Ecos do Castelo

Ecos do Castelo

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O Bairro do Castelo, as transformações da cidade e o sentido de pertença.

26/05/2022

Este Domingo às 16h

O Grupo Desportivo do Castelo tem guardadas muitas fotografias dos marchantes ao longo de várias anos de marchas no castelo. Este domingo vamos revisitar esses fotografias e gravar o que os moradores têm a dizer quando olham para elas. No futuro, quem quiser revisitar ou conhecer as memórias da marchar vai poder não só olhar para estas fotografias mas também ouvi-las falar!

Apareçam!

15/03/2022

Atenção bairro!

Quarta-feira ao final da tarde, no Grupo Desportivo do Castelo, vamos ter um pequeno evento público apoiado por um encontro internacional sobre cidade, corpo e som que está a decorrer com várias apresentações pela cidade.

Esta sessão serve para divulgar o projeto que tenho estado a desenvolver no Bairro do Castelo, como moradora e investigadora.

18h - Vamos ouvir alguns testemunhos, tornados públicos através de um áudio-mapa do bairro.

19h - Desenvolver uma conversa sobre o presente e o futuro dos bairros na cidade, e sobre a continuação e o futuro deste áudio-mapa do bairro.

Há um pequeno lanche para o convívio.
Apareçam!

Mapa - http://u.osmfr.org/m/725217/

Programação do encontro - https://tepe.estudiosdedanca.pt/travessias-programa

14/03/2022

ECOS DO CASTLO

GDC e Marchas

“As pessoas não viram as costas só porque saíram daqui”.

Como é que as pessoas voltam aos lugares que deixaram? Só a memória nos permite regressar e as memórias precisam de meios, sejam esses lugares, pessoas ou práticas.

O Grupo Desportivo do Castelo e as Marchas são espaços (e meios) que permitem aos ex moradors regressarem ao seu bairro. Permitem que todos, moradores, ex moradores e aqueles que se vão juntando, possam dar continuidade ao bairro, através do convívio, da partilha, e da criação de um sentido coletivo.

A Marcha do Castelo de 2018 fez um pedido a Santo António: “Traz de volta o meu Bairro”. O que é que acontece ao bairro sem esses espaços e meios de memória, esses lugares, pessoas ou práticas?

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Mais informações:
Como introdução ao projeto de pesquisa que tenho estado a desenvolver, está a ser criado um mapa com episódios curtos situados. Este, com o título "Grupo Excursionistas do Castelo " é um deles.

Este é o link para o mapa, que vai continuar em desenvolvimento com mais episódios que introduzem as vozes e os temas do projeto. O objetivo do mapa é registar, refletir e inscrever no espaço memórias e experiências daqueles que o habitam, como uma forma de contornar o esquecimento. http://u.osmfr.org/m/725217/

Para ouvir mais das entrevistas e outros desenvolvimentos do trabalho, esse material vai ser partilhado através da minha rúbrica na Rádio Pavão e através do site do meu projeto de pesquisa "Ecos do Castelo" - (estas plataformas ainda estão em construção).
Um especial obrigado aqueles que entram neste episódio, Alexandre, Rui, Carla, Tânia, Fausto e Gabriela.

12/03/2022

ECOS DO CASTELO

Grupo Excursionistas do Castelo

Espera, suspensão, abandono e vazio num lugar saturado.

A memória do GEC ainda é viva, mas ao que parece existem forças que a empurram para o passado, e lhe retiram um lugar no presente, ou mesmo no futuro.

Quando é que começa a História e acaba a memória?
Quem é que decide se a memória viva pertence ao passado ou ao futuro?

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Mais informações:
Como introdução ao projeto de pesquisa que tenho estado a desenvolver, está a ser criado um mapa com episódios curtos situados. Este, com o título "Grupo Excursionistas do Castelo " é um deles.

Este é o link para o mapa, que vai continuar em desenvolvimento com mais episódios que introduzem as vozes e os temas do projeto. O objetivo do mapa é registar, refletir e inscrever no espaço memórias e experiências daqueles que o habitam, como uma forma de contornar o esquecimento. http://u.osmfr.org/m/725217/

Para ouvir mais das entrevistas e outros desenvolvimentos do trabalho, esse material vai ser partilhado através da minha rúbrica na Rádio Pavão e através do site do meu projeto de pesquisa "Ecos do Castelo" - (estas plataformas ainda estão em construção).
Um especial obrigado aqueles que entram neste episódio, Carlos, Fausto, Gabriela, e à Silvia que participou na montagem.

10/03/2022

ECOS DO CASTELO

Comércio

Os lugares que pontuam os nossos quotidianos vão-se tornando familiares, e as pessoas que fazem esses lugares vão-se tornando família. O comércio de proximidade faz uma cidade ter bairros, faz um bairro ter pessoas e faz as pessoas terem mais do que uma casa. - Já não há comercio de bairro, há comércio no bairro. – Como é que “no bairro” se torna “do bairro” outra vez?

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Mais informações:

Como introdução ao projeto de pesquisa que tenho estado a desenvolver, está a ser criado um mapa com episódios curtos situados. Este, com o titulo "Comércio" é um deles.
Este é o link para o mapa, que vai continuar em desenvolvimento com mais episódios que introduzem as vozes e os temas do projeto. O objetivo do mapa é registar, reflectir e inscrever no espaço memórias e experiências daqueles que o habitam, como uma forma de contornar o esquecimento. http://u.osmfr.org/m/725217/
Para ouvir mais das entrevistas e outros desenvolvimentos do trabalho, esse material vai ser partilhado através da minha rúbrica na Rádio Pavão e através do site do meu projeto de pesquisa "Ecos do Castelo" - (estas plataformas ainda estão em construção).
Um especial obrigado aqueles que entram neste episódio, Carlos, Alfredo, Joaquim, Herminio, Fausto.

08/03/2022

ECOS DO CASTELO

Vizinhança

Ouvi alguém dizer que tem uma ligação a este lugar, mas não tem uma ligação ao bairro. Foi a partir desse momento que comecei a pensar no bairro como um território feito de várias camadas, em que existem vários lugares e talvez mais do que um bairro.
O que é o bairro? Como é que um bairro é definido e que práticas e imagens estão por detrás dessas definições?

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Mais informações:

Como introdução ao projeto de pesquisa que tenho estado a desenvolver, está a ser criado um mapa com episódios curtos situados. Este, com o titulo "Vizinhança" é um deles.

Este é o link para o mapa, que vai continuar em desenvolvimento com mais episódios que introduzem as vozes e os temas do projeto. O objetivo do mapa é registar, reflectir e inscrever no espaço memórias e experiências daqueles que o habitam, como uma forma de contornar o esquecimento. http://u.osmfr.org/m/725217/

Para ouvir mais das entrevistas e outros desenvolvimentos do trabalho, esse material vai ser partilhado através da minha rúbrica na Rádio Pavão e através do site do meu projeto de pesquisa "Ecos do Castelo" - (estas plataformas ainda estão em construção).

Um especial obrigado aqueles que entram neste episódio Tania, Carla, Gabriela, Fausto, Maria João, Carlos, Herminio e André, e também à Silvia que participou na montagem.

08/03/2022

ECOS DO CASTELO

Projetos de Reabilitação Urbana nos bairros históricos de Lisboa.
Pic - as obras

Quem é que define o património e o seu valor? Lugares de memória e meios de memória - para onde foram as pessoas, e com elas as memórias dos lugares? Um lugar sem memória é (apenas) um lugar para a História? Que espaço sobrou para o futuro?

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Mais informações:

Como introdução ao projeto de pesquisa que tenho estado a desenvolver, está a ser criado um mapa com episódios curtos situados. Este, com o titulo "PIC- as obras" é um deles.

Este é o link para o mapa, que vai continuar em desenvolvimento com mais episódios que introduzem as vozes e os temas do projeto. O objetivo do mapa é registar, reflectir e inscrever no espaço memórias e experiências daqueles que o habitam, como uma forma de contornar o esquecimento. http://u.osmfr.org/m/725217/

Para ouvir mais das entrevistas e outros desenvolvimentos do trabalho, esse material vai ser partilhado através da minha rúbrica na Rádio Pavão e através do site do meu projeto de pesquisa "Ecos do Castelo" - (estas plataformas ainda estão em construção).

Um especial obrigado aqueles que entram neste episódio, Carlos, Tania, Carla, Gabriela, Fausto, Herminio e André, e também à Silvia que participou na montagem.

12/10/2021

E parece que se aproxima a reabertura do novo comércio no bairro, no lugar do comércio de bairro a Leitaria de S.Jorge .

Em Julho juntámos-nos no Grupo Desportivo para falar sobre o bairro e o comércio, e foi feita uma distinção clara entre aquilo que é o comércio no bairro e o comércio de bairro.

Deixo algumas palavras dos moradores, memórias e reflexões, que nos fazem pensar e sentir as transformações na cidade.

“O caso do senhor Daniel, creio que foi o último comerciante do bairro, fosse como fosse e embora digamos o que dissermos, era onde ainda um morador do bairro ia beber um café. Atualmente temos aí cafés realmente, mas não é para servir um café a uma pessoa que more no bairro.”

“Até o Daniel, ultimamente os moradores do bairro iam lá, nós íamos lá, mas nós víamos que ele também vivia mais do turismo - porque não há população no bairro - pois também nós íamos lá dois ou três.”

“... neste momento em que estamos aqui a conversar não há nenhum comércio de bairro”

18/08/2021

Será que vamos voltar a ver o bairro sem ninguém nas ruas? Alguém tirou fotografias? Partilhem!

Photos from Ecos do Castelo's post 18/08/2021

Será que volta tudo ao mesmo?

Algumas fotografias entre dois mundos paralelos

Durante este ano mais silencioso no bairro, procurei escutar esse bairro antes da pandemia. Daquilo que me contavam, eu que só comecei a viver no bairro em Outubro 2020, ficava com a sensação de estar no ponto intermédio de dois mundos paralelos. Mas obairro desértico não esconde o bairro turístico, pelo contrário. Percebe-se que é um dos seus efeitos. Há um eco do que foi, e que procuro de alguma forma captar. Graças a todos e todas os que têm disponibilizado o seu tempo para conversar e gravar comigo, temos criado um conjunto de registos e descrições sobre este bairro, que comumente tem sido situado num “antes do boom turístico” ou “antes da pandemia”. O agora parece-me este ponto intermédio e limiar. Ninguém sabe. As opiniões e os sentimentos, naturalmente, divergem. Para os moradores e as moradoras o bairro desértico já existia antes da pandemia, porque na multidão dos turistas sobrava espaço para um vazio. Mas mais tarde, a falta dos turistas também foi sentida, “porque afinal eles é que davam a vida e a agitação do bairro”, como foi partilhado comigo. Para os comerciantes, alguns dos quais tenho muito a agradecer, os turistas são (ou tornaram-se) imprescindíveis.
No princípio do verão houve uma agitação, a terra começou a tremer e em Agosto subitamente um salto quântico une o bairro de novo à realidade pré-pandemia, ou pelo menos a um vislumbre da mesma. Ninguém sabe por quanto tempo este reencontro dura. É como se de repente uma ordem se invertesse e começássemos a mover na direção contrária de um eco, procurando o rasto da sua origem. Será que volta tudo ao mesmo?

Photos from Ecos do Castelo's post 07/08/2021

E para vocês, o que marca o quotidiano no Bairro?
O som do xilofone à entrada? O som dos trolleys? O bom dia a passar na Drogaria do Castelo?

Tenho passado os últimos dias fora do bairro e sinto falta das coisas mais quotidianas. Coisas que se repetem, as pessoas de todos os dias, a recordação viva e repetida que nos permite regressar a um lugar e saber que chegámos.

Da minha casa tenho vista para o pátio abandonado deste prédio vizinho. Consigo ver a antiga chaminé, tão invulgar para mim que me dá a sensação de estar a olhar para o passado de um país estrangeiro. Um dia estava perto da janela e ouvi uma senhora que conversava com a saudade. Parece que essa chaminé servia à antiga padaria deste edifício e o cheiro a pão de manhã era o que fazia esta senhora regressar aquele lugar da Rua de Santa Cruz do Castelo. Algures no passado o quotidiano teve o sabor a pão quente com manteiga e o mesmo cheiro que hoje se repete na saudade.

Entre o bairro a que regressamos hoje ou aquele a que se regressa com a saudade, o que marca o quotidiano do bairro?

15/07/2021

Para aproveitar o verão mais ou menos desconfinado, todas as sextas às 17h no Grupo Desportivo do Castelo proponho fazermos umas sessões de conversa com pequenos grupos que não excedam as seis pessoas.

Para as pessoas com que estive mais vezes e registaram-se outras conversas os temas serão repetidos, mas desta vez a possibilidade de conversarmos em grupo vai trazer novas perspetivas. E claro, também um momento de convívio e lanche de que todos e todas gostamos.

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