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22/06/2026

Bora refletir um pouco sobre a atual guerra contra o Irã?
Gosta dessas análises? Compartilhe meu trabalho por aqui!

17/06/2026

Eu estava no segundo período do curso de História quando li esse livro que mudou minhas perspectivas sobre a História. A abordagem da micro-história descortinou as conexões entre uma vila e o mundo, entre o mercador e o rei, apresentou, para mim, a circularidade cultural. Carlo Ginzburg, que hoje faleceu com 84 anos, despertou em mim, lá em 2009, o desejo de entender o mundo. Utópico desejo que era, hoje tenho mais perguntas que respostas, mas penso que é assim que tem que ser. Entendi com Ginzburg que é assim que tem que ser.

Perguntar como profissão, questionar com método, pensar e fazer pensar como exercício diário… pareciam ser coisas incríveis que eu quis decidir que eram para mim.

A micro-história parte da ideia de que o estudo aprofundado de um indivíduo, de uma comunidade ou de um acontecimento aparentemente pequeno pode revelar aspectos amplos da sociedade de uma época. Em vez de analisar ap***s reis, guerras ou grandes estruturas econômicas, Ginzburg investigou a vida de Menocchio, um simples moleiro do século XVI perseguido pela Inquisição. A partir de seus depoimentos, o historiador reconstruiu suas crenças, suas leituras e sua visão de mundo.

O caso de Menocchio revela que a cultura popular não é ap***s uma repetição passiva das ideias das elites religiosas e intelectuais, mas tem agência, autonomia, particularidades.

Sou muito grato ao trabalho de Ginzburg e sugiro muito que, se você ainda não conhece seu trabalho, que o faça o quanto antes! 💙📖

17/06/2026

Assim eram as latas de Coca Cola na década de 1930.

A Coca-Cola foi criada em 1886 por John Pemberton, um farmacêutico, inicialmente como um xarope patenteado para venda em farmácias. A fórmula original continha extrato de folhas de coca (a planta de onde a co***na é derivada) e nozes de cola (que contêm cafeína), mas as quantidades e a presença desses ingredientes foram reduzidas ao longo do tempo.

A relação da Coca-Cola com as guerras mundiais é importante, pois foi principalmente pela sua associação com os Estados Unidos e sua cultura que ela se tornou tão popular.

Durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, a Coca-Cola se tornou um símbolo consumido pelos soldados estadunidenses, sendo fornecida como parte das rações e estando presente em várias frentes de guerra.

Houve patrocínio e incentivo do governo para que isso acontecesse. Isso contribuiu para a percepção da bebida como um ícone da cultura estadunidense e uma legítima representante do “American Way of Life”.

15/06/2026
14/06/2026

Votar é uma conquista histórica feita de maneira processual e a duras p***s. Em 2026, é fundamental honrarmos os valores verdadeiramente democráticos e republicanos.

Photos from filipe_queirozcampos's post 13/06/2026

O El Niño mais forte da história durou 13 meses. O próximo pode ser ainda pior.

O El Niño de 1997 a 1998 é o marco zero da intensidade extrema. Naquele evento, as águas do Pacífico Equatorial ficaram até 5°C acima da média. O resultado foi secas, enchentes, incêndios e epidemias em escala planetária: cerca de 23 mil mortes e US$ 5,7 trilhões em prejuízos econômicos nos cinco anos seguintes. O fenômeno aqueceu a temperatura global do ar em 1,5°C e destruiu 16% dos recifes de coral do mundo.

O El Niño de 2015 a 2016 chegou perto. Pelo índice ONI, principal medida científica de intensidade, registrou pico de +2,6°C de anomalia, ligeiramente acima dos +2,3°C de 1997. Mesmo assim, seus efeitos foram menores porque o aquecimento ficou concentrado no Pacífico central, enquanto em 1997 ele dominou também o leste, atingindo com muito mais força as costas da América do Sul.

Agora, os modelos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF) projetam anomalias de 3°C a 4°C para o fim de 2026, com cenários extremos chegando a 4°C. A probabilidade de formação já supera 90%. Alguns modelos americanos chegam a apontar este como o El Niño mais intenso já registrado em 150 anos de medições.

O dado mais importante não é esse. É o contexto. Em 1997, o planeta já estava quente. Em 2026, está muito mais quente. Os oceanos acumulam mais energia. A atmosfera retém mais calor. Isso significa que a mesma anomalia oceânica produz impactos maiores hoje do que há 30 anos.

Nas palavras do climatólogo Daniel Swain, da Universidade da Califórnia: “Nunca na história moderna enfrentamos um El Niño forte com um planeta tão quente.”

O recorde de 1997 levou o mundo de surpresa. O de 2026 está sendo anunciado com meses de antecedência.

Photos from filipe_queirozcampos's post 11/06/2026

A explosão das bombas atômicas, que ocorreu sobre as cidades japonesas de Hiroshima em 6 de agosto de 1945 e Nagasaki em 9 de agosto de 1945, deixou várias sombras impressionantes. Essas sombras foram o resultado de uma característica única e trágica das explosões nucleares.

As bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial foram chamadas de “Little Boy” (em Hiroshima) e “Fat Man” (em Nagasaki). Ambas as bombas utilizavam a fissão nuclear para liberar uma quantidade incrível de energia em uma fração de segundo. As explosões foram tão intensas que literalmente queimaram e vaporizaram tudo em seu epicentro.

A bomba de Hiroshima matou 70 mil pessoas instantaneamente. A de Nagasaki, 40 mil.

O que tornou essas sombras tão distintas e comoventes foi o fato de que, nos locais onde pessoas, objetos e estruturas bloqueavam a luz intensa e calor da explosão, suas formas foram temporariamente preservadas nas superfícies atrás deles. Essa preservação aconteceu porque a radiação térmica das explosões queimou e escureceu as superfícies ao redor dos objetos que bloquearam a luz.

O exemplo mais conhecido é o caso das sombras humanas deixadas em paredes e calçadas. Quando a bomba explodiu sobre Hiroshima e Nagasaki, as pessoas que estavam em pé ou sentadas ao ar livre foram instantaneamente vaporizadas pela explosão, mas suas sombras permaneceram nas superfícies onde estavam. Isso ocorreu porque a radiação térmica foi bloqueada pelo corpo das vítimas, deixando uma impressão escura na parede ou no chão.

Essas sombras tornaram-se símbolos trágicos dos horrores das armas nucleares e do sofrimento humano causado por elas. Elas servem como lembretes impactantes do poder destrutivo dessas armas e da importância de buscar a paz e evitar conflitos que possam levar a tais consequências devastadoras. As sombras das vítimas permanecem como um lembrete sombrio e comovente das consequências terríveis da guerra.

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Photos from filipe_queirozcampos's post 09/06/2026
08/06/2026

A Força Expedicionária Brasileira (FEB) tinha cerca de 25.334 militares e capturou mais de 20 mil soldados alemães e italianos, incluindo dois generais, ao longo de suas 239 ações de combate. Entre os militares brasileiros, houve 443 mortos e mais de 2.000 feridos. A FEB destacou-se, principalmente, pela sua capacidade de adaptação e pelo fato de ser a única força militar latino-americana a participar ativamente no front europeu durante a Segunda Guerra.

Aproveitando a escuridão da noite, militares do 2º Grupo do 1º Regimento de Obuses Auto Rebocados (II/I ROAuR), atual 21º Grupo de Artilharia de Campanha (21º GAC), sediado em Niterói (RJ), ocuparam posição de tiro nas encostas do Monte Bastione.

O atirador da 2ª Peça da 1ª Bateria do II/I ROAuR, cabo Adão, disparou o primeiro tiro de artilharia da FEB na Itália, às 14 horas e 22 minutos. Também herói de guerra, o soldado Francisco de Paula, que compunha a mesma Linha de Fogo, teve sua imagem carregando a munição de um obuseiro 105mm notabilizada em diversas publicações, sendo uma das cenas mais emblemáticas da FEB.

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06/06/2026

“Em 1944, um membro do Sonderkommando em Auschwitz chamado Alberto Errera tirou fotografias do cotidiano no campo de extermínio com uma câmera que foi contrabandeada para dentro do campo. As fotos foram repassadas para a resistência polonesa e serviram como alerta para o mundo do que ocorria nesses espaços. Aqui, uma pilha de corpos é queimada pelo Sonderkommando” (“O povo de Hitler”, p. 226).

Na Alemanha nazista, os Sonderkommandos (do alemão, “comandos especiais”) eram grupos de prisioneiros, quase sempre judeus, forçados pelos nazistas a trabalhar nos campos de extermínio, especialmente em Auschwitz-Birkenau.

Os membros dos Sonderkommandos não participavam das decisões nem dos assassinatos; eles próprios eram vítimas do sistema nazista e atuavam sob ameaça constante de morte. Para impedir testemunhos sobre o genocídio, os nazistas costumavam executar periodicamente os integrantes desses grupos e substituí-los por outros prisioneiros.

Em outubro de 1944, ocorreu uma importante revolta dos Sonderkommandos em Auschwitz-Birkenau. Alguns prisioneiros conseguiram destruir parcialmente um crematório e enfrentaram os guardas alemães. A revolta foi reprimida, e muitos participantes foram mortos, mas o episódio tornou-se um símbolo de resistência dentro dos campos de extermínio.

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