16/06/2026
Nas intervenções trabalhadas com nossos Autistas adolescentes e adultos trabalhamos o seu repertório emocional, que envolve:
Aprender a:
* identificar emoções,
* perceber sinais corporais,
* comunicar sofrimento,
* reconhecer gatilhos,
* desenvolver formas saudáveis de regulação.
Exemplo:
antes → apenas shutdown ou explosão.
Já está na hora de trabalharmos novas formas de manifestações emocionais.
Vem com a gente nessa?
11/06/2026
Constantemente observadas:
* Curiosidade intensa.
* Vocabulário avançado.
* Pensamento complexo.
* Rapidez de raciocínio.
* Elevada capacidade de estabelecer conexões entre ideias.
* Sensibilidade emocional aumentada.
* Perfeccionismo.
* Necessidade de autonomia.
* Interesse profundo por temas específicos.
* Hiperestimulação ou hiperatividade mental.
* Busca constante por desafios intelectuais.
É importante lembrar que uma pessoa pode apresentar mais de um tipo de superdotação simultaneamente, formando perfis bastante heterogêneos.
Na prática clínica e neuropsicopedagógica, raramente encontramos um perfil “puro”, o mais comum é observar combinações entre habilidades intelectuais, criatividade, liderança, talento artístico e características socioemocionais específicas.
☎️(12) 9 8189 6586
Cláudia Ladvocat
Neuropsicopedagoga Clínica
Analista do Comportamento Aplicada
Terapeuta ABA/DENVER
Psicopedagoga Clínica e Institucional
Orientadora Parental
09/06/2026
Superdotação Produtivo-Criativa
Refere-se à capacidade de produzir ideias, soluções, invenções ou criações originais.
Características:
* Elevada criatividade.
* Questionamento constante.
* Busca por novas formas de resolver problemas.
* Curiosidade intensa.
* Independência intelectual.
* Tendência a desafiar regras e padrões estabelecidos.
Esses indivíduos nem sempre são os melhores alunos da sala, mas frequentemente são inovadores.
Você conhece alguém que tem estas características e capacidades?
08/06/2026
Tenho atendido muito mais adultos com diagnóstico tardio, do que crianças.
Esta foi uma frase que escutei de uma esposa de um paciente meu, sim porque em todos os casos acho importante escutar o outro lado do casal, para que eu tenha a real noção de qual dos dois está encontrando a maior dificuldade.
O que existe, de fato, são diferenças de funcionamento neurocognitivo e de comunicação que podem gerar desafios específicos.
Algumas delas incluem:
* Diferenças na forma de expressar afeto.
* Necessidade diferente de interação social.
* Dificuldades na leitura de sinais sociais implícitos.
* Estilos distintos de comunicação (mais direta no autista, mais indireta no não autista).
* Sensibilidades sensoriais que podem impactar a convivência.
* Necessidade de previsibilidade e rotina.
Por outro lado, muitos relacionamentos entre autistas e não autistas são extremamente satisfatórios justamente porque trazem características complementares, como:
* Honestidade e autenticidade.
* Lealdade.
* Menor tendência a jogos sociais.
* Profundidade de interesses e conversas.
* Respeito às individualidades.
Em clínica, muitos autistas adultos relatam sofrimento não por estarem em relacionamentos com não autistas, mas porque:
* Sentem-se constantemente incompreendidos.
* Precisam mascarar características autísticas (masking).
* Recebem críticas por comportamentos que fazem parte de sua neurodivergência.
* Encontram parceiros pouco dispostos a compreender suas necessidades.
Da mesma forma, parceiros não autistas podem sentir dificuldade em interpretar emoções, necessidades de isolamento ou formas diferentes de demonstrar carinho.
Posso dizer-lhes que é uma generalização que não corresponde à realidade de muitos casais, amizades e relações familiares.
Relacionamentos entre autistas e não autistas podem apresentar desafios específicos decorrentes de diferenças na comunicação e na percepção social, mas podem ser tão saudáveis e satisfatórios quanto qualquer outro relacionamento quando há compreensão mútua, respeito e adaptação de ambas as partes.
E é por isso que posso dizer que, as intervenções trabalhadas em clínica, pode auxiliar muitos casais.
04/06/2026
A hiperatividade mental é frequentemente observada em pessoas com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), embora não seja um critério diagnóstico obrigatório.
A hiperatividade mental não é apenas pensar muito; é experimentar um fluxo contínuo de ideias, conexões, questionamentos e possibilidades que raramente parece desacelerar.
Esse fenômeno está relacionado à alta capacidade de processamento cognitivo, à curiosidade intensa, à criatividade e à elevada complexidade de pensamento frequentemente encontradas em pessoas com AH/SD.
É facilmente confundido com TDAH, por isso devemos tomar cuidado com a avaliação para não errarmos.
Ela costuma se manifestar como:
* Pensamentos rápidos e contínuos.
* Associação constante de ideias.
* Dificuldade para “desligar” a mente.
* Necessidade de compreender tudo em profundidade.
* Questionamentos frequentes.
* Tendência a analisar situações por múltiplas perspectivas.
* Imaginação e criatividade intensas.
* Sensação de que a mente está sempre trabalhando, mesmo em momentos de descanso.
Pessoas com Altas Habilidades frequentemente apresentam um pensamento associativo e multifacetado. Ao serem convidadas a descrever seu raciocínio, podem revelar uma rede extensa de conexões cognitivas que nem sempre é visível para os observadores externos.
Quando um superdotado está quieto, não se engane, é somente o exterior dele, neste momento, faça um teste e peça para ele dizer tudo o que ele está pensando…e sente para escuta-lo, porque vai demorar😉
03/06/2026
Para muitos superdotados, o problema não é descobrir no que são bons, mas decidir qual dos muitos talentos desejam transformar em projeto de vida.
No contexto clínico e neuropsicopedagógico, essa característica costuma estar relacionada ao conceito de multipotencialidade, amplamente discutido na literatura sobre AH/SD, especialmente em adolescentes e adultos jovens.
Pessoas com Altas Habilidades frequentemente enfrentam dificuldades na escolha profissional porque apresentam interesses múltiplos, aprendem com facilidade em diversas áreas e conseguem visualizar potencial em diferentes caminhos. Em vez de perguntar ‘o que sou capaz de fazer?’, muitas vezes precisam responder à pergunta ‘entre tantas possibilidades, o que desejo fazer?
Me conta e você encontra também esta dificuldade?
02/06/2026
Procure conhecer o profissional que vai te atender ou atender a sua criança.
Não basta dizer o que ele fez, tem que mostrar e não é com diplomas ou certificados, mas com a técnica que acolha, que entende, que sabe da importância dos pequenos gestos, que entende que orientar uma família faz parte do processo.
Um profissional qualificado sabe atuar com dedicação oferecendo um atendimento humanizado, individualizado e baseado em evidências.