Universidade Pedagógica de Maputo - UPM

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A UP é uma Universidade pública moçambicana que tem a principal missão de formar professores e quadros da educação com nível superior.

A Universidade Pedagógica de Maputo (UPM) é uma instituição social de utilidade pública vocacionada à formação de professores, quadros de Educação e áreas afins de nível superior, com competência para leccionar, realizar pesquisa e prestar serviços na área de Educação e outros sectores. Foi criada em 1985 como Instituto Superior Pedagógico (ISP) pelo Diploma Ministerial n.º 73/85, e transformada e

05/06/2026

*Hoje 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente* recordo duas reflexões que permanecem extraordinariamente actuais. “ A natureza criou um tapete sem fim que cobre a superfície da Terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, excepto o ser humano". A frase do escritor brasileiro Monteiro Lobato destaca, de forma poética, a harmonia inerente das espécies com o ambiente, contrastando com o impacto destrutivo da acção humana. Já em 1984, Carlos Drummond de Andrade escrevia… de cada cem árvores antigas restam cinco testemunhas acusando o inflexível carrasco secular. Restam cinco, não mais. Resta o fantasma da orgulhosa floresta primitiva…” As palavras de Lobato e Drummond continuam actuais. O dinheiro, na medida certa, é indispensável: financia o progresso, a educação, a cultura e o bem-estar. Porém, *a busca incessante por riqueza, poder, prestígio e glória alimenta a ganância e uma lógica de exploração sem limites* . Consumismo, poluição e desflorestação. JF

Bolsas de Mobilidade ERASMUS para Docentes e Estudantes 05/06/2026

ERASMUS+ | Candidaturas Abertas para Mobilidade do Pessoal Docente e Estudantes na Alexandru Ioan Cuza University of Iași (Roménia)

O Gabinete de Cooperação (GC) apresenta os seus melhores cumprimentos e vem através desta anunciar a chamada para candidaturas à bolsas oferecidas pela Alexandru Ioan Cuza University of Iasi (Romênia) no âmbito do Programa Erasmus + para o pessoal docente e estudantes.

I. Mobilidade do Pessoal Docente

A mobilidade do pessoal docente poderá ser realizada durante o semestre de outono ou primavera do ano académico de 2026-2027, excluindo os períodos de férias (calendário acadêmico em anexo) e as épocas de exames. Informações adicionais, como o período exato da mobilidade, serão definidas posteriormente. A duração da mobilidade de pessoal docente é de 5 dias úteis consecutivos (ou seja, de segunda a sexta-feira).



II. Mobilidade de curta duração de estudantes



OPÇÕES DE FORMATO DE MOBILIDADE

Os estudantes poderão realizar a mobilidade numa das seguintes modalidades:

Como participantes numa seleção de disciplinas ministradas em língua inglesa; ou
Como participantes num dos Programas Intensivos Mistos Programe intensive mixte Erasmus (BIP) - Universitatea „Alexandru Ioan Cuza” din Iași cujos temas e datas serão comunicados posteriormente.


PERÍODO DE MOBILIDADE

A mobilidade poderá decorrer durante o semestre de outono ou de primavera do ano académico 2026–2027. A duração da mobilidade pode variar entre aproximadamente uma semana e até o período de 12 meses. A estrutura do próximo ano académico será semelhante à do ano em curso (calendário acadêmico em anexo).

Informações adicionais, como o período exato da mobilidade e a seleção das disciplinas, serão definidas posteriormente.



I. Para o pessoal docente:

1. B.I ou Passaporte

2. C.V (em inglês)

3. Declaração (a ser solicitado ao GC por e-mail com as seguintes informações: nome completo, scan do Passaporte ou B.I, nível académico, nome da faculdade, cargo que ocupa (se tiver)

4. Teaching Mobility Agreement /Training Mobility Agreement (em anexo) preenchido e assinado pelo candidato e o Gabinete de Cooperação.

5. Consent for personal data processing (em anexo) assinado.



III. Para estudantes (Programa de Graduação ou Pós-Graduação)



1. B.I ou Passaporte

2. Student Application Form (em anexo) preenchido.

3. Learning Agreement for Studies / Learning Agreement for

Traineeships (preenchido com informações sobre o estudante e a universidade de origem,

na secção «Antes da mobilidade» – Tabela A, e assinado pelo estudante e pelo Gabinete de Cooperação.

4. Histórico escolar (traduzido para inglês)

5. Declaração (a ser solicitado ao GC por e-mail com as seguintes informações: nome completo, número do passaporte ou B.I, curso, nome da faculdade, ano de frequência do Programa).



É de salientar que a bolsa inclui para todos os participantes: subsídio de subsistência para o período efectivo da mobilidade, acrescido de dois dias adicionais para viagem e do subsídio de deslocação.

N.B. O candidato deve ter conhecimentos da língua inglesa (falado e escrito fluentemente).

As candidaturas estarão disponíveis até a próxima quarta-feira, 10 de Junho de 2026 e devem ser enviadas para o e-mail do GC: [email protected]


Para informações adicionais, por favor contacte a equipe do GC da UP-Maputo pelo e-mail: [email protected]
ou consulte o site da Universidade pedagógica através do link: https://www.up.ac.mz/anuncios/bolsas-de-mobilidade-erasmus


Em anexo, o calendário académico e os documentos de candidatura a serem preenchidos (em inglês).

P.s. Agradecemos antecipadamente o apoio e a colaboração das Faculdades na disseminação desta informação junto dos estudantes.

Saudações acadêmicas,

Carmélia Chemana

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Gabinete de Cooperação

Universidade Pedagógica de Maputo

Moçambique

Tel. Escritório: +(258) 842025416

Bolsas de Mobilidade ERASMUS para Docentes e Estudantes A Universidade Pedagógica de Maputo forma técnicos superiores com qualidade, promovendo ensino, pesquisa e extensão para o desenvolvimento sustentável.

05/06/2026

100 selected participants will be invited to present their work this November. By participating, your students will have the opportunity to:

• Showcase their projects to a global audience
• Be eligible for a share of the $100,000 award pool
• Access funding to build their project with industry partners

Travel and accommodation support is provided for selected participants, and applications are completely free of charge.

Useful links
Application Form
Entry Guide – for support in preparing a submission

Final deadline: 3 August 2026

If you have any questions, please do not hesitate to get in touch or book a call with me here.

Best wishes,

Ayesha Ali
University Relations Coordinator

E: [email protected]
P: +971 4 563 1423

100 participantes selecionados serão convidados a apresentar o seu trabalho neste novembro. Ao participar, os seus alunos terão a oportunidade de:

• Mostrar os seus projetos a um público global
• Ser elegíveis para uma parte do prémio de $100,000
• Aceder a financiamento para desenvolver o seu projeto com parceiros da indústria

O apoio para viagem e alojamento é fornecido aos participantes selecionados, e as candidaturas são completamente gratuitas.

Links úteis
Formulário de Candidatura
Guia de Inscrição – para apoio na preparação da submissão

Prazo final: 3 de agosto de 2026

Se tiver alguma pergunta, não hesite em entrar em contacto ou marcar uma chamada comigo aqui.

Com os melhores cumprimentos,

Ayesha Ali
Coordenadora de Relações Universitárias

E: [email protected]
T: +971 4 563 1423

Photos from Universidade Pedagógica de Maputo - UPM's post 04/06/2026

MÊS DA CRIANÇA NA UP-MAPUTO

CONGRESSO INTERNACIONAL DEBATE DESAFIOS DA PRIMEIRA INFÂNCIA EM MOÇAMBIQUE

Para marcar as celebrações do mês da criança, a Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) da UP-Maputo acolheu, no dia 2 de Junho corrente, o Congresso Internacional do Desenvolvimento da Primeira Infância Inclusivo, sob o lema: “Primeira infância - por um cuidado integral, domínio de saúde e aprendizagem precoce”. Esta iniciativa é da fundação FE integrada no projecto Mbalele-mbalele, que reúne instituições académicas e parceiros nacionais e internacionais, e tem como objectivo promover a reflexão sobre os desafios e perspectivas relacionadas com saúde, educação, nutrição, protecção e aprendizagem precoce das crianças em Moçambique.

Na abertura do Congresso, os intervenientes destacaram a importância de investir na primeira infância, considerada uma fase decisiva para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança. O director da FEP, Prof. Doutor Bonifácio Langa, alertou para os impactos que a falta de cuidados adequados pode ter no futuro das crianças e do país, e por sua vez Marta Miranda representante dos parceiros descreveu a criança como sujeito de direito.

Durante os painéis, especialistas das áreas de saúde e educação abordaram temas como nutrição infantil, a estimulação precoce, os cuidados parentais e a prematuridade. A enfermeira pediátrica Dra. Nolgia Machava sublinhou que os primeiros mil dias de vida são fundamentais para o desenvolvimento da criança e apelou ao reforço da amamentação, da alimentação adequada e do envolvimento das famílias no crescimento das crianças.

Por sua vez, a oficial técnica de saúde Felismina Alberto apresentou resultados de uma pesquisa realizada em uma unidade sanitária que demonstram a necessidade de melhorar o aconselhamento aos pais e cuidadores sobre práticas de estimulação precoce e desenvolvimento infantil.

Os participantes defenderam igualmente uma maior articulação entre os sectores da saúde, educação e protecção social para garantir melhores condições de vida as crianças moçambicanas. O Congresso serviu de plataforma de partilhas de experiências visando contribuir para a formação de estratégias que promovam o desenvolvimento integral da infância sendo que no primeiro dia o congresso aconteceu na Universidade Eduardo Mondlane e teve como financiador o Instituto Camões, a Escola Superior da Educação Paula Francinete de Portugal, e a Candela. (X)

Por:
GCI-UPM

04/06/2026
Photos from Universidade Pedagógica de Maputo - UPM's post 02/06/2026

CARTA DE BRASÍLIA
DEFENDE ACÇÃO CONCRETA NA COOPERAÇÃO ACADÉMICA BRASIL-ÁFRICA

O encerramento do 1.º Fórum de Reitores Brasil–África, realizado em Brasília, de 25 a 27 de maio último, ficou marcado pela leitura, aprovação e assinatura da Carta de Brasília, documento final que estabelece os principais compromissos e encaminhamentos para o fortalecimento da cooperação académica, científica, cultural, tecnológica e institucional entre o Brasil e os países africanos.

A UP-Maputo teve participação de destaque neste momento, através do seu Reitor, Prof. Doutor Jorge Ferrão, que integrou a comissão de redacção da Carta final do Fórum. O Reitor da UP-Maputo foi convidado, igualmente, para apresentar a Carta de Brasília diante dos participantes, juntamente com a Prof.ª Sandra Goulart, da Universidade Federal de Minas Gerais.

A apresentação do documento conferiu à UP-Maputo uma presença relevante não apenas como instituição participante, mas, também, como voz activa na definição dos princípios, prioridades e compromissos que deverão orientar uma nova etapa das relações académicas entre o Brasil e África. Assim, a Carta de Brasília afirma a necessidade de transformar a cooperação universitária num instrumento concreto de desenvolvimento, inovação, inclusão social e construção de capacidades.

No documento, representantes de universidades, entidades de pesquisa, associações académicas, organismos multilaterais, agências de fomento e instituições governamentais brasileiras e africanas reafirmam o compromisso com o fortalecimento da cooperação educacional, cultural, académica, científica, tecnológica, institucional e de inovação entre o Brasil e os países africanos.

A Carta reconhece o Fórum como um espaço de diálogo, intercâmbio de experiências e construção de perspectivas comuns, baseado nos princípios da reciprocidade, horizontalidade, solidariedade, complementaridade, respeito à diversidade e valorização da cooperação Sul-Sul. Trata-se de uma visão que procura superar relações assimétricas e afirmar uma cooperação construída entre parceiros, com benefícios partilhados e responsabilidades comuns.
Entre as prioridades estratégicas definidas no documento, destacam-se o fortalecimento das redes académicas e científicas entre o Brasil e os países africanos, a ampliação da mobilidade presencial e virtual de estudantes, pós-graduandos, docentes, pesquisadores, técnicos-administrativos e gestores, bem como o reforço da cooperação na extensão universitária com impacto social.

A Carta também coloca a formação de professores no centro da agenda Brasil–África, reconhecendo que a qualidade da educação depende, em grande medida, da capacidade de formar, actualizar e valorizar os profissionais que sustentam os sistemas educativos. Este ponto dialoga directamente com a missão histórica da UP-Maputo, enquanto instituição vocacionada para a formação de professores, produção de conhecimento educacional e apoio ao desenvolvimento do sistema nacional de educação.

Outro eixo relevante do documento é a promoção da ciência aberta, da internacionalização solidária e inclusiva, da formação técnica, científica e profissional orientada para o trabalho digno e a cidadania, bem como da educação aberta, incluindo o ensino híbrido, a semipresencialidade e as práticas pedagógicas mediadas por tecnologias. Estes compromissos apontam para uma cooperação mais moderna, mais acessível e mais ajustada aos desafios contemporâneos do ensino superior.

A Carta de Brasília identifica ainda áreas prioritárias para o desenvolvimento de pesquisa, tecnologia e inovação colaborativas. Entre elas estão o combate à fome e a segurança alimentar, o desenvolvimento agrário, a agricultura tropical e de precisão, a saúde e o bem-estar, o fortalecimento dos sistemas de saúde, o confronto às mudanças climáticas, a transição energética, as economias azul e verde, o uso estratégico de terras raras, a soberania e democratização digitais, a inteligência artificial ética e responsável, a integração de cadeias produtivas entre o Brasil e os países africanos, a juventude, a empregabilidade e o empreendedorismo.

Estes temas demonstram que o Fórum não se limitou à retórica da aproximação histórica entre Brasil e África. Pelo contrário, procurou definir uma agenda estratégica orientada para problemas concretos que afectam as sociedades contemporâneas.

A Carta propõe ainda a realização da segunda edição do Fórum até 2028, o diálogo com organismos nacionais e multilaterais de desenvolvimento e agências de fomento, a diversificação das fontes de financiamento para a cooperação académica e a facilitação da circulação de pessoas como incentivo à mobilidade académica.

Outro ponto de destaque é a valorização da diversidade linguística e a criação de espaços conjuntos para o desenvolvimento da proficiência linguística, tanto presencial quanto virtualmente.
Na mensagem final da Carta de Brasília, os participantes afirmam que não se pode mais adiar decisões nem aceitar que projectos comuns permaneçam apenas no plano das intenções. Diante das desigualdades que ainda marcam os países africanos e o Brasil, o documento conclama universidades, redes académicas e demais actores a assumirem um papel activo na co-criação e implementação imediata de iniciativas conjuntas.

Para a Universidade Pedagógica de Maputo, a participação na comissão de redacção e na apresentação pública da Carta representa um momento de elevado significado institucional. A UP-Maputo não apenas participou do Fórum, mas contribuiu directamente para a formulação da visão que deverá orientar os próximos passos da cooperação académica Brasil–África. Ao fazê-lo, reafirmou o seu compromisso com uma internacionalização activa, solidária e orientada para resultados concretos, colocando a educação, a ciência e a inovação ao serviço do desenvolvimento de Moçambique, de África e dos povos do Sul Global.

Por:
Alves Manjate, especial para o GCI-UPM

Photos from Universidade Pedagógica de Maputo - UPM's post 29/05/2026

*I FÓRUM DE REITORES BRASIL-ÁFRICA UP-MAPUTO ASSINA 10 ACORDOS DE COOPERAÇÃO COM INSTITUIÇÕES BRASILEIRAS*

A Universidade Pedagógica de Maputo assinou, durante o 1.º Fórum de Reitores Brasil–África, realizado em Brasília, um conjunto de 10 instrumentos de cooperação com instituições brasileiras de ensino superior e de articulação universitária. Os acordos representam um passo significativo na expansão e no aprofundamento das relações académicas da UP-Maputo com o Brasil, reforçando a aposta da instituição na internacionalização, na mobilidade académica, na investigação conjunta e na construção de capacidades científicas, pedagógicas e institucionais.

Os acordos foram assinados em meio a uma intensa agenda de encontros bilaterais realizados à margem do Fórum, nos quais a delegação da UP-Maputo manteve contactos com diversas instituições brasileiras de ensino superior. Esses encontros permitiram consolidar parcerias, abrir novas frentes de diálogo e transformar a presença da Universidade no Fórum numa oportunidade concreta de expansão e aprofundamento da cooperação académica com o Brasil.

Os instrumentos foram celebrados com a Universidade Estadual do Piauí (UESPI), o Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal Rural da Amazónia (UFRA), a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Mais do que ampliar a rede de parceiros internacionais, os acordos marcam uma nova etapa na cooperação académica entre a UP-Maputo e instituições brasileiras. Trata-se de uma passagem da simples aproximação institucional para uma cooperação mais estruturada, orientada para resultados concretos, com potencial para gerar mobilidade, investigação aplicada, formação avançada, intercâmbio de experiências e desenvolvimento de projectos de interesse comum.

Embora muitos dos instrumentos assinados partilhem uma base comum, nomeadamente mobilidade académica, intercâmbio de docentes e estudantes, investigação conjunta, cursos de curta duração, seminários, extensão universitária e partilha de publicações científicas, cada parceria abre possibilidades próprias, de acordo com o perfil institucional e académico de cada universidade brasileira.

Neste contexto, a cooperação com a Universidade Estadual do Piauí, a Universidade Federal de Pelotas, a Universidade Federal de Juiz de Fora e com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul reforça sobretudo a dimensão da mobilidade académica, da cooperação científica, da partilha de experiências institucionais e do desenvolvimento de projectos conjuntos em áreas de interesse comum.

Alguns acordos apresentam, contudo, especificidades particularmente relevantes para a missão e as prioridades estratégicas da UP-Maputo. A parceria com a Universidade Federal do Pampa, por exemplo, destaca-se pela sua ligação directa à formação de professores, ao desenvolvimento profissional docente, às políticas educacionais, à educação inclusiva, à interculturalidade e à internacionalização da educação superior. Trata-se de uma colaboração especialmente significativa para uma universidade cuja identidade institucional está profundamente ligada à formação de quadros para o sector da educação.

Por sua vez, os acordos com a Universidade Federal do Pará, a Universidade Federal Rural da Amazónia, a Universidade Federal de Lavras e com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro abrem espaço para uma cooperação com forte potencial nas áreas das ciências agrárias, ambiente, sustentabilidade, desenvolvimento rural, biodiversidade, segurança alimentar, inovação e gestão de recursos naturais. Estas áreas dialogam directamente com desafios estratégicos de Moçambique, sobretudo num contexto em que a agricultura, a segurança alimentar, a protecção ambiental e o desenvolvimento territorial permanecem prioridades nacionais.

O instrumento celebrado com o Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras tem uma natureza distinta, pois não se limita à relação bilateral com uma universidade específica. Ao aproximar a UP-Maputo à uma rede de instituições brasileiras, este acordo pode funcionar como plataforma de acesso a novas oportunidades de mobilidade, pós-graduação, investigação, internacionalização e cooperação multilateral.

No domínio da educação digital e do ensino a distância, destacam-se particularmente as possibilidades de cooperação com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, a Universidade Estadual do Piauí, a Universidade Federal de Juiz de Fora e com a Universidade Federal de Lavras, instituições que dispõem de estruturas próprias ou programas consolidados de EaD, podendo contribuir para o fortalecimento da formação online, da tutoria digital, da produção de conteúdos pedagógicos e da capacitação docente em ambientes virtuais de aprendizagem.

Deste modo, os acordos assinados não representam apenas uma expansão quantitativa da rede internacional da UP-Maputo. Representam também um aprofundamento qualitativo das relações com o Brasil, pois combinam instrumentos gerais de cooperação académica com parcerias orientadas para áreas estratégicas, como formação docente, educação inclusiva, ciências agrárias, ambiente, inovação, internacionalização e desenvolvimento institucional.

Por:
Alves Manjate, especial para o GCI-UPM

Photos from Universidade Pedagógica de Maputo - UPM's post 28/05/2026
Photos from Universidade Pedagógica de Maputo - UPM's post 28/05/2026

I FÓRUM DE REITORES BRASIL-ÁFRICA
JORGE FERRÃO DEFENDE NOVA AGENDA ESTRATÉGICA PARA A COOPERAÇÃO ACADÉMICA

O Reitor da Universidade Pedagógica de Maputo (UPM), Prof. Doutor Jorge Ferrão, participou, nesta quarta-feira, 27 de maio, no Painel 4 do 1º Fórum de Reitores Brasil–África, dedicado ao tema “Propostas e Encaminhamentos para as Relações Académicas entre o Brasil e os Países Africanos”.
Na sua intervenção, Jorge Ferrão defendeu que a cooperação entre o Brasil e África deve entrar numa nova fase, uma fase menos centrada na assinatura de acordos, na mobilidade individual ou na visibilidade institucional, e mais orientada para a construção conjunta de capacidades científicas, tecnológicas, pedagógicas e institucionais. Para o Reitor da UPM, o momento exige a passagem de uma agenda predominantemente diplomática para uma verdadeira agenda estratégica, capaz de produzir resultados concretos para as universidades, os sistemas de ensino superior e os povos dos dois lados do Atlântico.
Segundo Ferrão, aquilo que deve unir o Brasil e os países africanos não é apenas a história, a língua ou a memória comum, mas sobretudo a responsabilidade partilhada de construir respostas para os grandes desafios do presente e do futuro. Neste sentido, sublinhou, o Fórum deve ser entendido como uma plataforma de definição de caminhos concretos para uma cooperação académica mais produtiva, mais estruturada e mais transformadora.
Um dos pontos centrais da sua intervenção foi a defesa de uma mobilidade académica em dois sentidos. Para Jorge Ferrão, a mobilidade não deve ser vista apenas como deslocação de estudantes ou docentes africanos para instituições brasileiras, mas como circulação mútua de saberes, experiências, investigadores, professores, estudantes e soluções. A cooperação Brasil–África deve permitir que universidades africanas aprendam com o Brasil, mas, também, que o Brasil aprenda com África, reconhecendo que o conhecimento não tem apenas um centro de produção, nem uma única direcção de circulação.

O Reitor da UPM insistiu, igualmente, na necessidade de transformar os acordos existentes em instrumentos vivos de cooperação. Na sua perspectiva, o grande desafio já não é sobre o número de acordos assinados, mas sobre as capacidades duradouras que esses acordos podem construir. A cooperação académica deve deixar de ser um exercício formal e passar a produzir efeitos mensuráveis na formação avançada, na investigação aplicada, na inovação, na qualidade do ensino e na capacidade de resposta das universidades aos problemas complexos das sociedades. Neste contexto, Ferrão destacou áreas estratégicas que podem aproximar mais o Brasil e os países africanos, nomeadamente a agricultura, a segurança alimentar, as energias renováveis, a inteligência artificial, a mineração, a ciência, a tecnologia e as ciências humanas. Para Moçambique, estas áreas não são apenas campos de investigação académica, mas, sectores directamente ligados ao desenvolvimento nacional, à soberania económica, à segurança alimentar, à inclusão social e à construção de um futuro mais sustentável.

Ao abordar a questão dos minerais críticos, o Reitor da UPM chamou a atenção para a necessidade de uma cooperação que não reproduza padrões históricos de exploração. Sublinhou que a África não pode voltar a ocupar o lugar de mero fornecedor de matérias-primas, enquanto os seus povos permanecem como observadores dos benefícios gerados pelos seus próprios recursos. A exploração de minerais estratégicos deve estar associada à formação de quadros, à transferência de tecnologia, à investigação local, à industrialização, à agregação de valor e ao fortalecimento das instituições nacionais.
Outro ponto relevante da intervenção de Jorge Ferrão foi a Inteligência Artificial na educação. O Reitor observou que, em Moçambique, a IA representa uma grande oportunidade, mas, também, revela desigualdades tecnológicas, pedagógicas e institucionais. Muitos estudantes estão a migrar rapidamente para ambientes digitais, enquanto uma parte significativa dos professores ainda enfrenta dificuldades na transição do analógico para o digital. Esta diferença, segundo Jorge Ferrão, não deve ser interpretada como resistência dos docentes, mas como resultado de limitações concretas, incluindo falta de formação, insuficiência de equipamentos, acesso irregular à internet e ausência de apoio institucional consistente. Para o Reitor, o professor do futuro não será substituído pela Inteligência Artificial, mas terá de aprender a utilizá-la como ferramenta pedagógica, crítica e criativa. Ao mesmo tempo, alertou que o simples uso de redes sociais ou plataformas digitais pelos estudantes não significa, necessariamente, domínio do conhecimento. Saber usar tecnologia não é o mesmo que saber pesquisar, interpretar, seleccionar informação, produzir pensamento crítico e transformar dados em conhecimento útil para a sociedade.
A intervenção do Reitor da UPM também colocou a educação no centro da discussão sobre o futuro. Para o Prof. Doutor Jorge Ferrão, investir na educação é muito mais do que cumprir uma obrigação institucional ou governamental; é assumir uma posição clara em relação ao futuro dos países. A educação deve ser vista como investimento estratégico na capacidade científica, tecnológica, democrática e humana das nações.
A participação da Universidade Pedagógica de Maputo no 1.º Fórum de Reitores Brasil–África reafirma, assim, o compromisso da instituição com uma cooperação internacional orientada para resultados concretos, para a formação de capacidades locais e para a produção de ciência útil aos países e aos povos.
O Fórum que decorre em Brasília reúne dirigentes universitários, académicos, decisores públicos e representantes de instituições de ensino superior do Brasil e de diversos países africanos.

Por:
Alves Manjate, especial para o GCI-UPM

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