Somos mulher, porque somos. Somos mães porque queremos, somos esposas porque somos e queremos mas muitas de nós traz um embrulho enganoso onde o desrespeito é a falta de educação e uma simbiose trazida pelo casamento. Casamos por amor com uma incógnita. Casamos por respeito com um insólito. Há quem seja sempre feliz! Há quem seja feliz durante um tempo e há quem seja vítima de alguém que nunca mereceu viver com ninguém!
Sem vergonha! Sem pudor, denunciem a violência doméstica! Não é só física. Ela é psicológica e corrói até à morte.
O mundo de Sophia
A filosophia/filosofia de todas as Sophias/Sofias Escrevam, partilhem e desfrutam da Página de Sophia
“De volta ao meu mundo de onde nunca deveria ter saído. De volta ao meu mundo onde palavras, frases e pontuação constroem sentido à minha vida. De volta ao meu mundo onde a homogeneidade de ideias e pensamentos se misturam com desejos e pensamentos. De volta ao meu mundo onde nem todos podem entrar e os que entram, de lá não conseguem sair. De volta ao meu mundo…”
06/02/2024
…Nas garras de uma ira, fugi correndo sem parar. O fôlego sufocava-me a alma e tirava as forças das pernas numa direção oposta. O que fazer numa situação destas?! Descobrira afinal, que a traidora não era eu. Quem desobedecera às regras da sociedade é à teimosia da natureza não tinha sido só eu…
Sites, mulheres, jogos e encontros. Um misto e uma ânsia de viver o que durante 20 anos não viveu num casamento tradicional chamado… vazio!…”
04/02/2024
„Custou sempre acreditar que seria possível existir quem cuidasse de nós sem ser os nossos pais. Custou sempre acreditar que seria possível sermos a primeira no pensamento, primeira no coração e na mente. Custou acreditar que seria possível existir quem nos quisesse sempre. Custou sempre acreditar que seria possível afirmar que afinal tinha razão, que nada disto é possível pois quem cuida, quem pensa, quem nos quer bem somos simplesmente nós e mais ninguém.“
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Passou-se algum tempo mas Sophia que regressou de uma viagem que não fez. Parou no tempo que não lhe deram e viveu uma vida que não lhe pertencia. Sophia, sofreu metamorfoses inagualaveis! Invisíveis ao olho humano, visíveis ao coração comum. Marcas, vestígios e serranos foram a herança perdida que a vida lhe oferecera. No caminho, a morte do seu pai, um homem austero e mal amado que refugiou os seus verdadeiros sentimentos por detrás de um mulher inteligente, sensível mas amargurada pela violência exercida por ele. A sua morte aliviou, de certa forma, o coração de Sophia que sempre que o telemóvel tocava, a angústia de saber que poderia ser seu pai a transtornava. A morte aliviou a angústia mas trouxe pesadelos para toda a família. Deixou de o ouvir mas agora tinha uma luta gigante com o qye herdou: problemas com a justiça.
Quem me conhece sabe que gosto de escrever. Quem me conhece sabe que não escrevo tudo. Quem me conhece sabe que escrevo o que sinto. Quem me conhece sabe que sinto o que escrevo. Hoje, não escrevo tudo o que gosto mas vou escrever o que sinto.
Olho para mim e sentindo o que estou a escrever vejo na porta da frente uma desilusão tão grande face às injustiças praticadas à minha família. Observo pelas janelas uma réstia de luz que traz esperança à minha família. Tanto posso sair pela porta, como abrir as janelas! Portas e janelas são essenciais numa casa como as injustiças e a esperança numa vida!
A base disso tudo? Acreditar! Acreditar que construirei a melhor casa e manterei a melhor família!
in Diário de Sophia
“ o mundo é de facto para os que habitam para a sociedade testemunhar o que eles querem fazer parecer. Oh hipocrisia louca! Ou será melhor uma louca hipócrita?! Se a atitude e o fervor do sangue que nos corre nas veias é assim tão mau para quem se cruza, onde estão os cruzados que lutam por sangue?
Loucura pura de uma vida louca de altos e baixos. Os altos são quando abraçamos a loucura e os baixos quando, de facto, vivemos a vida. Dicotomias e palavras confundem quem, sem palavras mostra uma harmonia de estar bem com todos e todos são os que têm palavras em vão e atitudes sãs.
Em suma, somos o que vivemos um dia e tornamos-nos invisíveis noutro. Hoje eu, amanhã tu... ontem ela! Segue! Vive livre de tudo o que te agarra e aflige neste nó provocado por um ser semelhante a ti mas prende-te ao que te solta e te agarra nesse vazio que sentes no coração...”
Mesmo com a surpresa dos 32 degraus alcatifados, ao abrir a porta, deparei-me com um ambiente acolhedor, romântico, quente... todas as combinações da sala, cantos e recantos soavam a notas dançantes tal como a beleza da música ambiente que acolhia-nos num abraço quente.
Pousei a mala e a echarpe que em nada serviu nesta viagem de uma esperança de aventura, s**o e paixão. Mais uma tentativa envolta de medo de mais um falhanço que me deixará estendida por terra em vão.
Informaram de tudo o que se devia saber e entregando a chave, desejaram um excelente estadia.
A fome tocou-nos à porta e decidimos descer e encontrar alguma coisa aberta e, nada como um hambúrguer congelado e temperado às três pancadas, um kbab e uma batatas fritas congeladas não resolvam. De romantismo não se salientou rigorosamente nada. De conversa, o mesmo de sempre, de casal... o colocar duas palhinhas nas latas de Coca Cola transpareceram que éramos casal.
De regresso ao clima vintage do centro da cidade, rápido nos deitamos-nos sem qualquer contacto humano, de pele. E assim foi nos dias seguintes. Um casal de amigos partilhando uma casa, uma viagem, um leito. Nada mais.
No dia seguinte, no quente da água que escorria pelas paredes cinzentas do d***e, desejava ser cobiçada, desejada por entre a espuma do gel e o cheiro do Shampoo. Tomada por uns braços molhados e encostada à rendição sexual ... tinha que me despachar... voltar à realidade pois havia uma cidade a explorar.
“Estou a aprender a ser calma, respirar fundo e ignorar. Afinal, algumas pessoas não merecem palavras vindas de mim, mesmo as que sejam as piores do meu vocabulário.
Estou a aprender que nós somos os responsáveis de nós mesmos e ao invés de ficarmos frustrados com o que não conseguimos controlar, devemos tentar corrigir o que apenas conseguimos!
Estou a aprender a ultrapassar o famigerado gelo que ele provoca onde insiste em deixar me impotente. Estou a aprender a não permitir que as emoções tomem conta de mim...
Estou a aprender o que pelos vistos ainda não aprendi pois o amor que tinha chamava-se amor, proteção, cumplicidade, união.
Estou a aprender....”
Pela madrugada, a chuva entra na minha alma. Molha as lágrimas e seca o coração de tanta dor sentida... alma da minha paixão!
Se alguma vez me viste feliz, acredita que foi ocasião. Felizes são aqueles que nada sentem ou pensam no pesar da alma de tanta gente. Gente nova, gente rude, gente que segue em frente e abre um buraco na frente... frente densa, frente moída de tanta gente que sofre por comida... fome de ar, fome de liberdade, fome de letras por quem canta entre as pretas! Raça humana um tanto ou quanto obscura. De alma de gente, ó frente que tanto me enganas. Sejam raças, sejam etnias, são gente... gente que em frente vão pelos caminhos de vento que arrasta palavras de alento por tanta gente que... entre guerras e muros, dão volta num mundo profundo de ódio e raiva onde o obscuro envolve o mundo que nos rodeia...
Sou a garra de leão quanto aos valores que represento. Sou lince quanto aos meus objetivos e sou um peixe quanto aos humanos… viver e voltar a viver são díspares no conceito e similares na realidade.
A sociedade impõe, incute e avalia sem verificar, primeiro, o valor de cada um e a sua essência. Maus tratos e falta de respeito são o menu diário de quem quer tentar levar uma vida regrada quanto à educação. Etnias, culturas e raças… qual a finalidade de cada uma? O que têm de comum e o que difere umas das outras?
Sou um ser ínfimo e insignificante a quem ninguém ouve se o rótulo não estiver de acordo com o esperado. Um rímel, um baton, um brilho nas maçãs do rosto bastam para iluminar o momento de outro ou despertar a inveja de outras… viver com pecados diariamente é o que cada um de nós faz!
Não quero ser campeão, nem jogador ou ancião. Quero simplesmente que olhem para mim como sou, pelo que fui e aquilo que serei aqui… na terra do ninguém! Não me ouvem? Não me veem, não me tocam? Claro que está que o tempo que estive entre vós não foi o suficiente para hoje se aperceberem que não estou mais entre vós.
Grato para quem conseguiu um tempo para ler estas parcas palavras de alguém que já foi…
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