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Desde 1961 a ANPUH organiza e representa historiadores e historiadoras no Brasil – professores e pesq

Em 19 de outubro de 1961 foi fundada, na cidade de Marília, estado de São Paulo, a Associação Nacional dos Professores Universitários de História, ANPUH. A entidade trazia na sua fundação a aspiração da profissionalização do ensino e da pesquisa na área de história, opondo-se de certa forma à tradição de uma historiografia não-acadêmica e autodidata ainda amplamente majoritária à época. Atuando de

19/06/2026

📚 Mídia e Audiovisual na História Pública! Confira o Curso da ANPUH Escola

Ministrado por Anita Lucchesi, Francisco das Chagas Fernandes Santiago Júnior e Rogério Rosa Rodrigues, o curso propõe uma reflexão sobre as relações entre mídia, audiovisual e produção do conhecimento histórico no campo da História Pública.

O curso explora as relações entre mídia, audiovisual e História Pública, abordando o uso de fontes audiovisuais e digitais no ensino, na pesquisa e na divulgação histórica. Ao longo das aulas, são discutidos temas como memória, monumentos, curadoria de dados e os desafios da circulação do conhecimento histórico no ambiente digital.

🎓 Curso pago com certificado de conclusão
📢 Gratuito para associados da ANPUH

Confira detalhes sobre a ementa, bibliografia e formas de acesso em:

🔎 https://escola.anpuh.org ⚠️

Photos from ANPUH's post 18/06/2026

Carlo Ginzburg nos apresentou um novo fazer historiográfico!

A Associação Nacional de História – ANPUH-Brasil recebeu com profundo pesar a notícia do falecimento do historiador italiano Carlo Ginzburg, ocorrido aos 87 anos, cuja trajetória intelectual marcou profundamente a historiografia contemporânea e a formação de gerações de historiadoras e historiadores em diferentes partes do mundo.

Reconhecido como um dos principais formuladores da micro-história, Ginzburg revolucionou o fazer historiográfico ao demonstrar que as experiências de sujeitos comuns, frequentemente ausentes das grandes narrativas políticas e sociais, constituem caminhos fundamentais para a compreensão das estruturas históricas mais amplas. Sua obra rompeu fronteiras disciplinares e renovou os modos de interrogar os documentos, as práticas culturais e as relações de poder.

Livros como O queijo e os vermes, Os benandanti, Mitos, emblemas e sinais e tantas outras obras tornaram-se referências incontornáveis para o estudo da cultura popular, das crenças, das perseguições religiosas, das formas de resistência e das múltiplas maneiras pelas quais os indivíduos produzem sentidos sobre o mundo.

O legado de Carlo Ginzburg ultrapassa a contribuição acadêmica de uma vasta produção intelectual. Seu rigor metodológico, sua sensibilidade diante dos vestígios deixados pelos sujeitos historicamente silenciados e sua permanente reflexão sobre os desafios da verdade histórica permanecem como inspiração para a prática da pesquisa, do ensino e da escrita da História.

Neste momento, a ANPUH-Brasil presta homenagem a um intelectual que transformou a maneira de pensar a História e reafirmou a importância do trabalho crítico das historiadoras e historiadores.

Ensino da cultura afro-brasileira fortalece a democracia 18/06/2026

📰 ARTIGO | Ensino da cultura afro-brasileira fortalece a democracia

​Os integrantes da diretoria da ANPUH Amilcar Pereira (Diretor de Relações Étnico-Raciais) e Marcos Leitão de Almeida (Secretário-Geral da ANPUH-Brasil) assinam este importante artigo publicado no jornal O Globo sobre os riscos do PL 1.007/2025 e a importância histórica das leis 10.639/03 e 11.645/08.

​Acesse o link da matéria em O Globo ou leia o artigo na íntegra abaixo:
🔗https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/06/ensino-da-cultura-afro-brasileira-fortalece-a-democracia.ghtml

ENSINO DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA FORTALECE A DEMOCRACIA
Por Amilcar Pereira e Marcos Leitão de Almeida

Ao longo dos últimos 23 anos, as leis 10.639/03 e 11.645/08 alteraram o artigo 26A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e tornaram obrigatório o ensino de História e culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas, consolidando um marco institucional na educação brasileira. Onde antes predominavam um projeto educacional herdado do período colonial, o silêncio e a exclusão de histórias e culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas, abriu-se espaço para discutir em sala de aula o racismo, seus efeitos persistentes e a necessidade de construirmos uma História mais democrática, que incorpore em termos de igualdade o papel das sociedades africanas e indígenas na formação do Brasil.

Essa legislação não caiu do céu. Resulta da luta do movimento negro ao longo do século XX. E, apesar desses avanços, o racismo continua estruturando as relações sociais em nosso país, inclusive nas escolas. Não surpreende, portanto, que, num contexto de ascensão de pautas reacionárias no mundo, uma deputada apresente agora um Projeto de Lei (PL) para esvaziar a LDB, retirando a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena. Mantê-la é assegurar que continuemos a construir o que poderá ser um dos alicerces mais sólidos da democracia brasileira: um projeto educacional democrático, que reflita em termos de igualdade as diferentes matrizes étnicas e raciais que nos formam historicamente como sociedade.

De cada quatro pessoas que chegaram às Américas entre 1500 e 1850, três vieram sequestradas da África. O Brasil recebeu cerca de 40% de todos os escravizados na África naquele período. Se tomarmos tão somente o peso demográfico dos africanos e seus descendentes na História do país, a obrigatoriedade em vigor justifica-se por si só. Africanos e seus descendentes construíram este país, e não há história econômica sem que se considerem seus braços e saberes, história da língua sem que se escutem suas palavras, história da música sem que se ouçam seus batuques e melodias ou história política sem que se entendam seus conceitos. O Brasil, como afirmou o historiador Luiz Felipe de Alencastro, é mais bem compreendido como um “país africano”.

Ao construir um argumento pretensamente baseado na liberdade, o PL 1.007/2025 escamoteia, na prática, a reclusão de horizontes pedagógicos consolidados a partir de uma luta antirracista forjada ao longo de mais de um século em nosso país. Ao tornar “voluntária” a participação no estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena, o PL fragiliza o ensino desses conteúdos, abrindo espaço à recomposição de um cenário eurocêntrico, em que hierarquias sociais e raciais eram naturalizadas sob a retórica da “democracia racial”. O país, pelo contrário, precisa avançar. Pesquisa conduzida pelo Instituto Geledés e parceiros sugere que 53% dos municípios brasileiros não cumprem o artigo 26A da LDB e que apenas 8% das secretarias municipais têm orçamento para viabilizá-lo. A execução da lei ainda depende da dedicação individual de educadores, sobretudo negros, que continuam a esbarrar num aparato estatal desacostumado a repensar suas próprias estruturas, como no vergonhoso caso por que passou o professor César Mendes no município de Ilhabela, entre tantos outros nos últimos anos.

F**a claro, assim, que o PL 1.007/2025, em conhecido artifício do reacionarismo contemporâneo, esconde-se sob o manto da proteção às liberdades para esvaziar por completo a lei. Ao contrário, é pela luta centenária por liberdade, justiça e direitos que a lei deve permanecer intacta e reforçada, com mais recursos, se quisermos aprofundar a construção de uma educação democrática em nosso país.

Amilcar Pereira é professor da UFRJ e diretor de relações étnico-raciais e de pautas antirracistas da ANPUH-Brasil;
Marcos Leitão de Almeida é professor da USP e secretário-geral da ANPUH-Brasil.

Ensino da cultura afro-brasileira fortalece a democracia Apesar de avanços, o racismo continua estruturando as relações sociais em nosso país, inclusive nas escolas

17/06/2026

🏆 Sua pesquisa pode ganhar destaque nacional!

Estão abertas as inscrições para o 10º Prêmio de Tese de Doutorado e o 1º Prêmio de Dissertação da ANPUH Prof. Manoel Luiz Salgado Guimarães.

Podem concorrer trabalhos defendidos entre 1º de novembro de 2024 e 30 de maio de 2026 em Programas de Pós-Graduação em História. As obras vencedoras serão publicadas em formato e-book, e os trabalhos classificados em segundo e terceiro lugares receberão Certificação de Mérito Científico.

📅 Inscrições até 31 de agosto de 2026.

🔗 Consulte o edital completo para conhecer os requisitos, critérios de avaliação e documentação necessária. Acesse o link na bio.

Photos from ANPUH's post 26/05/2026

Associações acadêmicas existem para defender os interesses do associados, trabalho que a ANPUH exerce desde a sua criação em 1961.

A ANPUH é uma associação científica que congrega professores e pesquisadores de História e tem por objetivos: o aperfeiçoamento do ensino de História em seus diversos níveis; o estudo, a pesquisa e a divulgação historiográfica e a defesa das fontes e manifestações culturais de interesse para os estudos históricos.

Para citar um exemplo: por longos anos a ANPUH requereu a regulamentação da profissão de historiador/a, que foi uma grande conquista aprovada com a publicação da Lei N.º 14.038, de 17 de agosto de 2020. Mais recentemente, a associação tem feito esforços junto ao Governo Federal para incluir o código específico de historiadores em concursos públicos, o que aumentaria a oportunidade de trabalho para a categoria.

A associação tambem permite o acesso a informações relativa aos Grupos de Trabalho (GT) que epromovem ações e pesquisas em areas específicas do conhecimento histórico. Além disso, sendo associado(a), a pessoa também tem direito a participação e descontos nas inscrições das atividades promovidas pela associação, como os eventos de cada seção estadual da ANPUH e o SNH (Simpósio Nacional de História).

Para saber mais navegue pelo site da ANPUH nas abas QUEM SOMOS e FILIAÇÕES, você encontra mais detalhes: www.anpuh.org.br (link na bio)

Photos from ANPUH's post 25/05/2026

Comunidade arquivística reunida: começa AMANHÃ a 2ª Conferência Nacional de Arquivos! 🤝🏛️

Depois de 15 anos da realização da 1ª conferência Nacional de Arquivos, em dezembro de 2011, Brasília volta a ser palco de uma 2ª conferência. Na capital federal, a comunidade Arquivística - servidores dos arquivos, pesquisadores, usuários, professores - se reúnem entre os dias 26 a 28 de maio para debater os rumos e a construção de uma política nacional de arquivos.

Após 23 etapas estaduais e 10 etapas livres, cerca de 500 pessoas entre delegados natos, delegados eleitos, delegados indicados, convidados, observadores e autoridades governamentais estarão juntas nessa empreitada que não termina ao final desses três dias. Mas será o início da construirmos pontes políticas para implementação e efetivação das propostas que sairão desta conferência. Numa atuação em conjunto do FNARq, FEPARQ, Anpuh e do Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro divulgamos aqui uma série de cards com alguns dos principais temas em debate nos próximos dias.

22/05/2026

📚 A História do Antirracismo! - Novo curso disponível na ANPUH Escola

Ministrado por Amílcar Araújo Pereira (UFRJ) e Fernanda Oliveira da Silva (UFRGS), o curso aborda aspectos panorâmicos da história e da historiografia do movimento negro brasileiro, com ênfase nas lutas políticas e culturais no pós-abolição.

Uma oportunidade para aprofundar reflexões sobre pensamento antirracista, movimentos sociais e a construção histórica das lutas por direitos e cidadania no Brasil.

🎓 Curso pago com certificado de conclusão
📢 Associados da ANPUH têm desconto

Confira detalhes sobre a ementa, bibliografia e formas de pagamento em:

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Photos from ANPUH's post 21/05/2026

Nota de Pesar - Falecimento do historiador Carlos Guilherme Mota

A ANPUH expressa pesar com o falecimento do historiador Carlos Guilherme Mota, professor emérito da USP e ganhador do Prêmio Machado de Assis. Nascido em São Paulo em 1941, Mota se graduou em História pela USP em 1963, fez mestrado em história moderna e contemporânea na mesma universidade em 1967 e concluiu o doutorado, também na USP, em 1970.

Foi professor titular de história contemporânea na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP, da qual era professor emérito, e professor titular da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde lecionou História da Cultura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

Pensador inquieto e instigante, dedicou sua vida a questionar os mitos da conciliação nacional, denunciando as desigualdades, o clientelismo e as estruturas de poder que atravessam nossa história. Em obras fundamentais, como Ideologia da cultura brasileira e História do Brasil – uma interpretação, escrita ao lado de Adriana Lopez, Carlos Guilherme Mota buscou compreender quem somos como nação, reunindo crítica, sensibilidade histórica e compromisso democrático. Seu pensamento dialogou com grandes intelectuais brasileiros e ajudou a formar gerações de pesquisadores, professores e leitores.

Sua obra permanece como legado vivo e valioso instrumento de reflexão, resistência e esperança, lembrando que conhecer a história é também enfrentar nossas contradições e construir possibilidades de transformação social.

Photos from ANPUH's post 16/05/2026

📚 Um patrimônio da educação brasileira precisa de atenção — e de solidariedade.

Na última semana, a Biblioteca Celso de Rui Beisiegel, da Faculdade de Educação da USP, sofreu um sério dano: uma empresa contratada para reformar o telhado deixou o prédio desguarnecido, e as chuvas do domingo (10/05) invadiram o espaço, atingindo livros, obras raras e materiais preciosos para a pesquisa e o ensino em todo o Brasil.

Desde então, um mutirão de docentes, funcionárias/os, estudantes e voluntárias/os trabalha incansavelmente, livro a livro, para recuperar o acervo. Uma demonstração concreta do que a comunidade universitária é capaz quando se une em defesa do conhecimento e do patrimônio público.

A responsabilidade pelo ocorrido é da empresa contratada — e as providências cabíveis já estão sendo tomadas. Mas o trabalho de recuperação continua, e toda ajuda é bem-vinda: presença, materiais ou simplesmente compartilhar esta publicação.

Deslize para saber mais 👉 e veja como você pode contribuir.

🔗 Confira uma matéria completa completa sobre o assunto no link a seguir (disponível na bio): https://adusp.org.br/universidade/biblioteca-feusp/

11/05/2026

Com profundo pesar, a ANPUH-CE presta homenagem a José Hilário Ferreira Sobrinho, cientista social, historiador, militante do movimento negro e referência fundamental nos estudos sobre história e cultura negra no Ceará.

Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a luta antirracista, pela valorização da memória da população negra e pela construção de uma historiografia comprometida com as questões étnico-raciais. Militante do MNU-CE, fundador do GRUCON e do jornal negro Malemba, José Hilário deixa uma contribuição inestimável para a pesquisa, a militância e a formação de novas gerações.

Sua voz, sua escrita e sua luta permanecerão vivas na memória da historiografia cearense e dos movimentos sociais negros.

Aos familiares, amigos, amigas, colegas e companheiros de caminhada, manifestamos nossa solidariedade neste momento de dor.

José Hilário presente!

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