Entrevista com António Muchanga aqui na nossa tela...
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12/06/2026
A Barragem de Cahora Bassa é uma das maiores obras de engenharia de África e está localizada no rio Zambeze, na província de Tete, em Moçambique. Foi construída durante o período colonial português com o objetivo principal de produzir energia hidroelétrica para a África Austral.
Origem do projeto
Nos anos 1950 e 1960, o governo colonial português estudou o potencial do rio Zambeze para produção de energia. A garganta de Cahora Bassa foi considerada ideal para a construção de uma grande barragem devido à força e ao volume das águas do rio.
Construção (1969–1974)
A construção começou oficialmente em 1969. Milhares de trabalhadores participaram na obra, que envolveu empresas portuguesas e internacionais. Na época, era uma das maiores barragens do mundo e o maior projeto de infraestrutura alguma vez realizado em Moçambique.
Durante a luta de libertação nacional, a guerrilha da FRELIMO realizou ataques contra algumas infraestruturas ligadas ao projeto, considerando a barragem um símbolo do domínio colonial português.
Independência de Moçambique
A barragem foi concluída em 1974, pouco antes da independência de Moçambique, que ocorreu em 25 de junho de 1975. O enchimento da albufeira começou ainda em 1974.
Apesar da independência, Portugal manteve durante décadas o controlo maioritário da empresa hidroelétrica responsável pela barragem.
Guerra Civil (1977–1992)
Durante a Guerra Civil Moçambicana, as linhas de transporte de energia foram repetidamente sabotadas, interrompendo o fornecimento de eletricidade para a África do Sul. Muitas torres de transmissão foram destruídas e tiveram de ser reconstruídas após a guerra.
Reversão para Moçambique
Um dos momentos mais importantes da história de Cahora Bassa ocorreu em 2007. Após longas negociações, o Estado moçambicano assumiu o controlo da hidroelétrica, passando a deter a maioria das ações da empresa. O então Presidente Armando Guebuza classificou este acontecimento como a "segunda independência económica de Moçambique".
Importância económica
Atualmente, a barragem possui uma capacidade instalada de cerca de 2.075 MW e fornece energia para Moçambique e vários países da região, especialmente a África do Sul. A albufeira de Cahora Bassa é uma das maiores de África, com cerca de 270 km de comprimento.
Impactos sociais e ambientais
A construção da barragem obrigou à deslocação de dezenas de milhares de pessoas. Além disso, alterou o regime natural das cheias do rio Zambeze, afetando comunidades agrícolas, pescadores e ecossistemas ao longo do vale do Zambeze.
Por:
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Em 2017, Venâncio Mondlane, ainda membro do MDM, criticou o governo da Frelimo pela situação das populações que continuavam a viver em zonas de risco....
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12/06/2026
Não me recordo da data exata, mas foi no dia em que Venâncio Mondlane saiu de Maputo com destino à base central de Satungira, na serra da Gorongosa, onde Afonso Dhlakama se encontrava por questões de segurança.
Segundo relatos, Dhlakama, já com a saúde fragilizada, depositou a sua confiança em Venâncio Mondlane e chamou-o para um encontro na base central de Satungira, em Serra da Gorongosa. Ali, mantiveram uma conversa profunda sobre a situação política do país. Foi um diálogo reservado, sem a presença de jornalistas, marcado pela troca sincera de ideias e preocupações sobre o futuro de Moçambique.
Ao revisitarmos essa memória, surge uma reflexão importante: Afonso Dhlakama foi um dos líderes políticos que, para muitos, nunca se deixou comprar. Sempre afirmou lutar pela verdade e pelo povo, sem recuar perante pressões. Hoje, muitos veem em Venâncio Mondlane essa mesma postura firme — mesmo enfrentando críticas e ataques, mantém-se firme nas suas convicções. Tentaram comprá-lo, mas não conseguiram. E, como se diz, “não é não”.
Dhlakama dizia frequentemente que um dia surgiria outro Dhlakama, alguém que continuaria a lutar pelo povo moçambicano. Para alguns, essa esperança renasce sempre que surge uma liderança determinada a enfrentar desafios sem medo.
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Nesse dia, António Muchanga protagonizou um momento marcante na Assembleia da República, deixando Beatriz Buchili visivelmente sorridente após ter sido habilmente confrontada e “aprontada” durante o debate. A sua intervenção firme e carregada de argumentos acabou por arrancar reações inesperadas, transformando o ambiente tenso num momento de destaque político.
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Actualize-se sobre a guerrilha da RENAMO nos finais da guerra civil moçambicana. Nessa fase, vários representantes da comunidade internacional, jornalistas e observadores deslocaram-se às zonas controladas pela guerrilha para conhecer de perto a realidade vivida pelos combatentes. As visitas permitiram observar as condições de vida nas bases, a organização militar e o ambiente que antecedeu as negociações de paz, contribuindo para uma maior compreensão do conflito por parte da comunidade internacional.
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11/06/2026
A FRELIMO tentou, durante décadas, difamar e manchar a imagem destes homens — os verdadeiros Guerreiros da RENAMO. Tentou apagá-los da história, rotulá-los como criminosos, mas nunca conseguiu esconder a verdade. Diferente do que hoje vemos com certas forças repressivas, estes homens nunca cobriram os rostos. Sempre lutaram de cara limpa, assumindo as suas convicções e a causa que defendiam.
Desde 1977 até 2018, foram 41 anos de resistência firme, lado a lado com Afonso Dhlakama, um líder que acreditava numa democracia completa, verdadeira e inclusiva em Moçambique. Durante todo esse período, nenhum deles se escondeu, nem mesmo quando a propaganda do regime os pintava como “bandidos armados” ou “inimigos da pátria”.
A verdade é que não lutavam para destruir Moçambique, como a FRELIMO tentou fazer o mundo acreditar. Pelo contrário: lutavam para libertar o país do monopólio do poder, da opressão política e da exclusão. Pagaram um preço alto por isso — perseguições, mortes, exílio, fome e sofrimento — apenas por exigirem justiça e alternância democrática.
A RENAMO foi sujada sistematicamente, dentro e fora de Moçambique. A máquina do Estado trabalhou para criminalizar o movimento a nível nacional e internacional, atribuindo-lhe todo o tipo de crimes, muitas vezes sem provas, apenas para justificar a repressão e manter o poder absoluto.
Tudo isso aconteceu porque a FRELIMO nunca quis uma democracia justa. Sempre temeu o voto livre, a consciência do povo e a verdade histórica. Preferiu governar pela força da propaganda, do medo e das armas, em vez do diálogo sincero e da igualdade política.
Hoje, ao recordar estes homens, é impossível negar:
👉🏽 Eles não eram bandidos. Eram combatentes da democracia.
👉🏽 Não se esconderam porque acreditavam no que defendiam.
👉🏽 A história não pode continuar a ser contada por quem tentou silenciá-los.
A luta continua na memória do povo, porque o melhor de Moçambique são os moçambicanos que nunca se venderam.
✊🏽 Viva a verdade. Viva a memória. Viva a democracia.
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Foi naquele dia em que Venâncio Mondlane chamou a atenção da presidente da assembleia da República pelo seu mau comportamento - e ela ficou tão desconcertada que quase chorou.
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10/06/2026
2013: Uma mulher combatente da RENAMO recebia treinamento militar nas matas da Base Central de Satunjira, em Gorongosa. Na imagem, ela aprendia a manusear uma arma do tipo AK-47, no contexto das atividades militares desenvolvidas naquela base.
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25 de Junho de 1975: Samora Machel toma posse como o primeiro Presidente de Moçambique independente, assinalando o nascimento de uma nova nação livre e soberana. Este momento histórico marcou o fim do domínio colonial e o início de uma nova era de esperança, unidade e construção do Estado moçambicano.
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