22/06/2026
No 3º ano, o estudo sobre o corpo humano ganhou o desafio da tridimensionalidade. Antes de modelarem a complexidade da nossa estrutura, os estudantes mergulharam em uma investigação profunda sobre a matéria escolhida: o arame.
Para as crianças, a resistência do metal não é um dado frio da física, mas um símbolo de resiliência. Elas deslocaram a propriedade mecânica da dureza para o campo das virtudes humanas. Descobriram que o arame é paciente e demorado. Curvar o metal exige tempo, e esse tempo exato é o que separa o esforço da ruptura.
20/06/2026
Após o 2º ano concluir a leitura de A Fantástica Fábrica de Chocolate, as crianças realizaram um mapeamento das semelhanças e diferenças entre a obra literária e suas adaptações cinematográficas. Além do filme mais recente, também assistiram a trechos da versão mais antiga, ampliando as possibilidades de comparação. Durante as conversas, observaram mudanças em personagens, cenários e acontecimentos da narrativa, percebendo como uma mesma história pode ganhar diferentes interpretações de acordo com a linguagem utilizada. Esse exercício fortaleceu o olhar crítico do grupo e revelou que livros e filmes, embora contem histórias semelhantes, produzem experiências distintas para quem lê e para quem assiste.
19/06/2026
O 1º ano, em vez de construir uma linha do tempo, o grupo tem investigado a ideia de uma onda do tempo. As crianças foram convidadas a recordar acontecimentos marcantes de suas vidas, e começaram a anotar o que lembravam, percebendo que as memórias nem sempre surgem em ordem cronológica, mesmo que nos desenhos eles se esforçam para lembrar o ano em que o fato aconteceu. Perceberam que algumas experiências continuam reverberando dentro de nós, como ondas que se espalham, ganhando força, intensidade e significado ao longo do tempo. Assim, mais do que organizar datas e sequências, a proposta busca compreender como certos acontecimentos permanecem vivos em nossas lembranças e continuam produzindo ecos em nossa história.
18/06/2026
O que acontece quando uma forma encontra a imaginação?
Nas experiências de desenho de interferência do grupo 6, uma mesma forma percorre muitos caminhos. Um círculo torna-se jardim, cidade, reunião, fogo, janela ou abrigo. A linha inicial provoca perguntas, desperta memórias e convida a criança a completar aquilo que ainda não existe.
Esses desenhos nos revelam que a imaginação não nasce do vazio. Ela dialoga com o que está diante dos olhos, transforma referências e cria novas possibilidades de mundo. Entre a forma proposta e o traço que surge, acontece algo precioso: o pensamento ganha imagem.
17/06/2026
O Grupo 6 segue investigando as plantas aromáticas em seu ateliê de botânica. Uma das características mais marcantes dessas ervas é justamente aquilo que lhes dá nome: o aroma.
Durante as pesquisas, muitas crianças comentaram que os cheiros chegam até nós em ondas, movimentando-se pelo ar. A partir dessa hipótese, foram convidadas a imaginar e desenhar as diferentes qualidades dessas ondas. Como seria a forma de uma onda amarga? E de um aroma ardido? E aquele cheiro suave e delicado, como poderia ser representado?
Entre observações, desenhos e conversas, o grupo segue construindo maneiras poéticas de tornar visível aquilo que normalmente só podemos sentir.
16/06/2026
No Grupo 5, as crianças vêm criando teorias cheias de imaginação para explicar como as palavras chegam até os ouvidos. Algumas disseram que elas viajam de barco, outras acreditam que vão de trem, de ônibus ou até de bicicleta.
Em suas narrativas, o caminho entre a boca e o ouvido é longo e cheio de desafios: há buracos, rios, prédios e muitos obstáculos pelo percurso. Ao escutarmos essas ideias, encontramos potentes metáforas sobre a comunicação. Afinal, aquilo que dizemos também percorre uma grande jornada até chegar ao outro. Nesse caminho, as palavras podem ganhar novos sentidos, ser reinterpretadas e se transformar a partir das experiências de quem as escuta.
15/06/2026
Como são as ondas do nosso corpo?
No Grupo 5, as crianças iniciaram uma investigação sobre os sons que produzimos com o corpo. Exploraram as palmas das mãos, os sons da boca, os assobios... e então surgiu uma nova pergunta: e os sons que acontecem dentro de nós?
Entre os sons internos, o coração ganhou destaque. Ao escutar, imaginar e desenhar seus batimentos, as crianças perceberam que esse som é marcado por ritmo e repetição. Nos desenhos, os traços passaram a registrar não apenas a forma, mas também o movimento e a pulsação dessa onda que habita cada um de nós.
13/06/2026
O brincar das crianças do Grupo 2.
12/06/2026
Quais conexões as crianças estabelecem durante suas investigações cotidianas? No contexto investigativo Marcas no Papel, do Grupo 3, elas começaram a atribuir significados aos próprios traços, compartilhando com os amigos do pequeno grupo aquilo que estavam representando. Antes da sessão, as crianças realizaram, na Roda de Encontro, a leitura coletiva do livro Onda, de Suzy Lee, experiência que reverberou no contexto investigativo e se materializou nos registros gráficos, revelando pensamentos, memórias e interpretações inspiradas pela narrativa.
11/06/2026
Quais sons esses objetos produzem? Como você pode desenhar esses sons? A partir dessa provocação, as crianças do Grupo 4 foram convidadas a uma escuta atenta dos materiais disponíveis. Chocalhos, tambores, cascas de coco e canos passaram a ser explorados com as mãos e ouvidos, despertando a curiosidade sobre as diferentes sonoridades que cada objeto poderia produzir. Em pequenos grupos, as crianças experimentaram, compararam e descreveram os sons percebidos: alguns pareciam fortes e rápidos, outros suaves, longos ou repetitivos. Em seguida, surgiu um novo desafio: como registrar aquilo que escutamos? Como transformar o som em desenho?