocamos tecidos no chão.
E contamos um mito que tem mais de 500 anos e que nenhum livro didático conta direito.
O Povo Tembé, do Pará e do Maranhão, guarda a história de Maíra, o poderoso pajé que transformou uma roça de camapu em mandioca e ensinou o preparo da manicuera, a bebida sagrada.
O homem não acreditou. Maíra amaldiçoou a falta de fé.
E até hoje colhemos a mandioca uma vez por ano.
Isso é o que acontece quando a aula começa pela escuta e não pelo livro didático.
Desliza para ver o que rolou na sala de aula. 👉
No final da atividade, uma criança escreveu:
"Uma lenda é uma história da cultura de uma pessoa e para os povos originários é identidade."
Isso não é resposta de livro. É o que ficou.
Salva esse post e comenta MEMÓRIA aqui embaixo.
A gente chega no seu direct com tudo sobre o Fio da Memória e como aplicar na sua turma. 💛
26/05/2026
Uma palavra Guarani que não tem tradução exata no Português.
Nhe'ẽ [ nhê-ẽ ] — alma, palavra e sopro ao mesmo tempo.
Para os Guarani, quando você fala, você entrega um pedaço da sua alma. Por isso mentir não é só desonestidade, é uma violação da própria essência.
Isso muda completamente como a gente ensina sobre comunicação, escuta e respeito na sala de aula.
Leva essa pergunta para a sua turma amanhã 👇
"Se a fala nasce da alma, o que acontece quando a gente mente?"
Comenta "NHE'Ẽ" se quer receber mais palavras assim toda terça. 💛
25/05/2026
🌍 25 de maio — Dia Mundial da África
O Brasil que você conhece tem raízes profundas no continente africano. A comida que vai à sua mesa, as palavras que você usa todo dia, os ritmos que fazem você dançar, tudo isso tem a África no coração.
🍽️ Do acarajé ao quindim, a cozinha baiana é herança viva dos povos africanos que cruzaram o Atlântico e transformaram para sempre o sabor do Brasil.
🎶 O samba, patrimônio imaterial da humanidade, nasceu nos terreiros afrodescendentes. O maracatu, o jongo, a capoeira, resistência que virou cultura, cultura que virou identidade.
🗣️ Cafuné, quilombo, axé, caçula, moleque. Palavras africanas que saem da nossa boca todo dia, sem que a gente perceba.
A África não está no passado. Ela está em nós.
Hoje e sempre: obrigado, África. 🙏🏾
23/05/2026
Você conhece a manicuera?
É o caldo sagrado da mandioca, a bebida que o pajé Maíra ensinou a preparar quando trouxe a planta ao Povo Tembé do Pará e do Maranhão.
Não é só alimento. É memória. É o fio que conecta geração a geração.
A mandioca que você come hoje tem uma história de fé, de saber ancestral e de respeito ao que a terra oferece.
Leva essa pergunta para a turma amanhã 👇
"Que alimento da sua família tem uma história por trás?"
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22/05/2026
Quando criamos o módulo de Abril do Fio da Memória, a primeira decisão foi sobre o que a gente não ia fazer.
Sem festa junina. Sem cocar de papel. Sem o "índio genérico" sem nome, sem língua, sem território.
Decidimos começar pela floresta — porque antes de falar de povo, a gente precisa falar de lugar.
A pergunta que abre o módulo não é "o que é a Amazônia?" É: o que a floresta sabe que a gente ainda não aprendeu?
Essa virada muda tudo. A criança para de olhar para o povo indígena como objeto de estudo e começa a olhar como fonte de conhecimento.
Escolhemos Daniel Munduruku como âncora porque ele é escritor e doutor em Educação. As crianças precisam ver um intelectual indígena, não uma representação.
Escolhemos não separar disciplinas logo de cara. Território é Geografia, Ciências, História e Língua Portuguesa ao mesmo tempo. A floresta não sabe que existem grades curriculares.
Bastidor honesto: ainda estamos aprendendo a mediar a pergunta mais difícil do módulo. A que fala sobre alma, palavra e silêncio. A gente entrega o que acredita e segue refinando.
O módulo completo, com guia da professora e mediação passo a passo, está na EducaPrô.
O link está na bio, se quiser saber mais comente FLORESTA que enviamos no seu direct. 🌿