Associação Nacional de História da Enfermagem

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O nosso objetivo: promover o desenvolvimento da História de Enfermagem no sentido de conhecer o pas

A Associação Nacional de História de Enfermagem (ANHE), é uma associação científico cultural de direito privado, sem fins lucrativos, que tem como finalidade promover o desenvolvimento da História de Enfermagem no sentido de conhecer o passado para compreender o presente e perspectivar o futuro.

É sócia fundadora da Federação Iberoamericana de História de Enfermagem desde 25 de Novembro de 2011.

17/01/2024

Foi com profunda e sincera consternação e com um imenso pesar que tomamos conhecimento do falecimento da Professora Doutora Marta Hansen Lima Basto Correia de Frade.

A Professora Doutora Marta Lima Basto, nasceu em Lisboa, concluiu o liceu em 1957. Iniciou a sua formação em Enfermagem na Escola Técnica de Enfermeira em 1959.
Foi a primeira enfermeira portuguesa a obter o grau académico de Doutor ao defender a tese: "Implementing Change in Nurses Professional Behaviours" no ano de 1995, no Instituto de Ciências do trabalho e da Empresa, Doutoramento esse iniciado na Universidade de Lovaina – Bélgica.
Ao longo do seu percurso profissional e académico distinguiu-se ao serviço do Ensino e da Investigação em Enfermagem enquanto docente e investigadora na Escola Superior de Enfermagem de Maria Fernanda Resende e posteriormente na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, ESEL. Deixa-nos uma vasta lista de publicações científicas nacionais e internacionais.
Desde 2001, aquando da sua aposentação dedicou-se exclusivamente à investigação, dinamizando a criação da Unidade de Investigação e Desenvolvimento da ESEL (UI&DE), dando origem a mais de uma centena de publicações científicas e recebendo diversos prémios e louvores públicos.
Foi condecorada pelo Presidente da República Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa em 08 de março de 2021. Na cerimónia o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa enalteceu que a sua carreira de enfermeira começou num tempo de “menorização do papel da mulher” e quando “o curso de enfermagem não conferia grau académico”.
Neste momento de luto e de dor, apresentamos a toda a Família, em nome da Associação Nacional de História de Enfermagem e no meu próprio, os meus sinceros pêsames, transmitindo os nossos profundos sentimentos pela perda sofrida.

Foto: Audiovisuais | ESEL

06/02/2023

It's about time for another collection post! On the 2nd February 1856 the newspaper 'Illustrated Times' published this front cover. It shows Florence Nightingale and her owl Athena. The drawing is by Florence's sister Pathenope and was engraved by F Holl and published by P. & D. Colnaghi in June 1855. The articles "The Nightingale Jewel" and "Florence Nightingale" appear on page 66 of this print.

(Seeing Athena on this cover is also a great reminder of our February Half Term activities coming up which celebrates Nightingale's love for animals!)

inscricaoVI • Sociedade Portuguesa de História da Enfermagem 06/02/2023

VI Encontro Internacional de História da Enfermagem - dias 09 e 10 de março de 2023, em formato híbrido.

São objetivos deste Encontro Internacional:
- Dar a conhecer o contexto sócio sanitário, religioso e outros aspetos da organização e práticas assistenciais nos séc. XV - XVI;
- Divulgar o perfil biográfico e o pensamento de S. João de Deus;
- Apresentar e discutir o carácter fundacional e inovador das práticas hospitaleiras de S. João de Deus para com os pobres, doentes e estigmatizados sociais;
- Confrontar a essencialidade do pensamento de S. João de Deus com os princípios das práticas de enfermagem na pós-modernidade.

Certo do V. interesse na temática, enviamos o Programa do evento em anexo, bem como o link para a página oficial do evento.

inscricaoVI • Sociedade Portuguesa de História da Enfermagem VI ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA DA ENFERMAGEM entre montemor-o-novo e granada:s. joão de deus, o reformador dos hospitais e patrono dos enfermeiros 9-10 março 2023 MONTEMOR-O-NOVO Biblioteca Municipal(antigo convento de S. João de Deus) híbrido programaregulamento submissões

Photos from Associação Nacional de História da Enfermagem's post 28/06/2022

CONVITE

19/02/2022

🇪🇸 🇪🇸 🇪🇸 🇪🇸 🇪🇸 🇪🇸 🇪🇸 🇪🇸 🇪🇸
🇲🇽 🇨🇴🇧🇷 🇦🇷 La Academia Mexicana de Fenomenología e Investigación Cualitativa en Enfermería y Salud 🇦🇷🇧🇷 🇨🇴 🇲🇽, como parte del Ciclo Académico de Investigación Cualitativa les invita a su SEGUNDA conferencia magistral virtual:
“FENOMENOLOGÍA DE LOS CUIDADOS EN INVESTIGACIÓN CUALITATIVA: NARRATIVAS Y POESÍA DEL CUIDADO”
➡Ponente Dr. José Siles González
Enfermero, Doctor en Historia, Licenciado en pedagogía y Escritor, Fundador y editor de la revista Cultura de los Cuidados (Q1, Scopus), España ⬅
🗓 Fecha: jueves 24 de febrero 2022
🕠Hora: 18:00 hrs.
🖥️Plataforma: ZOOM.
⭐Conferencia Gratuita: Acceso libre⭐
Para emisión de constancias:
Miembros: Gratuita
Profesionales externos: $100.00 MXN
Estudiantes externos: $50.00
Link de Registro: https://forms.gle/xX88vKfA2GEjKydF8

*Es necesario registrarse para recibir el link de ingreso
**El día de la sesión se darán las indicaciones para el pago y constancia

Pedro Taveira Correia - Enfermeiro de Guerra 11/02/2022

Pedro Taveira Correia - Enfermeiro de Guerra
Enfermeiro de guerra fez centenas de missões de resgate de soldados feridos, quase sempre debaixo de fogo. Ia frequentemente a Mueda dar apoio nas evacuações.

Pedro Taveira Correia - Enfermeiro de Guerra Fez centenas de missões de resgate de soldados feridos, quase sempre debaixo de fogo.

17/11/2021

CONVITE - Simpósio Internacional de História de Enfermagem
O Simpósio Internacional de História de Enfermagem – 19 de novembro de 2021, será uma organização e parceria científica da ESEnfC e Projeto Estruturante de História e Epistemologia da Saúde e Enfermagem (UICISA:E), da Associação Nacional de História da Enfermagem (ANHE) e Sociedade Portuguesa de História da Enfermagem (SPHE), e insere-se no plano de atividades previstas pela ESEnfC para o ano 2021 no âmbito dos 140 anos da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.
Terá o natural envolvimento e participação do Projeto Estruturante da UICISA:E “História e Epistemologia da Saúde e Enfermagem” através do estudo associado História, Saúde e Género, Espanha, Portugal e Brasil (HISAG-EPB). Este evento tem a colaboração da Academia Brasileira de História da Enfermagem (ABRADHENF).



https://www.esenfc.pt/event/event/home/index.php?target=home&event=553&defLang=1

Photos 24/10/2021

ISAURA BORGES COELHO (1926 - 2019)

Mulher corajosa e de uma grande doçura, desde sempre admirada pela determinação com que, ainda jovem, enfrentou e desafiou o regime, Isaura é uma figura emblemática da luta das ENFERMEIRAS e na Resistência contra o fascismo.

ISAURA BORGES COELHO (1926 - 2019)

Mulher corajosa e de uma grande doçura, desde sempre admirada pela determinação com que, ainda jovem, enfrentou e desafiou o regime, Isaura é uma figura emblemática da luta das enfermeiras e na Resistência contra o fascismo.
Isaura Assunção da Silva (Borges Coelho) foi condenada pelo Tribunal Plenário de Lisboa, no dia 16 de Julho de 1954, a dois anos de prisão maior, à perda de direitos políticos por quinze anos e a «medidas de segurança» prorrogáveis _ por «pertencer ao MUD Juvenil e fazer a sua apologia; por ter acusado a PIDE de infligir torturas morais e físicas aos presos; por ter exigido condições mínimas para o trabalho nos hospitais; por ter protestado contra o facto de as enfermeiras não poderem casar ». Esteve presa durante quatro anos, a sua vida esteve por um fio e, quando pesava cerca de 30 quilos, a PIDE viu-se obrigada a interná-la. Após a libertação, a sua acção na resistência contra a ditadura fascista não abrandou.
A vida de Isaura Borges Coelho foi um longo caminho de luta entusiástica e de sofrimento com a repressão, que também a atingiu com a prisão do seu companheiro, António Borges Coelho, com quem iria casar no Forte de Peniche.

1. Isaura Assunção da Silva Borges Coelho nasceu em Portimão em 20 de Junho de 1926 e faleceu na Parede a 11 de Junho de 2019. Em 1949 matriculou-se na Escola de Enfermagem Artur Ravara e em 1952 iniciou funções nos Hospitais Civis de Lisboa, no Hospital dos Capuchos. O trabalho nos hospitais era extremamente penoso, com turnos de doze horas que, muito frequentemente, se prolongavam pelas 24 horas. As enfermeiras estavam ainda sujeitas a trinta velas de doze horas consecutivas, apenas intervaladas por uma folga semanal. Estas condições de trabalho inspiraram a luta de Isaura em defesa da melhoria das condições de trabalho das enfermeiras e dos cuidados de saúde nos hospitais. Um ano depois, ao tomar conhecimento do despedimento de doze enfermeiras do Hospital Júlio de Matos, por terem casado, tomou a iniciativa de encabeçar um abaixo-assinado, dirigido a Salazar, ao Cardeal Cerejeira e ao Enfermeiro-mor dos hospitais. Foram centenas de assinaturas, na exigência da liberdade de casamento das enfermeiras (1). Isaura Silva aderiu então ao MUD.
Em 1953, na farsa eleitoral para a Assembleia Nacional, quando se dirigiu à sede do MUD Juvenil (aos Anjos), foi presa com outros jovens, em 3 de Novembro. Libertados estes, Isaura foi mantida em prisão, por ser identificada pela PIDE como a impulsionadora do «movimento das enfermeiras» - «a casamenteira», no dizer daquela polícia. Sujeita ao regime de isolamento, foi brutalmente espancada e arrastada pelos cabelos, na presença do seu advogado, Dr. Lopes Correia, também ele barbaramente espancado. A marcação do julgamento de Isaura Silva desencadeou um amplo movimento de protesto com distribuição de panfletos e tarjetas. Surgiram inscrições nas paredes: «Liberdade para Isaura Silva». Num dos comunicados do MUD Juvenil, publicado em Junho de 1954 e intitulado «Com Isaura Silva, no banco dos réus, estão as enfermeiras e a juventude de Portugal», dizia-se: «Isaura Silva estava à frente da luta pela revogação da lei que proíbe as enfermeiras de casar. Estava na linha da frente das lutas de protesto contra o horário de 12 horas com velas consecutivas, e pela folga semanal e feriados, contra a alimentação miserável e as instalações de caserna». Foi então julgada em Tribunal Plenário e, durante o julgamento, a PIDE ocupou os lugares destinados ao público, mas não conseguiu impedir que a ré fosse «muito cumprimentada pela assistência», enquanto recebia um ramo de cravos brancos das mãos de uma enfermeira. Entre as testemunhas de Isaura Silva contavam-se duas enfermeiras e um oficial de escrita dos Hospitais CL, o poeta Alexandre O´Neill, o engenheiro Veiga de Oliveira, Maria Lamas e Maria Isabel Aboim Inglês. Esta antifascista protestou por se encontrarem agentes da PIDE na sala de audiências e na sala das testemunhas, o que levou o juiz Abreu de Mesquita a condená-la a três dias de prisão, por falta de respeito ao tribunal. (2)

2. Isaura Borges Coelho ficou em prisão durante quatro anos. A sua vida esteve por um fio quando o seu peso, pelos 30 quilos, obrigou a um internamento no Hospital de Santa Marta, em Setembro de 1955 e, um mês depois em Santa Maria. Até Janeiro de 1956 decorreu uma impressionante vaga de solidariedade com Isaura, por parte de médicos e enfermeiras. Em 1957 foi libertada, sendo-lhe fixada residência em Portimão, na casa de seus pais. Ali, ela, familiares e amigos eram permanentemente vigiada pela PIDE.

Após um ano de residência fixa pôde voltar para Lisboa com o objectivo de fazer formação no IPO, junto do Professor Gentil Martins. Depois, concorreu à Liga dos Hospitais, onde desenvolvia um trabalho muito elogiado, até que o patrão, o almirante Henrique Tenreiro, pediu informações à PIDE e a despediu imediatamente. Foi com a ajuda do Professor Pulido Valente e do Dr. Pedro Monjardino que conseguiu arranjar emprego numa clínica. Quis especializar-se e concorreu ao Curso de Puericultura e Partos da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), mas só depois de muito protestar, por ser sistematicamente impedida na admissão por razões políticas, pôde concluir o curso e entrar na MAC como enfermeira eventual.

3. Após o 25 de Abril, quando lhe ofereceram o lugar de enfermeira-chefe nos HCL, recusou, optando pelo seu lugar de enfermeira de 2ª classe na MAC. Subiu, depois, a enfermeira de 1ª e a enfermeira- chefe. Tirou o Curso de Enfermagem Pediátrica e Saúde Infantil e, durante anos, exerceu o cargo de enfermeira- chefe no Serviço de Prematuros. Até á reforma manteve-se como delegada sindical das enfermeiras da Maternidade Alfredo da Costa.
Em 2002, o Presidente da República Jorge Sampaio atribuiu-lhe a Ordem da Liberdade.

António Borges Coelho, seu companheiro, foi preso em 1957, como funcionário do Partido Comunista Português na clandestinidade e só saiu em liberdade em 1962. Casaram no Forte de Peniche. Recorda-a na sua juventude assim:
«Antes de a conhecer, já ela, com 11 anos, tinha salvo do mar do Vau uma menina de 12 anos. Aos 16, tirou a blusa vermelha para mandar parar o comboio. Estava uma mula e uma carroça na linha. Moveram-lhe um processo por ter atrasado o comboio.»


Notas:

(1) O decreto-lei nº 28794, de 1 de Julho de 1938, estabelecia no artigo 60 que «Nos lugares dos serviços de enfermagem e domésticos (serviço interno) a preencher por pessoal feminino, só poderão de futuro ser admitidas mulheres solteiras e viúvas, sem filhos, as quais serão substituídas logo que deixem de verificar-se estas condições». A proibição do casamento das enfermeiras só terminaria, depois de longa luta, com o decreto nº 44923, de Março de 1963.

Na verdade, a proibição do casamento das enfermeiras e a luta pela sua revogação marcam 25 anos da história da enfermagem e dos movimentos feministas durante o Estado Novo. «Assente numa imagem de mulher limitada ao trabalho doméstico, para quem a família representa o centro exclusivo da sua vida, não é possível dissociar tal imposição legislativa da definição dos papéis se***is veiculado pelo Estado, bem como do postulado tradicional da função cuidadora e maternal feminina. Além do impedimento do trabalho feminino em certos sectores ou o acesso das mulheres a determinadas profissões, foram ainda impostas restrições de índole vária a algumas profissionais. Por exemplo, para contraírem matrimónio as professoras primárias tinham de solicitar especial autorização ao Ministério da Educação Nacional, ao passo que a proibição do casamento ficou designada às telefonistas da Anglo-Portuguese Telephone Company, às profissionais do Ministério dos Negócios Estrangeiras, às hospedeiras de ar da TAP e às enfermeiras dos Hospitais Civis» - Excerto de um artigo de Ana Sartóris, in
http://www.acomuna.net/…/3908-o-celibato-das-enfermeiras-do…

(2) Ligada ao movimento das enfermeiras, foi também presa Hortênsia da Silva Campos Lima, sua irmã.



Biografia da autoria de Helena Pato, com a colaboração de António Borges Coelho, que tornou possível a rigorosa enumeração dos factos citados. Fotografia de Isaura Borges Coelho facultada pela própria.

Cogitare 2022-História da Enfermagen | Gomeres 14/10/2021

COGITARE 2022
V Reunião Internacional de História e Pensamento Enfermeiro

Cogitare 2022-História da Enfermagen | Gomeres Cogitare 2022-História da Enfermagen Español  Portugês COGITARE 2022V Reunião Internacional de História e Pensamento Enfermeiro Fundación Index, 19-21 de abril de 2022Um encontro virtual com transmissões síncronas e assíncronas CUIDAR E PENSAR cogitare, em latim pensar é o vocábulo de qu...

12/10/2021

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