28/05/2026
Caros leitores,
A revista Dilemas - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social acaba de publicar seu último número, disponível em https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas
Nesta primeira edição de 2026, DILEMAS inaugura a seção INViPS: Contribuições do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Violência, Poder e Segurança Pública. A INViPS reunirá artigos sobre violência, crime e segurança pública produzidas pela rede de estudos que compõe o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). Como integrante da rede, DILEMAS abre esse novo espaço para publicações inéditas, resultantes de contínuas pesquisas nas áreas de estudos dos conflitos e do controle social, tão caras à revista, de modo a contribuir para o escoamento de produções originais, novos debates e dados relevantes ao desenvolvimento científico.
Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e outros itens de seu interesse.
Dilemas - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social: v. 19 n. 1 (2026): JAN/FEV/MAR/ABR
Sumário:
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/issue/view/3174
Dossiê Quatro décadas da Lei de Execução Penal: Construções do encarceramento como problema público
Apresentação ao dossiê Quatro décadas da Lei de Execução Penal: Construções do encarceramento como problema público
Lígia Mori Madeira, Guilherme Augusto Dornelles de Souza
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/72293
Trajetória da política penitenciária nacional (1976-2018): construção e implementação de arranjos institucionais
Carolina Cutrupi Ferreira
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/66305
Repositórios de ideias para punir: uma navegação textual pelos anteprojetos da Lei de Execução Penal (1935-1983)
Roberta Olivato Canheo, Luisa Moraes Abreu Ferreira, Maíra Rocha Machado, Viviane Balbuglio, Maria Eduarda de Castro, Beatriz Ferreira de Paula, Maria Cecília Moreira, Luisa Mozetic Plastino, Natália Santana dos Santos, Bianca Tavolari, Mariana Morais Zambom
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/66213
Quatro décadas da Lei 7.210/1984: uma leitura feminista e interseccional da execução penal no Brasil
Elaine Pimentel
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/66210
De carcereiros a policiais: presenciamos o nascimento de uma força de ciclo completo?
Natália Martino, Ludmila Ribeiro
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/65948
Estudos sobre políticas prisionais, penitenciárias e de execução penal no Brasil desde a perspectiva das políticas públicas: uma revisão de escopo
Guilherme Augusto Dornelles de Souza, Lígia Mori Madeira, Maíra Cabral Juliano
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/67966
Artigos
Atuação de associações conservadoras na arena judicial contra demandas LGBTQIA+
Hilziane Layza de Brito Pereira Lima, Olívia Cristina Perez
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/65351
Hacia una conceptualización del acceso a la justicia en Argentina. Transformaciones normativas, fácticas y discursivas
María Natalia Echegoyemberry, Alejandra Bocardo, Leonel Gonzalez Postigo
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/65808
Desigualdades no mercado de trabalho para egressos do sistema prisional: uma análise estatística no contexto mineiro
Daniel Araújo de Azevedo, Rafaelle Lopes Souza, Alexandre Silva Nogueira
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/66004
Abordagens da história das facções criminais do Rio de Janeiro na literatura científica: uma revisão de escopo
Thaíssa Fernanda Kratochwill de Oliveira, Adriano da Silva, Patrícia Constantino
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/66069
Memorias, miradas y violencias. Los murales de memorias indígenas en la Comarca Andina del Paralelo 42° (Patagonia Argentina)
Carolina Crespo
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/67157
INViPS: Contribuições do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Violência, Poder e Segurança Pública
Sobreviventes do tempo: as dores do encarceramento vivenciadas por internos idosos
Hosanah Pereira de Santana Filho, Luiz Claudio Lourenço
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/66918
Desempenho do sistema de justiça criminal em um município de médio porte: carga de trabalho e capacidade institucional importam?
Cleber Lopes, Gustavo Vacile Martinez Chirnev, Ludmila Ribeiro, Amanda Lagreca
https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/67799
27/05/2026
“DILEMAS: REFLEXÕES”: novo texto.
A insegurança pública como método e seus efeitos sobre a saúde: uma tecnologia de (des)governo que atinge a todos.
Edinilsa Ramos de Souza, Fátima Cecchetto e Fernanda Mendes Lages Ribeiro.
A segurança pública, sob a perspectiva da saúde, ultrapassa a resposta imediata à violência e engloba a garantia de acesso aos serviços de saúde, tanto para as vítimas diretas quanto para as vítimas indiretas, como familiares, amigos e pessoas do convívio das vítimas (APAV, 2012; Souza, 2022). Essa perspectiva reconhece os efeitos difusos e prolongados da violência sobre a população, incluindo também os próprios agentes da segurança pública, que, em razão da exposição contínua a situações de risco e estresse, demandam atenção específica nesse âmbito..
Acesse os textos na íntegra:
https://www.dilemasreflexoes.org/
EDINILSA RAMOS DE SOUZA ([email protected]) é pesquisadora do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
FÁTIMA CECCHETTO ([email protected]) é pesquisadora do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
FERNANDA MENDES LAGES RIBEIRO ([email protected]) é pesquisadora colaboradora do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professora do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
26/05/2026
“DILEMAS: REFLEXÕES”: novo texto.
A matança do Rio: o sacrifício da juventude pobre no altar da lógica capitalista da guerra contra os grupos armados.
Marcelo Baumann Burgos.
O barulho do aplauso mórbido à fúnebre operação policial realizada no Alemão e na Penha, no fatídico 28 de outubro de 2025, se explica, em grande medida, pela ausência de políticas (e mesmo de propostas), no Rio de Janeiro, de fato voltadas para garantir segurança às pessoas que moram nas favelas. Vale dizer, de políticas direta e indiretamente voltadas à segurança, que deveriam incluir a dimensão social e melhorias urbanas contínuas. Na falta delas, vencem a resignação, o fatalismo, e a descrença nas instituições, incluindo a polícia, mas também no poder do voto para modificar a situação. Com isso, chega-se à ideia de guerra, cujo significado é evocado como salvo conduto para matar, especialmente jovens negros do s**o masculino.
Acesse os textos na íntegra:
https://www.dilemasreflexoes.org/
MARCELO BAUMAN BURGOS ([email protected]) é professor do Departamento de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e coordenador do Centro de Pesquisas e Articulação de Conhecimentos PUC-Rocinha/UNIR. Tem experiência de pesquisa e textos publicados nas áreas de Sociologia, com ênfase em Sociologia Urbana, sociologia da educação e sociologia do direito, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, cidade, cidadania, acesso à justiça, direito e judiciário.
22/05/2026
“DILEMAS: REFLEXÕES”: novo texto.
Violência, trauma e escárnio.
João Trajano Sento-Sé e Paula Vieira Cotrim.
Traumas sociais têm como um de seus desdobramentos possíveis mudanças substantivas nos grupos atingidos. Eles podem impactar elementos importantes da identidade social, redefinir a memória coletiva e reorientar perspectivas e projetos de futuro (ALEXANDER, 2012; HIRSCHBERGER, 2018). Sob eventuais efeitos de clamor público, experiências traumáticas têm o poder de induzir a adoção de novas políticas ou o descarte de antigas estratégias reconhecidas como inoperantes.
Acesse os textos na íntegra:
https://www.dilemasreflexoes.org/
JOÃO TRAJANO SENTO-SÉ ([email protected]) é professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tem mestrado em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (1992), mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989) e doutorado em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (1997). Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Teoria Política Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: violência, cultura política, segurança pública, nacionalismo e políticas públicas.
PAULA VIEIRA COTRIM ([email protected]) é mestranda em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem interesse na área de Ciência Política, com ênfase em Violência e Segurança Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: violência e segurança pública e Alerj.
Reprodução: Hermes de Paula/Agência O Globo.
19/05/2026
“DILEMAS: REFLEXÕES”: novo texto.
Espetáculos sangrentos no âmbito da segurança pública dissimulam a incompetência dos governantes.
Lenin Pires.
As operações policiais no Rio de Janeiro são, há algum tempo, a atuação com que as polícias Civil e Militar buscam justificar suas existências para a sociedade. Privilegiando-as, ambas as corporações atribuem menor valor às ações preventivas e ao uso da inteligência para controlar o crime. Enquanto isso, observa-se uma crescente naturalização da violência urbana, bem como o crescimento de grupos criminosos armados que exercem controle territorial no estado, particularmente em áreas chamadas de favelas. Policiais costumam atribuir ao trabalho que desempenham a imagem de um contínuo “enxugamento de gelo”. Repensar os caminhos para a segurança pública requer criticar o modelo praticado, bem como fortalecer uma fiscalização responsável por parte de outros membros do sistema de justiça e segurança pública.
Acesse os textos na íntegra:
https://www.dilemasreflexoes.org/
LENIN PIRES ([email protected]) é professor e pesquisador do Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (InEAC) da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisador de produtividade 2 do CNPq e cientista do nosso estado Faperj. É doutor e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) da UFF e bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Reprodução: Fernando Brazão/Agência Brasil
18/05/2026
“DILEMAS: REFLEXÕES”: novo texto.
Sobre a raiva como personagem da acumulação social da violência.
Alexandre Werneck.
Este é um texto sobre a raiva; sobre a emoção que, nos últimos tempos, no Brasil, parece ter assumido um papel protagonista no que Michel Misse chamou de acumulação social da violência e, consequentemente, nas reações a partir dela. Meu argumento, a ser aqui antecipado, com vistas a um artigo científico mais denso, é que um evento como o Massacre do Alemão e da Penha, em outubro de 2025, conquanto tenha sido meticulosamente planejado como fato político agonístico a fim de recuperar a atenção da opinião pública – naquele momento direcionada para outros temas, como a economia e a soberania nacional – e a direcionar para a segurança e a criminalidade como questões, forçando-as no debate eleitoral de 2026, explicita como a dinâmica dessa acumulação social da violência passou a mobilizar fortemente para sua operacionalização a dimensão emocional da opinião pública para se legitimar e que é hoje a raiva o principal desses afetos mobilizados.
Acesse os textos na íntegra:
https://www.dilemasreflexoes.org/
ALEXANDRE WERNECK ([email protected]) é professor do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da UFRJ e coordenador geral do Necvu. É pesquisador de produtividade do CNPq, doutor pelo PPGSA/UFRJ e autor de A desculpa: As circunstâncias e a moral das relações sociais (2012).
13/05/2026
“DILEMAS: REFLEXÕES”: novo texto.
Uma pré-história das megaoperações policiais no Rio de Janeiro.
Lucas Pedretti.
Após o massacre perpetrado pelas polícias do Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025, muitos de nós, acadêmicos e militantes críticos à ação, nos dedicamos a argumentar como a política do confronto, baseada em grandes operações policiais militarizadas, é colocada em prática há décadas, sem levar a qualquer melhoria concreta no combate à criminalidade. Nesse argumento, por vezes os anos 1980 são apontados como momento inaugural desse tipo de ação do Estado. Essa datação parece estar ligada a alguns elementos: o estabelecimento de uma nova ordem política com a redemocratização, que pode nos levar a tomar a Nova República como parâmetro temporal rígido; as transformações ocorridas naquela década na dinâmica criminal no Brasil e, em particular, no Rio de Janeiro, que produziram inflexões importantes no lugar da violência urbana e da segurança pública para a opinião pública e para as respostas estatais; a ideia mais ou menos difusa de que o problema da violência policial contemporânea é uma herança mal resolvida da ditadura militar, e que portanto são os limites da transição que explicam a predominância de uma lógica militarizada no trato do problema.
Este texto tem um objetivo singelo: por meio de notícias de jornal datadas dos anos 1950, 1960 e 1970, pretendo demonstrar que a política das operações policiais militarizadas em territórios de favelas não data dos anos 1980, mas tem pelo menos mais duas décadas de história. Nesse sentido, a intenção é simplesmente demonstrar que esse tipo de ação é colocada em prática, sem levar a qualquer melhoria concreta no combate à criminalidade, não há 40, mas há pelo menos mais de 60 anos. As fontes aqui trabalhadas têm sido reunidas no decurso de minhas atuais pesquisas e serão observadas de forma exploratória. Trata-se, portanto, de compartilhar alguns achados de pesquisas e fazer apontamentos iniciais sobre eles, sem a ambição de oferecer qualquer tipo de análise sistemática definitiva.
Acesse o texto na íntegra:
https://www.dilemasreflexoes.org/
LUCAS PEDRETTI ([email protected]) é professor do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Necvu. É doutor em sociologia (Iesp/Uerj), mestre e graduado em história (PUC-Rio). É autor de Dançando na mira da ditadura: Bailes soul e violência contra a população negra nos anos 1970 (Arquivo Nacional, 2022) e A transição inacabada: Violência de Estado e direitos humanos na redemocratização (Companhia das Letras, 2024).
29/04/2026
Dilemas - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social: novo artigo.
Estudos sobre políticas prisionais, penitenciárias e de execução penal no Brasil desde a perspectiva das políticas públicas: uma revisão de escopo.
Guilherme Augusto Dornelles de Souza, Lígia Mori Madeira e Maíra Cabral Juliano.
O novo artigo de Guilherme de Souza, Lígia Madeira e Maíra Juliano apresenta os resultados da primeira revisão de escopo dedicada a mapear como a literatura de Políticas Públicas vem sendo usada para analisar políticas prisionais, penitenciárias e de execução penal no Brasil. Após examinar mais de cinco mil registros em sete bases bibliográficas, os autores identificaram e revisaram integralmente 45 estudos relevantes publicados entre 2014 e 2024.
Os trabalhos revisados — em sua maioria teses e dissertações — revelam um campo ainda em consolidação, marcado pela dispersão institucional dos autores e pela baixa circulação nos principais periódicos científicos. O artigo aponta que se trata de um movimento decorrente da incorporação das prisões pelo Campo de Públicas, e não de uma apropriação da literatura de Políticas Públicas por grupos tradicionais dos estudos prisionais. A produção revisada distingue-se por enfatizar as dimensões nacional e estadual das políticas, pelo uso de análises comparadas e por dedicar atenção significativa às fases de formulação e avaliação. Tematicamente, a literatura avança sobre todos os pontos propostos por Fernando Salla (2006) — a articulação das políticas prisionais com outras políticas públicas, os fatores que influenciam formulação e implementação, a participação da sociedade civil, os impactos e avaliações das políticas, a atuação dos poderes Judiciário, Legislativo e Ministério Público, as relações federativas e temas além dos tradicionais de ressocialização. Ao mesmo tempo, introduz aportes relevantes à agenda de pesquisa, como o estudo das políticas judiciais e da supervisão externa do sistema prisional — ampliando a compreensão do encarceramento como problema público no Brasil.
Acesse o artigo na íntegra:
https://doi.org/10.4322/dilemas.v19.n1.67966
GUILHERME AUGUSTO DORNELLES DE SOUZA ([email protected]) é assessor-chefe nível IV e analista do MPU/Direito na Procuradoria Regional da República da 4ª Região, Ministério Público Federal (PRR4/ MPF), Porto Alegre, Brasil. É doutorando em Políticas Públicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
LÍGIA MORI MADEIRA ([email protected]) é professora associada do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É doutora em Sociologia, mestre em Sociologia, com graduação em Ciências Sociais, todos pela UFRGS. Também é graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
MAÍRA CABRAL JULIANO ([email protected]) é agente profissional na Coordenação de Monitoramento e Avaliação da Secretaria do Planejamento do Estado do Paraná, Brasil. É doutora e mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com graduação em Administração Pública pela Universidade Federal do Paraná
28/04/2026
NECVU e PPGSA convidam para: CINECLUBE: IMAGEINS DA VIOLÊNCIA
Exibição do filme ‘Cheiro de Diesel’
DE NATASHA NERI E GIZELE MARTINS
(BRA, 2025, 1h22min)
📅 Quarta-feira, 6 de maio, às 17h
📍 Sala 106 – IFCS/UFRJ
📌 Largo de São Francisco de Paula, 1 – Centro
Após a exibição do filme teremos um debate com as diretoras Natasha Neri e Gizele Martins, o professor Lucas Pedretti (UFRJ) e os parlamentares Renata Souza e Pastor Henrique Vieira.
O DOCUMENTÁRIO RETRATA OS TRAUMAS COLETIVOS DA MILITARIZAÇÃO DAS FAVELAS DO RIO DE JANEIRO OCUPADAS PELAS FORÇAS ARMADAS DURANTE OS MEGAEVENTOS ESPORTIVOS. A PARTIR DE VOZES DE DENTRO DAS FAVELAS, O FILME REGISTRA A LUTA POR JUSTIÇA E REPARAÇÃO DE VÍTIMAS DE VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS.
Vencedor de dois prêmios no Festival do Rio, ‘Cheiro de Diesel’ denuncia violações de direitos humanos em comunidades ocupadas pelas Forças Armadas a partir de decretos presidenciais de Garantia da Lei e Ordem (GLOs).
AS DIRETORAS:
Natasha Neri é jornalista, cineasta, mestre em Antropologia e em Direitos Humanos e pesquisadora em Justiça Criminal. Dirigiu o longa Auto de Resistência, ganhador do É Tudo Verdade (2018), qualificado para o Oscar de Melhor Documentário e indicado ao Prêmio de Direitos Humanos do IDFA, além de mais de 20 curtas de impacto.
Gizele Martins, nascida e criada na Favela da Maré, é jornalista, Doutora em Comunicação, comunicadora comunitária e defensora de direitos humanos. Vencedora do Prêmio Vladimir Herzog (2024), é autora do livro “Militarização e Censura – A luta por liberdade de expressão na Favela da Maré”. CHEIRO DE DIESEL é seu primeiro filme.
09/04/2026
Dilemas - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social: novo artigo.
Desigualdades no mercado de trabalho para egressos do sistema prisional: uma análise estatística no contexto mineiro.
Daniel Araújo de Azevedo, Rafaelle Lopes Souza e Alexandre Silva Nogueira.
Novo artigo publicado na Dilemas revela que quase 8 em cada 10 egressos do sistema prisional em Minas Gerais estão na informalidade, sem direitos garantidos. Com base em análise estatística de mais de 34 mil registros do Programa PrEsP, o estudo de Daniel Azevedo, Rafaelle Souza e Alexandre Nogueira mostra que raça e gênero afetam as chances de reinserção no mercado de trabalho, reforçando desigualdades históricas.
Acesse o artigo na íntegra:
https://doi.org/10.4322/dilemas.v19.n1.66004
DANIEL ARAÚJO DE AZEVEDO ([email protected]) é sociólogo e Analista da Polícia Civil de Minas Gerais e de Atividades Governamentais na área de Sociologia. É Doutor e Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brasil) e graduado em Ciências Sociais pela mesma instituição.
RAFAELLE LOPES SOUZA ([email protected]) é pesquisadora no Núcleo de Estudos da Saúde do Trabalhador e Trabalhadora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brasil). É Doutora e Mestra em Sociologia pela UFMG. É graduada em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF, Niterói, Brasil).
ALEXANDRE SILVA NOGUEIRA ([email protected]) é sociólogo, cientista de dados e pesquisador vinculado ao Afro/CEBRAP. É Doutor e Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brasil) e graduado em Ciências Sociais também pela UFMG.