20/06/2026
“Miki, vale a pena pagar particular se o meu convênio cobre acupuntura?” É uma pergunta legítima, e a resposta honesta é: depende do que você está buscando.
O convênio cobre o procedimento. Você chega, recebe um protocolo padrão de agulhas baseado na sua queixa principal, e vai embora em 20, 30 minutos. Para algumas situações, isso resolve.
Mas a acupuntura dentro da medicina tradicional chinesa não funciona por queixa, ela funciona por padrão. E identificar o seu padrão energético leva tempo, escuta e uma consulta de diagnóstico que raramente está inclusa no convênio.
Na prática, o que muda no atendimento particular: A sessão começa antes das agulhas. A consulta de diagnóstico energético mapeia como o seu corpo está circulando energia: onde está travado, onde está drenando, o que está gerando os sintomas que você sente. Só depois disso a conduta de tratamento é definida. E ela é definida para você, não para a sua queixa.
O tempo dentro da sessão é diferente. 60 a 75 minutos, de muita atenção, técnica e entrega, onde o sistema nervoso tem espaço para realmente reorganizar, não 30 minutos cronometrados.
O processo tem continuidade. Técnicas complementares como moxabustão entram quando fazem sentido para o seu padrão. As sessões se acumulam em cima umas das outras. O tratamento evolui conforme você evolui.
Não estou dizendo que o convênio é ruim. Estou dizendo que são produtos diferentes e que entender essa diferença antes de escolher protege o seu tempo, o seu dinheiro, o seu processo e sua saúde.
Se você tiver dúvidas sobre como funciona o atendimento particular, me manda uma mensagem👇
03/06/2026
O medo da agulha é o motivo nº 1 pelo qual as pessoas evitam a acupuntura.
E faz todo sentido, porque quando a gente pensa em agulha, pensa logo naquela de injeção que dói e que a gente desvia o olhar só de ver. Mas a agulha de acupuntura é OUTRA COISA.
Ela tem 0,25mm de espessura. Para ter uma referência real, um fio de cabelo tem 0,07mm. A diferença entre os dois é quase imperceptível.
Enquanto a agulha de injeção é oca e corta o tecido para passar líquido, a agulha de acupuntura é sólida e tão fina que simplesmente afasta as fibras — sem rasgar, sem machucar.
A maioria das pessoas sente apenas uma leve pressão. Algumas não sentem nada e outras até adormecem durante a sessão.
Se o medo da agulha já te fez adiar um cuidado que você sabia que precisava, agora você tem a informação que faltava. Agende a sua sessão pelo link da bio.😉
27/05/2026
Em 2023 foi publicado um artigo na PLOS ONE, que fez uma revisão importante mapeando vários estudos feitos a cerca do uso da acupuntura especificamente em veteranos militares com transtorno de estresse pós-traumático. O que os pesquisadores observaram foi revelador: a acupuntura atuou na insônia, na dor crônica, na ansiedade e na regulação emocional. Sem medicação, sem efeitos colaterais, sem dependência.
O mecanismo é direto: os estímulos nos pontos de acupuntura sinalizam ao sistema nervoso que o perigo passou. Dessa forma, o corpo sai do modo alerta e começa a se reorganizar.
O que chama a atenção não é o resultado nos soldados, mas perceber que esse mesmo mecanismo está presente em qualquer pessoa que vive sob pressão constante. Ansiedade que não abranda, sono fragmentado, dores e desconforto sem causa aparente, cansaço que não passa com descanso.
O nosso sistema nervoso não mede a gravidade do que vivemos, ele só registra o que ainda não foi processado… E é exatamente aí que a acupuntura trabalha.
Você não precisa ter sobrevivido a uma guerra para precisar de cuidados.
Agende a sua sessão através do link da bio.
📌 Referência: Seung HB, et al. Acupuncture for military veterans with posttraumatic stress disorder and related symptoms after combat exposure. PLOS ONE, 2023. DOI: 10.1371/journal.pone.0273131
20/05/2026
“Miki, mas quantas sessões eu vou precisar?”
A resposta honesta é: depende do que o seu corpo está carregando.
Quem chega em crise, com dor aguda e sintomas físicos intensos geralmente começa com 2x por semana porque o corpo precisa de estímulo frequente para sair do estado de alarme.
Já quando os sintomas são mais profundos ou crônicos, como ansiedade, insônia, desequilíbrios emocionais que já duram meses, o ritmo costuma ser 1x por semana, pois aqui é um trabalho de camadas. Não tem atalho, mas tem resultado.
Conforme o corpo vai respondendo, a frequência diminui. A cada 2-3 semanas pra refinar. Uma vez por mês para manter. E quando você chega no topo dessa pirâmide é porque o seu corpo aprendeu a se equilibrar.
Esse é o objetivo: não te deixar dependente de mim e te devolver pra você mesma.
E se você ainda não sabe em qual etapa está, me manda uma mensagem. A gente descobre juntas. Agende a sua sessão pelo link da bio.